sábado, 10 de novembro de 2012


5 dicas para quem pensa em fazer um curso a distância

  Agora não é mais necessário sair de casa para ter um diploma. Diversas universidades oferecem cursos online – tanto de graduação como pós-graduação – e abrem, assim, oportunidade para alunos que, por diversos motivos, não podem comparecer fisicamente à sala de aula.

Para alguns, essa possibilidade pode parecer ideal – não há preocupações quanto a chegar atrasado às aulas, temor em ser chamado para falar em público ou o incômodo de sentar em uma cadeira pouco confortável por horas a fio.
Porém, tais pensamentos não passam de mera fantasia! Antes de entrar de cabeça em um curso online, é importante conhecer como funciona esse universo para, então, tomar a decisão de seguir ou não em frente.

Foi pensando em ajudar aqueles que estão na dúvida que o site americano Edudemic ouviu pessoas que completaram seus cursos a distância com êxito. Os estudantes deram 5 dicas que consideram fundamentais para aqueles que desejam obter bom desempenho em cursos online. Confira abaixo e veja se você tem perfil para ser um “aluno online”.

1. A tecnologia não pode ser um problema
Pode parecer óbvio, mas para participar de um curso a distância é fundamental que se tenha acesso à tecnologia exigida. Acesso a computadores com boa conexão à internet pode ser uma demanda diária. Muitos cursos exigem de seus alunos uma produção volumosa, assim, computadores lentos podem atrapalhar o rendimento, causando, até mesmo, atrasos significativos em relação aos prazos estabelecidos pelos professores. Se a tecnologia for um “peso” e causar problemas constantes ela se tornará o foco e prejudicará o desenvolvimento do curso.

2. Saiba que tipo de estudante você é
É importante conhecer-se como estudante, pois dessa forma, torna-se possível incentivar o seu gosto pelo estudo. Conhecer os elementos e recursos que acionam sua curiosidade e vontade de estudar é fator-chave para um bom desempenho, não apenas nos cursos presenciais, mas também – e principalmente – nos cursos a distância. Você pode buscar complementos para o conteúdo que lhe foi passado na plataforma online e assim, ampliar o tema debatido em aula. Dividir suas descobertas e métodos com seus colegas também pode ser interessante. Pense em organizar fóruns de discussão com aqueles que compartilham interesses semelhantes aos seus.

3. Seja disciplinado
Um curso online exige ainda mais disciplina do que cursos presenciais. Você estará sozinho, sem professores ou colegas em volta que, ocasionalmente, possam chamar sua atenção para uma questão importante ou caso você esteja distraído. Você é o único responsável por determinar quais serão as “políticas” de aula e estudo. A primeira dica é estabelecer uma hora específica para a aula. A segunda dica é: não se distraia durante a aula. Não levante pra resolver problemas, atender ao telefone ou a campainha. Deixe claro para todos que, de tal a tal hora, você está ocupado.

4. Você deve ser capaz de trabalhar bem sozinho
Se você tem dificuldades para trabalhar sozinho, talvez um curso a distância não seja a melhor opção. Não haverá pessoas em volta para te motivar, a motivação partirá inteiramente de você e sua pró-atividade. Alguns cursos online, porém, propõem atividades em grupo (grupos online), mas não é sempre que ocorre.

5. Saiba administrar “pausas”, elas também são necessárias.
Saiba administrar o tempo. Estudar em casa pode ser perigoso pois a falta de horários pré estabelecidos pode levar ou a uma produtividade escassa ou a um tempo de trabalho sem limites, que se estende muito além do recomendado. Como já foi dito, estabeleça um horário para a aula e cumpra esse horário, sem esquecer das demais atividades, que são fundamentais e podem te ajudar a aproveitar ainda melhor o curso. Pausas são necessárias!
Fonte: Portal Educomunicação

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aceitação à EaD no mercado de trabalho é cada vez maior

“A educação a distância deixou de ser tendência e hoje é uma lógica em todos os níveis de ensino”, afirma Tiago Sereza, gerente de integração da Catho Educação, ligada ao site de classificados de currículos e vagas de emprego de mesmo nome, que está entre os de maior audiência da América Latina nesse segmento. Segundo Sereza, o mercado de trabalho brasileiro não faz diferenciação entre candidatos formados por cursos presenciais ou a distância: “O que realmente importa é o conhecimento obtido e a aplicação no dia a dia e não a forma utilizada para obter esse conhecimento”, defende. Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), assume praticamente o mesmo discurso, mas com ressalvas: “Aos poucos, o clima está melhorando. Não está perfeito, mas muita gente reconhece os valores da educação a distância”, avalia.

Determinação, independência, organização e motivação são alguns dos atributos citados tanto por Litto quanto por Ricardo Holz, presidente da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (Abe-Ead), quando se referem aos requisitos para o aluno de EaD ter sucesso em sua formação. Segundo ambos, são características imprescindíveis ao aluno e muito valorizadas no candidato a uma vaga de emprego. Sereza, da Catho, confirma: “Muitas empresas conseguem visualizar no aluno que participa desse modelo de curso (a distância) grandes diferenciais”.

Holz, da Abe-Ead, tem vasta experiência no assunto. Ele terminou o ensino médio por meio do Telecurso 2000, uma parceria da Fundação Roberto Marinho com prefeituras, governos estaduais e entidades privadas, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para complementar, via TV, a educação de quem precisou abandonar os estudos. Depois, Holz fez graduação em gestão pública e MBA na mesma área, ambos os cursos por EaD e na mesma instituição, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nesse meio tempo, ajudou a fundar a Abe-Ead e abriu uma empresa de consultoria no uso da tecnologia na educação.

“Tenho muito nítido na minha cabeça que eu devo isso à educação, e especialmente à educação a distância”, afirma Holz, que tem viajado por diversos países a fim de conhecer os modelos internacionais de EaD. O modelo brasileiro está bastante avançado, ele garante, mas a principal resistência vem de dentro da academia: “Aqui no Brasil, o MEC (Ministério da Educação) proíbe cursos totalmente online; as avaliações têm que ser presenciais. E eu não estou dizendo que o Brasil está preparado para ter avaliações virtuais, por exemplo, mas essa diferença você percebe nitidamente – lá fora (no exterior), as universidades têm uma liberdade maior sobre como trabalhar o conteúdo. Aqui no Brasil, existe ainda um pouco de receio”.

Segundo o censo do MEC sobre ensino superior realizado em 2010, cerca de 1 milhão de pessoas estudam à distância no Brasil. Enquanto os cursos de graduação presenciais têm um predomínio de matrículas em bacharelados, a maior parte dos alunos de EaD está matriculada em cursos de licenciatura. O percentual de alunos em cursos tecnológicos de EaD também é muito superior à fatia que esse tipo de formação representa no total de cursos presenciais de graduação.

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O Censo EaD.BR – Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil, realizado anualmente pela Abed, traz dados mais específicos: das matrículas feitas em 2010 em cursos de EaD, 79,5% foram em cursos de graduação, 11,9% em pós-graduação e o restante em educação de jovens e adultos (EJA), em cursos técnicos e outras modalidades de ensino básico. Segundo esse relatório, as instituições privadas predominam no ensino a distância, com 71,9% do total de matrículas. A região Sudeste também concentra a maioria dos alunos matriculados em EaD, com 71% do total.

O estado de São Paulo é o que mais tem cursos em EaD credenciados pelo MEC: são 122 no total, em 268 municípios. Em seguida, vêm os estados de Minas Gerais, com 112 cursos em 189 municípios, e da Bahia, com 105 cursos em 227 municípios. De acordo com a lista de cursos credenciados disponível no site do MEC, as graduações a distância oferecidas pelo maior número de instituições, nesses três estados, são pedagogia e administração, seguidas de perto por gestão de recursos humanos, gestão financeira e ciências contábeis. Holz observa, no entanto, que alguns concursos públicos para o primeiro ciclo do ensino fundamental, como os que são abertos pela prefeitura de São Paulo, por exemplo, não aceitam candidatos com o diploma de pedagogia obtido em curso de EaD. O número de queixas recebidas pela Abe-Ead relacionadas a esse tipo de problema é grande e os concursos públicos que não aceitam diploma de cursos a distância estão sendo questionados na justiça.

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Para o presidente da Abed, qualquer curso pode ser oferecido, senão totalmente, pelo menos parcialmente a distância. Holz endossa: “É óbvio que é importante entender que algumas áreas, em especial a área da saúde, têm obrigatoriedade e necessidade de atividades presenciais que são insubstituíveis. Tomados esses parâmetros, da necessidade presencial de cada profissão, todos os cursos podem ser a distância”. As áreas do mercado com melhor aceitação de profissionais formados em EaD, de acordo com Tiago Sereza, da Catho, são as de tecnologias da informação, administração, marketing e vendas e recursos humanos.

Para Holz, a educação a distância é muito importante para o desenvolvimento do Brasil. “No interior do Brasil é que a gente tem visto o que a educação a distância está fazendo pelo país. Muitos dos alunos de EaD são pessoas que não estariam no ensino superior se não fosse a educação a distância”, afirma. “A expressão ‘à distância’ dá uma conotação ruim, dá a impressão de que você não está presente, e é o oposto. A tecnologia está aproximando as pessoas da educação; estudar à distância não significa não estudar; os cursos não são mais fáceis, eles são mais difíceis”, completa. O resultado é que desde 2007, os graduados por EaD têm conseguido, em média, nota superior aos que cursam ensino presencial no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), segundo o Censo EaD.BR 2011. Holz finaliza: “Hoje em dia, a tecnologia é uma realidade, ela está presente nas nossas vidas e não vai embora. Portanto, ela deve, sim, ser inserida na educação”.

Monique Lopes
Fonte: Portal Com Ciência

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Na era virtual, o estudo em redes sociais 
  Sites de relacionamentos para universitários estimulam o compartilhamento de materiais acadêmicos.

RIO - Se depender de iniciativas como a dos estudantes Rodrigo Salvador e André Simões, da PUC-Rio, gastar várias horas do dia nas redes sociais poderá ser sinônimo de muito aprendizado para os universitários. Os dois lançaram recentemente o Passei Direto, um site de relacionamento gratuito, com fins educativos, voltado para jovens do ensino superior. Em ação semelhante, o site Ebah, criado por formandos da USP em 2006, já reúne mais de dois milhões de alunos trocando materiais de estudo.

Essas redes sociais acadêmicas têm como diferencial ferramentas que permitem o compartilhamento de arquivos, como textos da bibliografia pedida pelos professores, listas de exercícios ou avaliações. Depois de selecionar no site a graduação e as disciplinas cursadas, os alunos encontram outros colegas na mesma situação e, além de ganhar acesso ao material compartilhado, podem trocar mensagens tirando dúvidas e debatendo assuntos de determinada matéria. Apesar de às vezes até contarem com a participação de professores, as plataformas são totalmente gerenciadas pelos alunos e independentes das instituições de ensino.

Por enquanto, o Passei Direto é restrito a alunos da PUC-Rio, da PUC-Minas, da Unigranrio, da FGV-SP, da UFRJ e da Uerj, mas, nos próximos meses, será aberto a outras universidades. Em cerca de dois meses, a rede, que pode funcionar integrada ao Facebook, já atingiu cem mil cadastros.

— Nossa ideia era criar um espaço na internet para centralizar o conhecimento. Muitos estudantes já vinham criando grupos de estudo no Facebook. Mas essa rede não tem as ferramentas necessárias para uma interação acadêmica — explica Rodrigo Salvador, sócio-fundador do Passei Direto.

Estudante do 4º período de Relações Internacionais na PUC, Pedro Bertachini é um dos mais ativos na rede social e foi o primeiro a receber o status de “Rei da PUC” — título concedido aos alunos que mais colaboram com arquivos. Como prêmio, ganhou um livro didático no início do período. Segundo os fundadores, esse tipo de recompensa vai se estender também a outras universidades, como forma de estimular o compartilhamento de conteúdo.

— Comprei totalmente a ideia. Eu já espalhava arquivos para a minha turma pelo Drop Box, que era a plataforma que usávamos institucionalmente; então, foi fácil passar o material para a rede. Compartilhei cerca de 180 arquivos. Mas o grande diferencial do Passei Direto é que podemos ter acesso a conteúdo de outras graduações. Relações Internacionais, por exemplo, tem disciplinas de Direito, Sociologia, História. É muito útil — afirma Bertachini.

As redes sociais para universitários remontam às origens do Facebook. Criado por Mark Zuckerberg em 2004, o site era destinado inicialmente apenas a alunos de Harvard. A ideia do programador, no princípio, era criar um site que conectasse toda a universidade.

Em 2006, em São Paulo, Renato Freitas e Ariel Lambrecht, então estudantes da Escola Politécnica da USP, lançaram o site Ebah, uma rede social para o compartilhamento de arquivos. Cursando o último período da faculdade de Engenharia, eles estavam incomodados por ter que procurar listas de exercícios e outros materiais de estudo em lojas de xerox.

— Imaginávamos que se existisse todo aquele conteúdo disponível on-line seria mais econômico e organizado. Até que resolvemos nos juntar para tocar esse projeto — lembra Freitas.

O Ebah está disponível em praticamente todas as universidades reconhecidas pelo Ministério da Educação. São Paulo é o estado com maior participação no site, tendo 21% dos dois milhões de usuários. Minas Gerais e Rio vêm empatados em segundo lugar, com 10% dos cadastrados, cada um.

Já com um caráter institucional, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também tem sua própria rede social, a Conexão UFF. Por ser administrada pela universidade, os professores centralizam o conhecimento. Para um aluno compartilhar determinado conteúdo, o arquivo deve ser aprovado pelo titular da disciplina.

O compartilhamento de textos e trabalhos acadêmicos, no entanto, esbarra nos limites da propriedade intelectual. Para o advogado José Carlos Vaz e Dias, professor de Direito da Propriedade Intelectual da Uerj, a reprodução reiterada de materiais pode ser classificada como violação ao direito autoral, mesmo que virtualmente:

— A reprodução de pequenos trechos de um livro pode ser permitida, em um primeiro momento, mas será violadora se for continuamente compartilhada para dar acesso a um número crescente de pessoas, mesmo que pela internet.

O advogado alerta também que quem usar o material compartilhado pelos colegas como de sua autoria cometerá crime de violação do direito moral do autor. Como sugestão aos desenvolvedores, para evitar problemas, o professor recomenda a realização de campanhas dentro das redes sociais para incentivar o respeito aos direitos autoriais, além de políticas punitivas, como a advertência ou expulsão de usuários que infrigirem a propriedade intelectual.
Fonte: O Globo

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tecnologia para o ensino: cinco tendências que estão mudando o ensino superior

  Dez séculos de ensino e aprendizagem universitários formais não mudam de uma hora para outra, ou pelo menos sem uma revolução. Mas já estamos vendo algumas tendências tecnológicas apoiadas pelo envolvimento pessoal dos próprios estudantes e é aí que reside o segredo da mudança!

Aqui estão cinco principais tendências emergentes em todo o mundo, na área de Educação Superior.

1. Mobilidade

À medida que avançamos, o ensino superior vai se tornando cada vez mais móvel, e os alunos acabam carregando sua universidade “no bolso”.

Dispositivos de computação móvel (como smartphones e tablets) estão mais acessíveis e são muito mais fáceis de usar do que os desktops. Em breve as baterias terão muito maior tempo útil, durando dias e sem perda de sua eficiência.

Dispositivos móveis fornecem funcionalidade mais do que suficiente para servir como um dispositivo de computação básico para a aprendizagem e são comprados por bilhões de pessoas em todo o mundo.

Tablets, em particular, são muito populares. Um relatório recente apresentado no jornal The Chronicle mostra que nos últimos 12 meses, o número de estudantes universitários americanos que possuem um tablete, mais que triplicou.

Nos últimos quatro anos, as pequenas extensões de software(os aplicativos) de baixo custo para esses dispositivos (APPs), têm sido foco de desenvolvimento em termos de qualidade, diversidade e volume.

Os aplicativos estão disponíveis para ampla variedade de usos como, por exemplo, o acesso aos conteúdos arquivados em bibliotecas universitárias e materiais de curso.

Em breve teremos novos aplicativos voltados à Educação com inovadoras finalidades e muitos educadores incorporando esses aplicativos em suas práticas pedagógicas cotidianas.

Mesmo algo tão simples como conseguir ler os conteúdos de um curso, mesmo estando em movimento (através de um smartphone ou tablet) tem se mostrado extremamente benéfico.


2. Conectividade

Utilizar a “nuvem de computação como arquivo é unificar tranquilamente conteúdos e atividades disponibilizando-os em muitos dispositivos que as pessoas usam na vida cotidiana. Se precisar conectar de casa, no trabalho, da escola, na estrada ou em qualquer situação social, as pessoas buscam e dependem, cada vez mais, do acesso em “nuvem” para obterem suas informações e dados sobre sua comunidade.

A conectividade também se tornou muito mais “transparente”. O smartphone no bolso indica sua localização e, portanto, onde estamos. Estes dispositivos gravam nossas coordenadas de localização, bem como tiram fotos, possibilitam a conversa entre amigos e até mensagens de atualização para redes sociais.

O sistema de arquivamento em “nuvem” incorpora uma parte importante de nossa vida que são todos os dispositivos de computação que utilizamos. Gradativamente, muitos dos aplicativos educacionais também vão contar com o sistema de “nuvem”.

O processo ensino-aprendizagem cada vez mais contará com o potencial de “locais de aprendizagem” – neste sentido, o próprio mundo vai se tornar o campus da universidade.

Cada vez mais vamos poder ver os serviços e as práticas que realizamos “in loco” e ao mesmo tempo sendo utilizados como uma ferramenta-chave do processo de aprendizagem do ensino superior. Vamos ver o estudante de administração aplicando um de estudo de caso, o assistente social no meio da comunidade, a enfermeira no hospital, o arqueólogo em campo, e todos imediatamente conectados com os recursos da universidade e com uma comunidade acadêmica de mesmo nível.


3. Abertura

Nos últimos anos temos visto uma explosão de recursos educativos on-line, gratuitos, que começaram no mercado cerca de dez anos atrás com a iniciativa de open courseware do MIT.

Informação está em toda parte; o desafio é fazer uso eficaz dela na busca do aprendizado e do conhecimento.

Acadêmicos estão começando a explorar novos modelos para abrir mais o leque de recursos, porém protegendo o valor acadêmico e reconhecendo a autoria.

Uma das possibilidades é a tomada pela Creative Commons, simples e que garante a licença com “alguns direitos reservados” – que é a Conversação, entre outros.

Em essência, o conteúdo fornecido sob essa licença permite que qualquer pessoa use o material como quiser desde que siga as diretrizes criadas pelo provedor de conteúdo.

Estudantes universitários são em geral muito produtivos. Eles criam o tempo todo e “muito além de suas tarefas”, muitas vezes não percebendo que, com isso, eles estão aprendendo.

Na verdade, eles estão simplesmente desfrutando o relacionamento, e se divertindo. Eles sabem com facilidade como fazer uploads de fotografias, de áudio e de vídeo direto para a “nuvem”.

A produção, avaliação e a interação com estes meios de comunicação tornou-se tão importante quanto as tarefas mais básicas como pesquisar, ler, assistir e ouvir.

As universidades estão começando a entender como elas podem adicionar valor real ao processo de aprendizagem, usando mídias sociais para conseguir um diálogo rico, envolvente e bidirecional entre seus alunos e funcionários.

Nos próximos anos teremos a colaboração e a contribuição tornando-se cada vez mais franqueada e totalmente engajada como um processo de aprendizagem totalmente válido.

4. A inteligência coletiva

Crowdsourcing (recursos de multidão) é uma atividade de trocas entre comunidades, geralmente temporárias, para contribuir com intercambio de ideias, links ou materiais que de outra forma permaneceriam desconhecidos.

Crowdsourcing muitas vezes é a solução para muitas questões que não podem ser superadas por outros meios. Atualmente, nas universidades, este é o recurso experimental que está sendo usado para os cursos on-line gratuitos, ou MOOCs.

Nos próximos anos veremos muitas universidades utilizando, cada vez mais, plataformas de redes sociais para compartilhar informações de interesse comum.

O grande desafio é tornar ideias de “inteligência coletiva” como conhecimento válido e aceito nas universidades como uma das formas tradicionais de ensino.

Mas cada vez mais a comunidade acadêmica está percebendo o valor de explorar ideias de crowdsourcing para o futuro. Os alunos já fazem.

5. Os mundos virtuais

Embora tenha causado furor, os avatares em mundos virtuais morreram. Houve um tempo, poucos anos atrás, quando as empresas pensaram que os mundos virtuais seriam bons lugares para promover e vender seus produtos, como carros ou casas. Na prática, essa tendência não deu certo e acabou. Mas muitas instituições de ensino hoje, ainda estão desenvolvendo avatares para novas formas de aprendizagem.

Plataformas de mundos virtuais que fornecem avatares com espaço para interagir já estão disponíveis – incluindo o bem conhecido Second Life, hoje bem mais desenvolvido.

A maioria das instituições de ensino superior estão realizando projetos em espaços virtuais. No Second Life, existem milhares de experimentos educacionais disponíveis, ativos e em andamento.

Os projetos iniciais foram fortemente baseados em cópia do mundo real, especialmente reproduzindo campi físicos, mas as práticas têm gradualmente dado lugar a empreendimentos mais experimentais.

Eles aproveitam oportunidades únicas oferecidas por mundos virtuais e outros ambientes de imersão digital.

Por exemplo, o Midia Jardim Zoológico, em Leicester, no Reino Unido, criou mundos antigos para estudantes de Arqueologia o visitarem. Iniciativa similar permite que estudantes de Psicologia pratiquem os exercícios de retirada de uma plataforma de petróleo no caso de um incêndio e, ainda oferece laboratórios virtuais de genética como opção para aliviar o custo da construção de caros laboratórios físicos.

À medida que o tempo passa vamos ver universidades usando, cada vez, mais espaços virtuais com avatares de alunos e professores colaborando para um ensino inovador, para o processo de aprendizagem e projetos de pesquisa.

O mundo virtual vai continuar nos permitindo fazer o que não pode ser feito no mundo real, fornecendo plataformas para melhor atender a necessidade do processo ensino-aprendizagem.

- Professor Gilly Salmon era um membro do painel para NMC Technology Outlook Australian Ensino Superior 2012-2017, que foi lançado em 10 de maio de 2012.
Fonte: Portal ABMES Educa
Projeto abre 10 mil vagas em cursos on-line gratuitos de TI

  Uma parceria entre a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) e o governo federal vai oferecer 10 mil vagas em cursos gratuitos à distância na área da tecnologia da informação. O projeto vai abrir 10 mil vagas todos os anos. Além de apoio do MEC, o projeto conta com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O projeto Brasil Mais TI abre as inscrições para cursos nas linguagens de programação Cobol, Java e .net. Para concorrer, é preciso ter mais de 16 anos e passar por uma seleção de perfil profissional e de conhecimentos em tecnologia.

O site também vai lançar um portal de vagas gratuito, onde empresas de TI e candidatos com formação na área podem divulgar vagas e currículos. O lançamento do site, onde é possível se inscrever para os cursos, está previsto para hoje.
Fonte: Uol - Educação

domingo, 26 de agosto de 2012

Cinco startups que estão revolucionando o ensino online

  Confira lista feita pelo site Mashable; iniciativa de Harvard e MIT é um dos destaques

O movimento que está levando oportunidades de educação para o universo online tem cada vez mais adeptos de peso. O site Mashable publicou nesta semana uma matéria em que elege as cinco startups americanas de educação que mais vêm revolucionando o ensino virtual. De acordo com o texto, essas empresas têm conseguido altos investimentos e seus feitos, impulsionados pelo poder da internet, não mais se restringem aos limites nacionais, mas tem potencial de impacto em todo o mundo.

Veja também:

link Aprendendo de graça com os tops

Confira, a seguir, a lista elaborada pelo site e iniciativas brasileiras próximas que já foram abordadas pelo portal Porvir (http://porvir.org).

1. 2tor (http://2tor.com/)

Criada em 2008, a 2tor, que traz no nome uma brincadeira que funciona tanto em inglês quanto em português com a palavra tutor, faz parceria com universidades renomadas, como Georgetown e Washington University in St Louis, e as ajuda a construir seus cursos online. É também uma das startups mais bem financiadas: em abril deste ano, seus investimentos já estavam na casa dos US$ 97 milhões, o que daria algo como R$ 200 milhões. No mês seguinte, a 2tor foi considerada pela Forbes uma das 10 startups que estão mudando o mundo, numa lista que também contava com empresas como Instagram e Pinterest.

A 2tor oferece infraestrutura virtual que permite que os professores compartilhem informações com os alunos, criem aulas interativas e deem palestras, além de facilitar a interação social entre os estudantes. Cada uma das plataformas que constrói é adaptada às necessidades das universidades parceiras. Suas versões são acessíveis em celulares e tablets.

2. Udemy (http://www.udemy.com/)

A Udemy é uma plataforma em que é possível sugerir e fazer cursos, que podem ou não ser ligados a instituições de ensino. Alguns cursos são grátis, outros têm taxa. Os interessados em propor um curso podem reunir vídeos, arquivos de Power Point, em zip, áudio ou PDF. O site oferece cursos em 15 áreas, entre as quais tecnologia, com quase 300 opções, artes e linguagens.

Com quase 10 mil alunos, o curso mais popular atualmente é gratuito na área de tecnologia e se chama Ideas Come From Everywhere (Ideias vêm de todos os lugares, em livre tradução). As aulas foram propostas por Marissa Mayer, ex-executiva da Google que acaba se ser contratada pelo Yahoo.

A premissa básica do site é a de crowdlearning, um modelo coletivo de reunião de experiências de ensino e aprendizagem, que vem sendo experimentado no Brasil por sites como o Nós.vc e o Cinese.me e pelo Sabixão. Nos três casos, assim como na Udemy, os usuários dos sites podem sugerir aulas em que compartilharão conhecimentos nas mais variadas áreas de uma maneira simples e a preços acessíveis.

3. EdX (https://www.edx.org/)

Anunciado em maio deste ano, o EdX é uma iniciativa conjunta de Harvard e do MIT. A parceria, que agora inclui também a UC Berkeley, leva ensino online gratuito para pessoas de qualquer parte do globo. Entre os recursos do EdX há vídeos, quizzes, resultados de notas e interação com comunidades de estudantes. Depois de um curso piloto, as aulas começam de verdade agora no segundo semestre. As inscrições estão abertas e há sete opções, com e sem pré-requisitos de conhecimento.

Nos mesmos moldes, outra iniciativa que vale acompanhar é o Coursera. Inicialmente, a plataforma reunia disciplinas online de Stanford, Michigan, Pennsylvania e Princeton, mas neste mês recebeu outras 12 adesões, inclusive de universidades de fora dos EUA.

4. Voxy (http://voxy.com/)

Para suprir a demanda de plataformas de ensino de línguas estrangeiras, a Voxy tem como princípio permitir que os usuários aprendam “línguas estrangeiras com a vida”. Assim, os idealizadores da plataforma defendem que é preciso usar o contexto em que o aluno está inserido e as tecnologias móveis no ensino de línguas estrangeiras. A Voxy transforma as conversas da vida real, atividades e as informações cotidianas em aprendizado. O serviço permite que o estudante aprenda no seu próprio ritmo e acesse as lições conforme os seus interesses. Também oferece aplicativos para uso da plataforma pelo celular.

Desde janeiro do ano passado, quando foi lançada, a Voxy já chegou a um milhão e meio de usuários em mais de 20 países.

5. Noodle (http://www.noodle.org/)

O Noodle foi pioneiro ao propor uma ferramenta de busca especializada para a navegação em sites de educação. O sistema customizado de pesquisa se propõe a ser um serviço de curadoria de informação que ajuda estudantes e suas famílias a encontrarem as opções mais adequadas de escolas e cursos, da educação infantil à pós graduação.

Fonte: http://porvir.org/porcriar/5-startups-estao-revolucionando-ensino-on-line/20120731
Fonte: O Estado de São Paulo

sábado, 30 de junho de 2012

Ferramentas do Google para a educação

O Google possui diversas ferramentas úteis tanto para estudantes, quanto para professores. Veja oito dicas que podem ajudar você a utilizá-lo.
Aplicações como o Google Earth, Google Acadêmico, Notícias e iGoogle podem ajudar você a ensinar e a aprender.

O Google vai muito além da simples busca na internet. Ele disponibiliza diversas ferramentas que podem ser úteis tanto para estudantes, quanto para professores e profissionais da educação. Aplicações como o Google Earth, Google Acadêmico, Notícias e iGoogle podem ajudar você a ensinar e a aprender. Para aproveitar ainda mais essas ferramentas, confira as dicas a seguir.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Acadêmico
Você pode usar o Google Acadêmico para pesquisas e estudos mais aprofundados em diversas áreas como biologia, literatura, comunicação, psicologia, etc. Use essa fonte como consulta para trabalhos e outras tarefas.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Sky
Uma verdadeira aula de meteorologia e astronomia por ser feita a partir da ferramenta Google Sky, do Google Earth.

8 ferramentas do Google para a educação: iGoogle
O iGoogle permite que você e seus alunos mantenham todas as informações mais importantes ao alcance de um clique. Caixa de entrada dos e-mails, temperatura, notícias, agenda, entre outras ferramentas ficam disponíveis em uma única página pessoal.

8 ferramentas do Google para a educação: Notícias
O Google Notícias possibilita que você encontre diferentes fontes de notícias de vários lugares diferentes do planeta em uma única página.

8 ferramentas do Google para a educação: Busca personalizada
Com a ferramenta de busca personalizada você pode criar um motor de buscar especialmente feito para suas necessidades.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Earth
As possibilidades nessa aplicação são inúmeras. Com o Google Earth você pode estudar os oceanos e outros locais em 3D, por exemplo.

8 ferramentas do Google para a educação: Grupo de estudos
Em um grupo de estudos do Google você pode colaborar e interagir com seus colegas de classe.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Code University
Com o Google Code University você pode aprender mais sobre ciências da computação por meio de conteúdos em licença Creative Commons.
Fonte: Portal Universia