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segunda-feira, 24 de março de 2014

O que todos os alunos de cursos online devem saber .

Conheça 4 coisas que todos os alunos de cursos online devem saber. 

Eles devem saber priorizar os tópicos mais essenciais para a formação acadêmica.

Ser professor de um curso online é um grande desafio para os educadores. Além de terem que aprender novas formas de lecionar e depender dos recursos tecnológicos para passar o conteúdo, os alunos também devem fazer a sua parte para que o curso seja aproveitado ao máximo. Por isso, veja 4 coisas que você deve ensinar aos seus alunos para que todos tenham uma boa experiência com os cursos online:

1 – Interação
Mais do que nas salas de aula, nos cursos online a interação é fundamental. Por conta dos cursos serem à distância, não é possível ver o rosto e as reações de cada pessoa, mesmo que haja uma webcam. Por isso, diga aos seus alunos que eles precisam interagir com você e com o conteúdo lecionado. Se eles não tiram dúvidas, não dizem as suas opiniões e nem iniciam debates, é difícil elaborar aulas melhores e digerir o que é ensinado.

2 – Visibilidade
Para que o professor consiga realizar o seu trabalho de maneira eficaz assim como na sala de aula, o aluno deve ser fácil de ser encontrado para dialogar. Por isso, peça para que todos os estudantes sempre coloquem em seus perfis os seus contatos. É imprescindível que exista mais de uma possibilidade de contato para que o professor possa falar com ele o mais rápido possível.

3 – Prioridades
Na sala de aula, é muito fácil mostrar aos alunos quais são os conteúdos que eles devem priorizar na hora de estudar. Porém, em cursos online, essa distinção não é tão simples. Por isso, sempre lembre aos seus alunos que existem assuntos que não são tão importantes e outros que são mais relevantes. Eles devem saber priorizar os tópicos mais essenciais para a formação acadêmica e focar neles durante o estudo.

4 – Autonomia
Geralmente, alunos de cursos online optam por esse tipo de formação porque já são mais velhos, trabalham e possuem outros compromissos. Por isso, lembre-se que você não está lidando com crianças, e sim pessoas já crescidas. Dê autonomia para que eles façam os trabalhos da maneira que mais os agradarem e não seja muito rígido. Porém, avise-os que, com a autonomia, as responsabilidades crescem, por isso, eles devem ficar mais atentos à qualidade dos projetos e lições que eles entregam.
Fonte: Universia Brasil

sábado, 22 de março de 2014

A evolução dos cursos online nos próximos anos.

 Os cursos online estão crescendo cada dia mais. Conheça a evolução que esse tipo de educação passou nos últimos anos e veja quais são as previsões.

Os cursos terão que estimular o autodidatismo. Os cursos online nem sempre foram vistos com bons olhos. Antigamente, as pessoas costumavam optar por esse tipo de curso somente pela necessidade de estudar apesar do pouco dinheiro ou tempo disponível. Porém, esse cenário mudou muito nos últimos anos.

Confira um infográfico com a evolução dos cursos online nos próximos anos:




Divulgada no início do ano, a pesquisa NMC Horizon Report: 2014 Higher Education Edition, sobre tendências na educação mundial, mostrou que somente durante os meses de setembro a dezembro de 2011 mais de 6,7 milhões de estudantes havia realizado pelo menos um curso online.

Desde essa época, os cursos à distância só têm tido mais qualidade e atingido um maior público alvo. Por conta do fácil acesso a internet e o desenvolvimento de plataformas de áudio e vídeo, o relacionamento entre alunos e professores de cursos online se tornou bastante parecido em relação aos cursos regulares.

Além disso, a interatividade com o conteúdo e a maior capacidade de contato entre as pessoas permite que os cursos online não dessem a sensação de distância. A possibilidade de entregar um trabalho em formato de vídeo, por exemplo, faz com que você visualize os seus colegas e os veja como amigos comuns, iguais ao que você conheceria em um curso presencial. Se antes essa falta de intimidade afastava muitos estudantes, agora isso não é mais um problema.

A experiência dos cursos online também melhorou em outros aspectos: agora, o ensino à distância se tornou mais personalizado. Algumas plataformas norte-americanas criaram um sistema em que o próprio site consegue avaliar o progresso do aluno ao longo do curso e pode dar dicas para obter um desempenho melhor.

Mas quais são as tendências para o futuro? Segundo o documento NMC: Horizon Report, as grandes instituições de Ensino Superior do mundo estão aderindo cada vez mais aos benefícios dos cursos online, e essa atividade só tende a aumentar.

Essas universidades também contam a ajuda dos próprios alunos para criar cursos que contenham diferentes pontos de vistas. Com isso, eles podem elaborar vídeos e áudios com o conteúdo mais completo possível. Segundo o prof. Dr. Stavros P. Xanthopoylos, vice-diretor do IDE/FGV e vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), “os cursos terão que estimular o autodidatismo, ou seja, oferecer ferramentas para que o aluno consiga aprender novos conteúdos também por conta própria.”

O que nós já vemos hoje em dia, como o crescimento dos cursos online e a maior interatividade entre alunos e conteúdos, deve ser ainda mais aprimorado no futuro. Por isso, deixe os seus julgamentos de lado e aproveite todos os benefícios que os cursos à distância podem trazer para você.
Fonte: Universia Brasil

quinta-feira, 13 de março de 2014

Relação Educação e Sociedade

Compartilhando uma atividade educacional...

Tema: Relação Educação e Sociedade.

·        Nível: Superior – licenciaturas – disciplina: Didática;

·        Objetivos:
- Escolher textos virtuais relacionados ao tema e postá-los em uma rede social;
- Defender e justificar uma opinião sobre o tema;
- Ler artigos científicos que tratem da análise do tema proposto.
·        Ferramentas:
- Internet;
- Facebook;
- Twitter.

·        Metodologia:
- leitura e análise coletiva;
- pesquisa na internet;
- postagem de texto em rede social;
- escrita de justificativa para postagem.

·        Avaliação:

- A avaliação será qualitativa e quantitativa durante todo o processo, por meio da observação do interesse e da participação dos alunos nas atividades. Em relação às atividades de postagem de um texto no "Facebook" e no “Twitter” - que represente a opinião do aluno quanto ao tema, o professor avaliará a tese e a justificativa que a sustenta.

·        Cronograma:

A duração desta atividade educacional será de um mês.
Na primeira semana serão desenvolvidas pesquisas de materiais da Internet relacionados ao tema.
Na segunda semana os alunos farão a análise de artigos científicos encontrados e considerados relevantes sobre o tema.
Na terceira semana farão as postagens relacionadas ao assunto a partir do material pesquisado e analisado e compartilharão no Facebook.
Na quarta semana farão postagens no Twitter com opiniões sobre as atividades compartilhadas.

·        Material de apoio:
Notícia:
CASTRO, D. Redes sociais podem ser uma ferramenta no processo de auxílio. Disponível em: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2013/02/redes-sociais-podem-ser-ferramentas-de-auxilio-no-processo-de-ensino Acesso em 18 ago. 2013.
Entrevista com João Mattar.
O uso das redes sociais na educação. Disponível em: http://www.educacaoetecnologia.org.br/?p=5487 Acesso em 18 ago. 2013. 
Aulas do Portal
Juventude virtual: os jovens e as redes sociais no Brasil. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=39898 Acesso em 18 ago. 2013. 
Fórum:
Uso de redes sociais na escola: criando Redes de Aprendência Web 2.0 & Transdisciplinaridade. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ListarMensagensForum.html?idTopico=122 Acesso em 18 ago. 2013.

·         Referências bibliográficas:
Artigos:
MURTA, C.; BRAGA, J. Facebook: uma experiência no ensino e aprendizagem de Literatura. Disponível em: http://www.pimpampum.net/bookr/index.php?id=48161 Acesso em 18 ago. 2013.
SOUZA, A.A.N.; SCHNEIDER, H. N. Aprendizagem nas redes sociais: colaboração online na prática de ensino presencial. Disponível em: http://sistemas3.sead.ufscar.br/ojs/Trabalhos/43-870-1-ED.pdf Acesso em 18 ago. 2013.







quarta-feira, 11 de dezembro de 2013





Sites para fazer cursos online
 Manter-se atualizado e buscar expandir as possibilidades do conhecimento são caracterísicas necessárias na composição do profissional contemporâneo, seja qual for sua área de atuação. Quanto mais capacitado um indivíduo estiver, tanto na teoria como na prática, maiores serão suas chances de inserção e estabilidade no mercado de trabalho, que caracteriza-se atualmente pela alta competitividade entre os candidatos e a seleção rigorosa das empregadoras que buscam os melhores profissionais para integrarem suas respectivas equipes de colaboradores.

E você sabe como é possível valorizar o seu currículo e adquirir novas habilidades e conhecimentos sem sair de casa ?

Acompanhe nossas dicas e saiba como realizar cursos de diversos segmentos e classificações na internet

SEBRAE

Os cursos oferecidos no site do SEBRAE estão entre os mais indicados por educadores e alunos que obtiveram qualificação profissional por meio das aulas e conteúdos textuais disponíveis gratuitamente no portal EaD SEBRAE, com o grande diferencial de oferecer cursos focados na realidade do mercado de trabalho com suas múltiplas oportunidades, exigências e desafios.

•Visite o site de cursos online do SEBRAE e escolha o que deseja estudar através do link:http://www.ead.sebrae.com.br/lista-de-cursos/

FGV

A Fundação Getúlio Vargas está entre as instituições de ensino de maior prestígio do país, sendo também uma das pioneiras, ao disponibilizar o aprendizado via internet para milhares de pessoas de forma gratuita e ilimitada. São cursos de atualização, especialização, aperfeiçoamento e graduação, todos autorizados pelo MEC.

•Para ter acesso à lista de cursos e se inscrever, acesse o site EaD da Fundação Getúlio Vargas:http://www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/

Unieducar

No site da Unieducar – Universidade Corporativa são oferecidos cursos das mais distintas áreas de atuação com vista na demanda de serviços identificada no mercado de trabalho. O aluno não precisa ir até o colégio para se capacitar e garantir o seu certificado, basta acessar o site, realizar seu cadastro e escolher o curso que deseja qualificação, sendo que além dos cursos especializados e de nível superior, estão disponíveis conteúdos totalmente gratuitos para o amplo aprendizado e aprimoramento dos estudantes.

•Acesse e confira: https://unieducar.org.br/

Senai

O Senai está na lista das instituições de ensino mais prestigiadas do país graças ao método empregado no desenvolvimento de cursos que realmente possam formar os profissionais que o atual mercado de trabalho necessita. O ensino a distância é oferecido livremente, bastando aos interessados que acessem o site, realizem a matrícula e escolham o curso que desejam.

•Veja as opções através do link: http://www.senai.br/ead/transversais/

Portal Educação

Estude 100% online e 100% gratuito quando e onde desejar. Se você busca por cursos de idiomas, preparatórios para concursos públicos, cursos organizacionais e profissionalizantes,: registre-se no site e seja mais um estudante do Portal Educação, realizando quantos cursos desejar.

•Para conhecer o site e saber quais os cursos são oferecidos, acessehttp://www.portaleducacao.com.br/cursos-online e tire suas dúvidas.

Ao concluir qualquer curso nos sites aqui listados você terá direito a um certificado que registrará sua aprovação e a carga horária, conforme as exigências de cada modalidade.
Fonte: Guia da Semana - São Paulo

sábado, 17 de agosto de 2013

Congresso Internacional ABED de Educação a Distância




O 19° Congresso internacional ABED de Educação a Distância acontece de 9 a 12 de setembro de 2013, no Centro de Convenções da Bahia, na cidade de Salvador, com o tema "Bons profissionais fazem bons programas de EaD: como estamos?".

Os Congressos da ABED (ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância) estabeleceram uma tradição na discussão dos aspectos relacionados à educação aberta, flexível e a distância no Brasil.

Com uma programação extensa, certamente, o 19° CIAED despertará na comunidade brasileira de EaD um maior interesse na busca de educação aberta, flexível e a distância de qualidade. Serão realizadas palestras, apresentações de trabalhos científicos, relatos de experiências, mesas redondas e outras formas de troca de conhecimentos e experiências que promovam o avanço em nosso campo de trabalho e estudo.

As inscrições online foram prorrogadas até 25 de agosto de 2013. Todos os participantes receberão 1 exemplar do CensoEAD.BR 2012/2013, publicação da ABED e 1 exemplar do livro Gestão de EAD: educação a distância na era digital, de autoria de Robson Santos Silva.

Acompanhe as atualizações da programação de mini cursos pelo site:
http://www.abed.org.br/congresso2013/files/minicursos.html

Serviço
19° CONGRESSO INTERNACIONAL ABED DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Data: 9 a 12 de setembro de 2013
Local: CENTRO DE CONVENÇÕES DA BAHIA
Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED
Telefones: (11) 3275-3561
http://www.abed.org.br/congresso2013
Fonte: Portal Unesp - NOTÍCIAS

sábado, 8 de junho de 2013

Universidade Aberta do Brasil reabre inscriçõesSão 1.410 vagas para oito cursos
  A Universidade de Brasí­lia (UnB) deu uma nova chance para quem não se inscreveu no vestibular para os cursos de licenciatura a distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB). As 1.410 oportunidades são para os cursos de artes visuais (200 vagas), educação física (200 vagas), geografia (135 vagas), letras português (200 vagas), música (125 vagas), pedagogia (270 vagas), biologia (100 vagas), e teatro (180 vagas), sendo 116 vagas reservadas para o sistema de cotas para escolas públicas. O novo prazo de inscrições começa nesta sexta-feira (7/6) e segue até 21 de junho. Devido a mudança, o cronograma também foi readaptado: as provas objetivas e de redação devem ocorrer em 11 de agosto.

Para participar do processo seletivo, os interessados devem comprovar a conclusão do ensino médio ou curso equivalente. A inscrição pode ser efetuada via internet, mediante o pagamento de R$ 100 . Cada candidato deverá selecionar um polo/município como apoio para as atividades presenciais obrigatórias de alguns cursos. Ño total, são 21 cidades de apoio presencial da UAB/UnB localizadas em nove estados diferentes.

A seleção será feita a partir de prova objetiva e redação, além de uma avaliação de experiência profissional com fins de bonificação. A prova de habilidades específicas também é neessária para os cursos de música, teatro e artes visuais, que também exige apresentação de portfólio.

Mais informações na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h no câmpus Darcy Ribeiro ou pelo telefone (61) 3448-0100.
Fonte: Correio Braziliense / DF

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Harvard on line e de graça 
  O professor Walter Sinnott-Armstrong, da Universidade Duke (EUA), fez uma aposta: se um terço dos alunos que começaram a assistir a suas aulas na semana passada chegar ao fim do curso, ele vai raspar e doar o cabelo a uma instituição que faz perucas para pessoas com câncer.

Baixa autoestima? Não. Apenas realismo: o curso do professor tem 166.872 estudantes. As aulas são dadas no site Coursera (coursera.org), que reúne 207 disciplinas de 33 universidades dos EUA, da Europa, da Ásia e do Oriente Médio -tudo de graça.

Onde quer que esteja, o aluno precisa só de um computador e de conexão banda larga. Depois de se cadastrar, assiste às aulas em vídeo, lê textos e resolve provas. No fim, recebe um certificado.

O Coursera é a maior, mas não a única iniciativa do tipo. Das dez melhores universidades do mundo segundo o ranking Times Higher Education, todas têm conteúdo gratuito on-line. Delas, seis têm disciplinas inteiras.

O site edX.org reúne a Universidade Harvard, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a Universidade da Califórnia em Berkeley e a Universidade do Texas com esse mesmo propósito.

A ideia de boa educação superior ao alcance de todos ganhou corpo em 2012 com o conceito de Mooc, sigla que em inglês significa "cursos abertos on-line em massa".

Também entra nesse grupo o iTunes U, iniciativa da Apple que permite baixar, no iTunes, palestras e seminários universitários, de graça.

Independência

"A principal diferença entre os meus alunos da universidade e os on-line é a independência", diz Sinnott-Armstrong à Folha, por telefone. "Como minha disciplina na web possui um fórum, sinto que posso sentar e apenas vê-los se ajudarem."

Estudioso da epistemologia, ramo da filosofia que investiga a origem e a natureza do conhecimento, ele oferece a disciplina Pense Novamente: Como Raciocinar e Argumentar, a maior em número de alunos no Coursera, lançado em abril.

As universidades americanas não foram as únicas a abrir seus cursos na internet. Escolher aulas oferecidas por instituições de outras partes do mundo é, também, uma forma de ter contato com as respectivas culturas.

A Escola Federal Politécnica de Lausanne (França), presente no Coursera, oferece uma disciplina completa no idioma daquele país.

Outro exemplo é a disciplina Uma Nova História para uma Nova China, oferecida em inglês pela Universidade de Hong Kong.

No iTunes U, cinco instituições lusas, incluindo a renomada Universidade de Coimbra, têm vídeos de palestras e seminários em português.

Exatas X Humanas

Nas maiores plataformas de Mooc que existem atualmente, há prevalência de cursos das carreiras de exatas. Vários fatores podem explicar esse fenômeno.

"Estudantes de exatas têm naturalmente mais contato com línguas estrangeiras", diz Pollyana Mustaro, doutora em educação pela USP. Com aulas em inglês, estar acostumado ao idioma é essencial, argumenta.

Já Sinnott-Armstrong especula três motivos para haver mais cursos de exatas.

Primeiro, alunos de áreas como ciência da computação estão mais acostumados ao uso de tecnologia. Segundo, é mais fácil aplicar provas on-line com respostas mensuráveis que pedir textos ao aluno, situação comum em humanas.

Terceiro, vários cursos de humanas se baseiam em debates em sala de aula.

Brasileiros são muito presentes nos cursos

De São Paulo

Os alunos do professor Claiton Martins-Ferreira, 44, na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) aprendem redação acadêmica com uma professora da Universidade Stanford. Após assistir às aulas da disciplina Escrevendo em Ciências no Coursera, ele passou a indicá-la a seus estudantes.

"Escrever mal é um problema recorrente, principalmente entre alunos de graduação, por isso indico o curso", diz Martins-Ferreira. Pós-doutorando em biologia, ele fez várias disciplinas relacionadas à área. "É uma oportunidade para se atualizar."

Segundo os dados mais recentes, divulgados em agosto, o Brasil responde por 5,9% do total de alunos no Coursera, atrás dos EUA (38,5%) e seguido pela Índia (5,2%) e pela China (4,1%). Apesar de o Coursera ser a única plataforma a divulgar suas estatísticas, não é difícil encontrar brasileiros em outros sites.

Para Pollyana Mustaro, doutora em educação pela USP, a grande presença reflete a relação que os brasileiros têm com redes sociais. "O país está sempre entre os que mais usam redes sociais."

Após passar uma temporada no Brasil, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e na PUC-Rio, o professor Walter Sinnott-Armstrong, da Universidade Duke, acredita que a procura de brasileiros não se deve a uma eventual deficiência das universidades daqui. "Ter aulas em inglês faz diferença", diz. Assim, os alunos treinam o idioma enquanto aprendem.

Sem diploma

O empresário Felipe Benites Cabral, 30, assistiu às aulas de Introdução à Psicologia no site da Universidade Yale (oyc.yale.edu).

Sem ter completado um curso superior -largou ciências sociais e administração-, Cabral não se preocupa em conseguir os diplomas. "Não é meu foco", afirma. "Prefiro ficar com o conteúdo que com o certificado."

A situação é comum entre os estudantes daqui. Recém-formado em economia pelo Insper, Gustavo Amarante, 23, também não quis os certificados dos cursos a que assistiu em Yale.

Enquanto se preparava para os exames de mestrado no Brasil -em janeiro, vai para a PUC-Rio-, aproveitou para estudar teoria dos jogos e economia financeira. Assistiu aos cursos completos. "Para entender alguns termos técnicos, é preciso ver as aulas anteriores", explica.

Além da qualidade, outro motivo que leva alunos brasileiros a fazer cursos grátis on-line é a exclusividade.

Estudante do primeiro ano de marketing no Senac, a paulistana Carolina Kadix, 33, trabalha com webdesign há 12 anos. Nesse tempo, entretanto, não encontrou um curso como o que fez por Stanford, de interação entre computadores e humanos.

"Precisava aprimorar meus conhecimentos, mas não podia ir para outra cidade", diz ela. "No Brasil, só há algo equivalente em Curitiba." (Alexandre Aragão)

USP e Unesp são pioneiras em portais similares no país

De São Paulo

Duas iniciativas de universidades paulistas foram as primeiras a oferecer cursos nos mesmos moldes que as de universidades estrangeiras. A única diferença diz respeito à emissão de diplomas.

O primeiro desses projetos foi o Unesp Aberta (barnard.ead.unesp.br), lançado em junho. Nele, é possível assistir a cerca de 300 vídeos on-line, além de acessar materiais escritos e imagens de diversas disciplinas completas oferecidas pela universidade.

O site, elaborado pelo NEaD (Núcleo de Educação a Distância) da instituição, divide os conteúdos por área do conhecimento -humanas, exatas e biológicas.

O outro projeto que se destaca, lançado no final de agosto, é o portal de vídeos da USP (eaulas.usp.br), que também possui algumas disciplinas completas. Assim como a iniciativa da Unesp, oferece busca por palavras-chave e divisão de acordo com áreas do conhecimento. Também é possível procurar pelo nome do professor.

A ideia é que, no ano que vem, o sistema seja integrado à base de dados de buscas das bibliotecas da universidade, fazendo com que os conteúdos mostrados sejam tanto físicos -livros, periódicos etc.- como digitais.

Atualmente, no portal da USP, a área de humanas, principalmente pedagogia, é a que tem mais vídeos disponíveis: são 445. Em seguida, vêm exatas, com 385, e biológicas, com 174.

A aula mais popular é a de Introdução às Derivadas e Integrais, do professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos.

A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) também possui um site de educação a distância aberto a todos (tvled.egc.ufsc.br). No entanto, a iniciativa não oferece disciplinas inteiras e nem tem busca por assunto. (AA)

Top 10, de graça
Cursos on-line das melhores universidades do ranking Times Higher Education (2012-13)

Caltech
Oferece três disciplinas, entre elas Princípios de Economia para Cientistas
coursera.org

Universidade Stanford
Presente em quatro plataformas, reúne seus 22 cursos em um site próprio
online.stanford.edu/courses

Universidade de Oxford
Tem cerca de 2.000 arquivos, entre áudio e vídeo, disponíveis no app da Apple
iTunes U

Universidade Harvard
Um curso de ciência da computação e outro sobre pesquisa na área médica
edX.org

Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Primeira instituição do edX, tem três cursos, todos de carreiras de exatas
edX.org

Universidade Princeton
Ao todo, oferece nove disciplinas completas, como Introdução à Sociologia
coursera.org

Universidade de Cambridge
Possui 50 palestras e seminários on-line, destaque para os da área de direito
iTunes U

Imperial College
Vídeos de sete carreiras, incluindo engenharia, matemática e administração
iTunes U

Universidade da Califórnia em Berkeley
Possui quatro cursos on-line: três sobre tópicos de computação e um sobre robótica
edX.org

Universidade de Chicago
Boa variedade nas áreas de humanas, principalmente filosofia e ciência política
iTunes U

*Todas as universidades da lista têm conteúdo no iTunes U, plataforma da Apple com vídeos de seminários e palestras
Fonte: Top Vitrine - Campo Grande/MS

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aceitação à EaD no mercado de trabalho é cada vez maior

“A educação a distância deixou de ser tendência e hoje é uma lógica em todos os níveis de ensino”, afirma Tiago Sereza, gerente de integração da Catho Educação, ligada ao site de classificados de currículos e vagas de emprego de mesmo nome, que está entre os de maior audiência da América Latina nesse segmento. Segundo Sereza, o mercado de trabalho brasileiro não faz diferenciação entre candidatos formados por cursos presenciais ou a distância: “O que realmente importa é o conhecimento obtido e a aplicação no dia a dia e não a forma utilizada para obter esse conhecimento”, defende. Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), assume praticamente o mesmo discurso, mas com ressalvas: “Aos poucos, o clima está melhorando. Não está perfeito, mas muita gente reconhece os valores da educação a distância”, avalia.

Determinação, independência, organização e motivação são alguns dos atributos citados tanto por Litto quanto por Ricardo Holz, presidente da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (Abe-Ead), quando se referem aos requisitos para o aluno de EaD ter sucesso em sua formação. Segundo ambos, são características imprescindíveis ao aluno e muito valorizadas no candidato a uma vaga de emprego. Sereza, da Catho, confirma: “Muitas empresas conseguem visualizar no aluno que participa desse modelo de curso (a distância) grandes diferenciais”.

Holz, da Abe-Ead, tem vasta experiência no assunto. Ele terminou o ensino médio por meio do Telecurso 2000, uma parceria da Fundação Roberto Marinho com prefeituras, governos estaduais e entidades privadas, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para complementar, via TV, a educação de quem precisou abandonar os estudos. Depois, Holz fez graduação em gestão pública e MBA na mesma área, ambos os cursos por EaD e na mesma instituição, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nesse meio tempo, ajudou a fundar a Abe-Ead e abriu uma empresa de consultoria no uso da tecnologia na educação.

“Tenho muito nítido na minha cabeça que eu devo isso à educação, e especialmente à educação a distância”, afirma Holz, que tem viajado por diversos países a fim de conhecer os modelos internacionais de EaD. O modelo brasileiro está bastante avançado, ele garante, mas a principal resistência vem de dentro da academia: “Aqui no Brasil, o MEC (Ministério da Educação) proíbe cursos totalmente online; as avaliações têm que ser presenciais. E eu não estou dizendo que o Brasil está preparado para ter avaliações virtuais, por exemplo, mas essa diferença você percebe nitidamente – lá fora (no exterior), as universidades têm uma liberdade maior sobre como trabalhar o conteúdo. Aqui no Brasil, existe ainda um pouco de receio”.

Segundo o censo do MEC sobre ensino superior realizado em 2010, cerca de 1 milhão de pessoas estudam à distância no Brasil. Enquanto os cursos de graduação presenciais têm um predomínio de matrículas em bacharelados, a maior parte dos alunos de EaD está matriculada em cursos de licenciatura. O percentual de alunos em cursos tecnológicos de EaD também é muito superior à fatia que esse tipo de formação representa no total de cursos presenciais de graduação.

http://www.labjor.unicamp.br/comciencia/img/ead/rep_monique/rep_monique_grafico1.jpg

O Censo EaD.BR – Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil, realizado anualmente pela Abed, traz dados mais específicos: das matrículas feitas em 2010 em cursos de EaD, 79,5% foram em cursos de graduação, 11,9% em pós-graduação e o restante em educação de jovens e adultos (EJA), em cursos técnicos e outras modalidades de ensino básico. Segundo esse relatório, as instituições privadas predominam no ensino a distância, com 71,9% do total de matrículas. A região Sudeste também concentra a maioria dos alunos matriculados em EaD, com 71% do total.

O estado de São Paulo é o que mais tem cursos em EaD credenciados pelo MEC: são 122 no total, em 268 municípios. Em seguida, vêm os estados de Minas Gerais, com 112 cursos em 189 municípios, e da Bahia, com 105 cursos em 227 municípios. De acordo com a lista de cursos credenciados disponível no site do MEC, as graduações a distância oferecidas pelo maior número de instituições, nesses três estados, são pedagogia e administração, seguidas de perto por gestão de recursos humanos, gestão financeira e ciências contábeis. Holz observa, no entanto, que alguns concursos públicos para o primeiro ciclo do ensino fundamental, como os que são abertos pela prefeitura de São Paulo, por exemplo, não aceitam candidatos com o diploma de pedagogia obtido em curso de EaD. O número de queixas recebidas pela Abe-Ead relacionadas a esse tipo de problema é grande e os concursos públicos que não aceitam diploma de cursos a distância estão sendo questionados na justiça.

http://www.labjor.unicamp.br/comciencia/img/ead/rep_monique/rep_monique_grafico2.jpg

Para o presidente da Abed, qualquer curso pode ser oferecido, senão totalmente, pelo menos parcialmente a distância. Holz endossa: “É óbvio que é importante entender que algumas áreas, em especial a área da saúde, têm obrigatoriedade e necessidade de atividades presenciais que são insubstituíveis. Tomados esses parâmetros, da necessidade presencial de cada profissão, todos os cursos podem ser a distância”. As áreas do mercado com melhor aceitação de profissionais formados em EaD, de acordo com Tiago Sereza, da Catho, são as de tecnologias da informação, administração, marketing e vendas e recursos humanos.

Para Holz, a educação a distância é muito importante para o desenvolvimento do Brasil. “No interior do Brasil é que a gente tem visto o que a educação a distância está fazendo pelo país. Muitos dos alunos de EaD são pessoas que não estariam no ensino superior se não fosse a educação a distância”, afirma. “A expressão ‘à distância’ dá uma conotação ruim, dá a impressão de que você não está presente, e é o oposto. A tecnologia está aproximando as pessoas da educação; estudar à distância não significa não estudar; os cursos não são mais fáceis, eles são mais difíceis”, completa. O resultado é que desde 2007, os graduados por EaD têm conseguido, em média, nota superior aos que cursam ensino presencial no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), segundo o Censo EaD.BR 2011. Holz finaliza: “Hoje em dia, a tecnologia é uma realidade, ela está presente nas nossas vidas e não vai embora. Portanto, ela deve, sim, ser inserida na educação”.

Monique Lopes
Fonte: Portal Com Ciência

domingo, 26 de agosto de 2012

Cinco startups que estão revolucionando o ensino online

  Confira lista feita pelo site Mashable; iniciativa de Harvard e MIT é um dos destaques

O movimento que está levando oportunidades de educação para o universo online tem cada vez mais adeptos de peso. O site Mashable publicou nesta semana uma matéria em que elege as cinco startups americanas de educação que mais vêm revolucionando o ensino virtual. De acordo com o texto, essas empresas têm conseguido altos investimentos e seus feitos, impulsionados pelo poder da internet, não mais se restringem aos limites nacionais, mas tem potencial de impacto em todo o mundo.

Veja também:

link Aprendendo de graça com os tops

Confira, a seguir, a lista elaborada pelo site e iniciativas brasileiras próximas que já foram abordadas pelo portal Porvir (http://porvir.org).

1. 2tor (http://2tor.com/)

Criada em 2008, a 2tor, que traz no nome uma brincadeira que funciona tanto em inglês quanto em português com a palavra tutor, faz parceria com universidades renomadas, como Georgetown e Washington University in St Louis, e as ajuda a construir seus cursos online. É também uma das startups mais bem financiadas: em abril deste ano, seus investimentos já estavam na casa dos US$ 97 milhões, o que daria algo como R$ 200 milhões. No mês seguinte, a 2tor foi considerada pela Forbes uma das 10 startups que estão mudando o mundo, numa lista que também contava com empresas como Instagram e Pinterest.

A 2tor oferece infraestrutura virtual que permite que os professores compartilhem informações com os alunos, criem aulas interativas e deem palestras, além de facilitar a interação social entre os estudantes. Cada uma das plataformas que constrói é adaptada às necessidades das universidades parceiras. Suas versões são acessíveis em celulares e tablets.

2. Udemy (http://www.udemy.com/)

A Udemy é uma plataforma em que é possível sugerir e fazer cursos, que podem ou não ser ligados a instituições de ensino. Alguns cursos são grátis, outros têm taxa. Os interessados em propor um curso podem reunir vídeos, arquivos de Power Point, em zip, áudio ou PDF. O site oferece cursos em 15 áreas, entre as quais tecnologia, com quase 300 opções, artes e linguagens.

Com quase 10 mil alunos, o curso mais popular atualmente é gratuito na área de tecnologia e se chama Ideas Come From Everywhere (Ideias vêm de todos os lugares, em livre tradução). As aulas foram propostas por Marissa Mayer, ex-executiva da Google que acaba se ser contratada pelo Yahoo.

A premissa básica do site é a de crowdlearning, um modelo coletivo de reunião de experiências de ensino e aprendizagem, que vem sendo experimentado no Brasil por sites como o Nós.vc e o Cinese.me e pelo Sabixão. Nos três casos, assim como na Udemy, os usuários dos sites podem sugerir aulas em que compartilharão conhecimentos nas mais variadas áreas de uma maneira simples e a preços acessíveis.

3. EdX (https://www.edx.org/)

Anunciado em maio deste ano, o EdX é uma iniciativa conjunta de Harvard e do MIT. A parceria, que agora inclui também a UC Berkeley, leva ensino online gratuito para pessoas de qualquer parte do globo. Entre os recursos do EdX há vídeos, quizzes, resultados de notas e interação com comunidades de estudantes. Depois de um curso piloto, as aulas começam de verdade agora no segundo semestre. As inscrições estão abertas e há sete opções, com e sem pré-requisitos de conhecimento.

Nos mesmos moldes, outra iniciativa que vale acompanhar é o Coursera. Inicialmente, a plataforma reunia disciplinas online de Stanford, Michigan, Pennsylvania e Princeton, mas neste mês recebeu outras 12 adesões, inclusive de universidades de fora dos EUA.

4. Voxy (http://voxy.com/)

Para suprir a demanda de plataformas de ensino de línguas estrangeiras, a Voxy tem como princípio permitir que os usuários aprendam “línguas estrangeiras com a vida”. Assim, os idealizadores da plataforma defendem que é preciso usar o contexto em que o aluno está inserido e as tecnologias móveis no ensino de línguas estrangeiras. A Voxy transforma as conversas da vida real, atividades e as informações cotidianas em aprendizado. O serviço permite que o estudante aprenda no seu próprio ritmo e acesse as lições conforme os seus interesses. Também oferece aplicativos para uso da plataforma pelo celular.

Desde janeiro do ano passado, quando foi lançada, a Voxy já chegou a um milhão e meio de usuários em mais de 20 países.

5. Noodle (http://www.noodle.org/)

O Noodle foi pioneiro ao propor uma ferramenta de busca especializada para a navegação em sites de educação. O sistema customizado de pesquisa se propõe a ser um serviço de curadoria de informação que ajuda estudantes e suas famílias a encontrarem as opções mais adequadas de escolas e cursos, da educação infantil à pós graduação.

Fonte: http://porvir.org/porcriar/5-startups-estao-revolucionando-ensino-on-line/20120731
Fonte: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Educação a distância: uma nova realidade 
 A cada dia, mais brasileiros se matriculam em cursos de educação a distância (EAD), especialmente no âmbito do ensino superior, o que é uma excelente notícia. De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2010, a EAD, que praticamente inexistia dez anos atrás, já responde pelo percentual de 14,6% do total das matrículas na graduação. Em 2001, apenas 5.359 estudantes estavam matriculados na modalidade de cursos a distância. Uma década depois, esse número aumentou 170 vezes, chegando a 930.179 estudantes.

Oscar Hipólito - Diretor geral acadêmico da Laureate Brasil

Ao contrário do que ocorria em um passado recente, hoje a educação a distância no Brasil não pode mais ser considerada sinônimo de ensino de baixa qualidade. A situação de fato mudou, e muito: os graduados em EAD tiveram, em média, 6,7 pontos a mais no resultado final do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), na comparação com os resultados dos alunos oriundos dos cursos presenciais, conforme revela o “Censo EAD.BR – Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil 2012”, realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).

A verdade é que o advento da internet criou um cenário totalmente novo para a educação a distância. Não se trata mais de realizar os estudos por meio de materiais impressos tradicionalmente enviados aos alunos pelo correio. Com a rede mundial de computadores e demais avanços tecnológicos nas telecomunicações, esse tipo de educação a distância tradicional está em franco declínio.

Hoje, as possibilidades são mais amplas e pode-se fazer um curso a distância praticamente nos mesmos moldes dos presenciais, com os estudantes assistindo, pela internet, às aulas de professores, com exibição de conteúdos audiovisuais. As avaliações podem ser feitas em tempo real, também pela rede, com tempo certo para a sua realização. Tanto a metodologia de ensino como a forma de avaliar a aprendizagem dos alunos e a atuação do corpo docente na educação a distância passaram por uma revolução, e isto está sendo percebido pelos estudantes, que cada vez mais acreditam e demandam essa modalidade de educação.

No exterior, aliás, há uma tendência de fim da fronteira entre educação a distância e presencial: cursos que antes eram exclusivamente presenciais já incluem uma parte realizada remotamente. E os programas de educação a distância muitas vezes abrangem atividades presenciais. No Canadá, país pioneiro da massificação da EAD, seus 32 milhões de cidadãos têm à disposição 56 universidades, das quais 53 oferecem cursos a distância.

No Brasil, o próprio governo federal também percebeu que a educação a distância é realidade e reconhece que o percentual de matrículas ainda é baixo em relação a outros países, onde a modalidade responde por até metade dos estudantes. O ministério da Educação, por outro lado, avisou que está atento à questão e irá controlar, por meio de regulamentação, o crescimento do ensino a distância para evitar que uma “explosão” desta modalidade redunde no aparecimento de cursos de baixa qualidade e sem referências técnica e acadêmica – iniciativa salutar e importante em defesa da formação qualificada do estudante.

O ponto é que, para países continentais como o Canadá e o Brasil, o ensino a distância é uma solução muito interessante. No caso brasileiro, a EAD tem inclusive o potencial de ajudar o País a se consolidar como potência econômica global. Sim, porque depois de todos os avanços dos últimos anos – estabilidade econômica e política, melhoria nas condições de empregabilidade e na renda dos trabalhadores, maior acesso ao crédito e bens de consumo –, que permitiram ao país atravessar duas crises mundiais, há grandes oportunidades para o aperfeiçoamento do conjunto de habilidades de nossas futuras gerações no setor de Educação.

É senso comum que não se constrói uma nação sem educação de qualidade. E o Brasil está no caminho certo ao universalizar a educação fundamental, tarefa em andamento acelerado. Agora é hora de formar profissionais qualificados, com educação superior, para que possam crescer junto com o País. Um dos grandes desafios da educação brasileira, neste momento, está na expansão do ensino superior. É neste sentido que a EAD pode dar uma importante contribuição, ampliando o potencial de acesso dos brasileiros à universidade, especialmente em estados e municípios com maior dificuldade de mobilidade para os estudantes. Estamos em um momento mais do que apropriado para revisitar nossos marcos regulatório, acadêmico e administrativo com o objetivo de apoiar essa tendência favorável no ensino superior.

Zelar pela qualidade do ensino e expandir a oferta de cursos a distância são tarefas essenciais para que o Brasil continue caminhando a passos largos para se tornar um país mais próspero e mais preparado para enfrentar os desafios do seu desenvolvimento.
Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pedagogia é o curso de graduação a distância mais procurado do Brasil.

  O curso de pedagogia a distância possui 273 mil universitários matriculados em todo o Brasil.


O curso de pedagogia é o que tem mais estudantes em graduações a distância no Brasil. Ao todo, são mais de 273 mil matrículas, segundo o Censo da Educação Superior de 2010, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Ao todo, há cerca de 930 mil matrículas em EAD (Educação a Distância), o que significa que, a cada cem alunos de graduações a distância, 30 são de pedagogia. Administração é o segundo curso em número de graduandos nessa modalidade de ensino, com mais de 128 mil matrículas.

A rede privada é responsável pela oferta de 80,5% das matrículas em cursos superiores a distância e, em alguns casos, como marketing ou tecnologia da informação, detém 100% dos estudantes.

http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2012/05/30/pedagogia-e-o-curso-de-graduacao-a-distancia-mais-procurado-do-brasil-veja-a-lista.jhtm
Fonte: Bol - Notícias

terça-feira, 29 de maio de 2012

EAD e a ruptura no ensino

Nos últimos dez anos o Brasil tem visto momentos históricos para a educação. A popularização do Ensino a Distância (EAD) trouxe à tona a possibilidade de mais brasileiros ganharem a oportunidade de se especializar e as empresas do setor ganharam uma nova oportunidade de ganhar dinheiro. Nos anos 90, a Internet começou a fazer parte da educação executiva no Brasil. No final da mesma década, passou a fazer parte também do ensino superior. Como consequência, houve muita resistência por parte de acadêmicos e instituições de ensino tradicionais.

Atualmente, números da Associação Brasileira de Ensino a Distância apontam que mais de 2 milhões de estudantes de graduação e pós-graduação estão inseridos nessa modalidade de ensino.

O número ainda está bem aquém do registrado nos Estados Unidos, onde supera 12 milhões. Agora o olhar atento sobre essa forma de ensino se faz necessária. A qualidade do EAD se faz igual à de uma universidade presencial? A pergunta, que ainda é pauta dos mais diversos fóruns e discussão do setor, deverá enfraquecer com o tempo, através da consolidação do mercado a distância.

E é apostando nisso que as empresas já se armam: milhões são investidos em equipamentos, novos polos de ensino e cursos profissionalizantes para mídias digitais aos professores. E as apostas se consolidam com fatos: enquanto universidades presenciais, como a São Marcos, em São Paulo, são fechadas pelo Ministério da Educação (MEC), vemos exemplos como a Anhanguera Educacional, que cresceu 33,5% no primeiro trimestre e somou 444 mil alunos matriculados, número que é puxado justamente pelo EAD.
Fonte: Jornal DCI

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Universidades do Rio abrem 6.081 vagas para graduação à distância


  Estão abertas, até 20 de maio, as inscrições para 6.081 vagas do vestibular do Consórcio Cederj, que reúne as principais instituições públicas de ensino superior do Rio de Janeiro: Cefet, Uenf, Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ-Rural e UniRio. Ao todo, são oferecidos 12 cursos de graduação a distância e o diploma de graduação é o das instituições de ensino. Este é o maior número de vagas oferecido desde que o consórcio foi criado.

As inscrições serão feitas somente pela internet, no site www.vestibular.cederj.edu.br. O valor da taxa de inscrição é de R$ 45. As oportunidades são para os cursos de Administração (665 vagas); Administração Pública (438); licenciaturas em Ciências Biológicas(880); em Física (405); em História (250); em Letras (300); em Matemática(783); em Pedagogia (763); em Química (248); em Turismo (286); Tecnologia em Sistemas de Computação (813) e Tecnologia em Gestão de Turismo (250).

Nos cursos oferecidos pelo Cederj, o aluno conta com material didático especialmente elaborado para esta modalidade de ensino e necessita comparecer ao seu polo de matrícula, pelo menos, uma vez por mês. Nele, os tutores orientam os estudantes, individualmente ou em grupo, para apoio direto em relação ao conteúdo das matérias. O Consórcio Cederj conta, atualmente, com cerca de 30 mil alunos matriculados nos cursos universitários a distância.

Os polos Cederj estão localizados em Angra dos Reis, Barra do Piraí, Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Campo Grande, Cantagalo, Duque de Caxias, Itaguaí, Itaocara, Itaperuna, Macaé, Magé, Miguel Pereira, Natividade, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Piraí, Resende, Rio Bonito, Rio das Flores, Rocinha, Santa Maria Madalena, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Três Rios e Volta Redonda.
Fonte: Jornal Extra

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cinco universidades dos EUA criam plataforma de cursos online gratuitos

 Site terá aulas de Stanford, Princeton, Berkeley, Pensilvânia e Michigan. Usuário poderá fazer tarefas e participar de fóruns e videoconferências.

Cinco universidades de prestígio dos Estados Unidos (Stanford, Princeton, Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade da Pensilvânia e Universidade de Michigan) vão criar cursos online gratuitos para estudantes em todo o mundo através de uma nova plataforma de ensino interativo, chamada Coursera. O anúncio da criação foi feito nesta quarta-feira (18).

Os dois fundadores, professores de ciência da computação da Universidade de Stanford, também anunciaram que receberam US$ 16 milhões em financiamento de duas empresas de investimento do Vale do Silício.

O Coursera vai oferecer mais de 30 cursos universitários no ano que vem através do site Coursera.org sobre assuntos que vão desde mitologia grega a neurologia, de cálculo a poesia norte-americana contemporânea. As aulas serão projetadas e ministradas por professores das universidades.

O Coursera se junta a uma série de projetos online ambiciosos que têm como objetivo tornar o ensino superior mais acessível e barato. Muitos desses empreendimentos, no entanto, simplesmente publicam palestras inteiras na web, sem nenhum componente interativo. Outros se esforçam para criar novas universidades do zero.

Os fundadores Daphne Koller e Andrew Ng afirmam que o Coursera será diferente, pois os professores de escolas de prestígio vão ensinar usando o nome de sua universidade e vão adaptar os seus cursos mais populares para a web, incorporando tarefas e exames a aulas em vídeo, respondendo a perguntas dos alunos em fóruns online -- e até mesmo, talvez, trabalhando por meio de videoconferência.

Testes de múltipla escolha e de respostas curtas serão avaliados via computador. O Coursera em breve apresentará um sistema de classificação para avaliar trabalhos mais complexos, tais como ensaios ou algoritmos.

Os estudantes não receberão créditos da faculdade. Mas o Coursera pode oferecer "certificados de conclusão" ou transcrições mediante pagamento de uma taxa. Uma empresa também pode tentar lucrar conectano empregadores com alunos que tenham demonstrado aptidão em uma determinada área, disse uma porta-voz.

As universidades participantes esperam se beneficiar aumentando a sua reputação no exterior, conectando-se com ex-alunos distantes e, quem sabe, trazendo doações de alunos online agradecidos.
Fonte: G1 - Portal Globo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Diretor da Capes reforça importância da educação a distância

Diretor da Capes reforça importância da educação a distância em aula na Unirio

O diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini, participou no dia 20 de março, da aula magna do primeiro semestre da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A aula teve como tema a contribuição dos cursos a distância para a expansão do ensino superior, na qual Teatini apresentou o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e refletiu sobre o uso da tecnologia na educação.

Em sua exposição, Teatini ressaltou a importância das novas tecnologias e do acesso facilitado ao conhecimento nas políticas voltadas para a educação, frisando a necessidade de investimentos em tecnologia, atrelado à capacitação de professores e à promoção de infraestrutura nas escolas. "A tecnologia deve ser um instrumento, não um fim. É preciso ter uma boa estrutura, com oferta de banda larga nas escolas, e docentes capacitados", afirma o diretor.
Teatini fala sobre a contribuição dos cursos a distância para a expansão do ensino superior.

Entre as iniciativas mais recentes para qualificar o Sistema UAB, Teatini destacou a aprovação de resolução que autoriza cursos de segunda licenciatura a distância e a preparação de editais de apoio à pesquisa em EaD, para fomento a objetos de aprendizagem virtuais e de incentivo ao compartilhamento de tecnologias das modalidades presencial e compartilhada.

Segundo Teatini, a meta, para 2014, é chegar a 600 mil alunos e a mil polos, o que significa um polo para cada cinco municípios brasileiros índice alcançado somente pela região Norte, além do incentivo ao ingresso de estudantes em cursos de licenciatura. "Não há como aumentar as matrículas nas licenciaturas senão tivermos uma carreira docente atrativa, com respeito ao piso salarial. Essa é uma bandeira do ministro Aloizio Mercadante [da Educação]", disse Teatini.

Teatini destacou ainda que, além de propiciar o acesso de jovens de cidades mais distantes das capitais à universidade, sem que tenham que sair de seus locais de origem, os cursos a distância promovem um crescimento social nos municípios que contam com polos de apoio. Para o Reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca, esse é um fator que aumenta a importância da EaD. "Trata-se de uma ação exitosa, que promove o desenvolvimento sustentável nos municípios e favorece a ascensão social", destacou.

(Com informações da Unirio)

Fonte: CAPES

sábado, 21 de janeiro de 2012

Educação a distância, uma revolução

A EAD é uma modalidade de educação inclusiva e democrática, que deve ser percebida como uma alternativa de acesso ao conhecimento

Imersos que estamos no projeto de transformar o Brasil por meio da educação, devemos sempre desconfiar de antigas ideias e falsos paradigmas. Num país de dimensões continentais, que amarga um atraso histórico no cenário do ensino, os avanços nessa área devem ser avaliados num espectro muito mais amplo que a educação dita convencional. A Educação a Distância (EAD) é um grande processo de inclusão tardia de trabalhadores no ensino superior. Visto com desconfiança por alguns segmentos retrógrados da sociedade, o ensino a distância, de forma relativa, pode ser até mais eficiente do que o presencial.

Seja por causa de longos deslocamentos, pela necessidade de entrar no mercado de trabalho mesmo sem formação precocemente, pelo custo das faculdades particulares, o ingresso no ensino superior sempre foi um degrau alto demais para parte dos brasileiros. A EAD é uma modalidade de educação inclusiva e democrática, que deve ser percebida como uma alternativa de acesso ao conhecimento, principalmente para uma parcela da população cuja formação profissional era um sonho distante.

O ensino a distância é particularmente eficaz para pessoas mais experientes, que têm necessidade de formação e enxergam nele uma oportunidade de alcançar seu intuito. De forma geral, o perfil do aluno EAD o credencia para um estudo comprometido com os resultados: são trabalhadores de baixa renda, que moram com a família e que têm em média 30 anos. São homens e mulheres que não conseguiram fazer curso superior na idade considerada adequada pelo Ministério da Educação (MEC), que é entre 18 a 24 anos, por isso mesmo são comprometidos com seus cursos, dedicando um grande número de horas semanais para os estudos, aulas e leituras necessárias à sua formação.

Um dos mitos é pensar que um curso de EAD é mais fácil que um curso presencial. Em qualquer modalidade, a atitude do aluno é o fator mais importante no processo ensino-aprendizagem. No EAD, o aluno precisa se esforçar mais para acompanhar o ritmo da aprendizagem e isso implica ler mais, resolver mais exercícios e fazer atividades frequentes. Por isso, como mostram os números, os alunos se saem melhor no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em relação aos alunos do presencial.

As resistências estão focadas no preconceito. Os cursos de EAD são supervisionados pelo MEC e o aluno passa pela mesma avaliação de quem cursa a modalidade presencial. Não há como negar que a tecnologia encurtou as distâncias facilitando o acesso à educação. Uma pessoa já não está mais isolada geograficamente do conhecimento. Na graduação a distância, guardando algumas diferenças entre uma instituição e outra, o aluno tem a opção de assistir às aulas no polo ao vivo, via satélite, por meio de DVD ou pela internet. As aulas são transmitidas a partir de estúdios modernos com os mais inovadores recursos e o aluno recebe o suporte de um tutor vinculado à Anated (Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância), uma entidade que congrega os profissionais que atuam diretamente na EAD.

Atualmente, há no Brasil cerca de 1 milhão de alunos matriculados nos cursos autorizados na modalidade a distância. Esse número chega a 2,5 milhões se forem considerados os cursos livres e corporativos na mesma modalidade. Uma pequena revolução que está levando educação de qualidade a todas as regiões do país onde houver um sinal de tevê ou uma conexão de internet. O mercado que absorve os profissionais oriundos da EAD os reconhece como plenamente habilitados. É preciso que olhemos para o futuro, corrigindo eventuais erros de rota, mas reconhecendo que o ensino a distância representa oportunidade e democratização do ensino num país ainda tão carente de educação.

Benhur Gaio, mestre e doutor em Engenharia da Produção, é pós-doutor em Educação a Distância pela Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha (Uned) e coordenador de graduação e pós-graduação EAD do Grupo Educacional Uninter.

Fonte: Gazeta do Povo online

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Negócio do ensino a distância atrai líderes

Negócio do ensino a distância atrai líderes
O ensino a distancia (EAD), que já responde por 30% dos alunos matriculados no ensino superior privado brasileiro, deverá dobrar em cinco anos, atingindo 2 milhões de alunos. De olho nessa projeção do Ministério da Educação, players do mercado já se empenham em iniciativas para atrair alunos.

Enquanto escolas tradicionais ocupam nichos rentáveis nesse segmento, como a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Kroton Educacional buscou, com a compra da paranaense Unopar por R$ 1,3 bilhão, colocar os dois pés no ensino a distância. "A decisão da Kroton na aquisição foi sábia e ousada. Foi pago um valor alto para ser a maior fornecedora de EAD do Brasil", Suely Ventura Paes, da consultoria Educar.

A FGV optou por ramos de operações para ampliar essa modalidade de ensino. Ela foca em cursos corporativos e especializações como MBA. "A educação a distância é uma das áreas da Fundação que apresentam um forte crescimento, que esperamos que continue em 2012 com mais intensidade", disse Marcos Facó, superintendente de Comunicação e Marketing da FGV.

Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo tem estado atento ao controle desse crescimento para que não sejam repetidos os mesmos erros que ocorreram na graduação particular presencial. "Na década de 90 nós tivemos um crescimento da educação presencial que não estava bem administrado, e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável", disse. As Regiões Norte e Nordeste são as que registraram o maior aumento do número de estudantes no ensino superior entre 2001 e 2010, apesar de a Sudeste ainda liderar com fatia de 48,6% das matrículas. A Região Sul fica com 16,8%, a Centro-Oeste concentra 9% e a Norte e Nordeste, 6,4% e 19,2%, respectivamente.

Em 2010 o EAD movimentou R$ 2,2 bilhões e, de acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) a expectativa é fechar 2011 com crescimento de 8% e manter o mesmo ritmo em 2012. "Esse crescimento representa uma injeção anual de R$ 176 milhões na receita do setor", diz Renato Bulcão, diretor da Abed.

Fonte: DCI - SP

sábado, 5 de novembro de 2011

Uma atividade pedagógica do curso Redes Sociais

Grupo: Mirian Fernandes, Simone Pereira e Ricardo Silva

Tema: Aprendizagem Colaborativa

Tarefa: Construção de um BLOG

Introdução:
A escola precisa incorporar em suas práticas cotidianas uma cultura tecnológica e formar leitores críticos, a partir da utilização adequada das variadas mídias. Professores e alunos precisam apropriar-se das tecnologias, como seres ativos, sujeitos e atores sociais no processo educativo. Tanto a mídia escrita, quanto a sonora, a audiovisual e a informatizada podem contribuir com muitas possibilidades para a prática educacional. A principal mídia utilizada em educação tem sido a impressa, mas esta precisa ser complementada por outras de maneira adequada e contextualizada.
Blog foi criado no final da década de 90 por Jorn Barger, em português blogue, é uma contração do termo inglês Weblog, que por sua vez significa diário virtual, uma evolução dos antigos diários. É um site cuja informação está organizada cronologicamente da mais recente para a mais antiga. Os blogues podem ser pessoais e/ou coletivos e estarem abertos a todos ou a uma comunidade fechada, a qual discute temas específicos de interesse para esse grupo. Atualmente, a maioria dos blogues é compatível com recursos de inserção de imagem, vídeo, áudio, esse conteúdo será de propriedade do autor do blog, mas poderá ser organizado, indexado, agregado e/ou lincado por terceiros, otimizando o acesso as informações na Web. O processo de permalinks, ou urls permanentes, transformam cada post em uma página exclusiva, possibilitando o acesso a conteúdos antigos.
Justificativa:
Desde que surgiram no mundo virtual, os blogs deixaram de ser apenas diários on-line para assumir funções muito mais significativas no processo de comunicação. O uso do blog em sala de aula pode trazer mais dinamismo para a realização e apresentação de trabalhos, facilitar o dia-a-dia dos professores e estudantes que tem no ambiente uma espécie de arquivo de documentos, além de aproximar os alunos, que podem discutir idéias e opiniões sem que estejam no mesmo espaço físico e ao mesmo tempo.
O blog proporciona uma aprendizagem significativa a todos os envolvidos, seja o professor que media a atividade, como os alunos que atuam como co-autores. O Blog propicia ao aluno o contato com o mundo virtual, podendo utilizar de suas ferramentas, podendo ser grande aliado da aprendizagem, que estimula a leitura e escrita para nossos (as) educandos (as), além de proporcionar uma interatividade entre todos.

Público-alvo :
Professores e alunos envolvidos na atividade.

Competências:
• Capacidade de fazer análises reflexivas e de se expressar, realizando comparações das idéias resultantes de cada trabalho.
Ao final dessa experiência pedagógica, espera-se que os participantes estejam aptos a utilizar novos meios no ensino, para desenvolver competências relacionadas:
• à expressão oral e escrita;
• à interpretação da realidade;
• ao estabelecimento de relações com outros conhecimentos;
• ao domínio de diferentes linguagens;
• ao raciocínio lógico, crítico e criativo;
• à visão interdisciplinar dos conhecimentos;
• ao relacionamento teoria-prática;
• à pesquisa;
• ao desenvolvimento de projetos;
• à resolução de situações-problema;
• à construção de argumentações;
• e à elaboração de propostas.

Objetivos:
•Identificar as características da aprendizagem colaborativa.
•Aplicar os conceitos de aprendizagem colaborativa na construção de um blog coletivo
•Explorar a utilização do blog como recurso ou estratégia pedagógica.


Orientações da tarefa:
Vamos criar um blog sobre “Aprendizagem Colaborativa”?
•Formar grupos de 3 ou 4 alunos
•Pesquisar e trocar informações sobre o tema
•Selecionar textos, imagens e vídeos para serem postadas no blog
•Criar um blog onde cada colaborador deverá fazer suas postagens

Metodologia:
O professor auxilia na construção do conhecimento, acompanha o desempenho de cada participante, fixa a data de entrega das tarefas, corrige as tarefas, envia feedback para cada participante, orienta e participa das discussões e incentiva a aprendizagem cooperativa.

Avaliação:
A avaliação será formativa num processo contínuo onde os critérios serão baseados nas competências que deverão ser alcançadas. Serão desenvolvidas atividades individuais e em grupos, além de atividades práticas a partir de situações do contexto profissional, buscando desenvolver a autonomia e a postura crítica dos participantes.
Valor da tarefa: 10 pontos
Critério: Conteúdo / Clareza / Objetividade/ Layout do blog

Referências:
BOEIRA, Adriana Ferreira Boeira – Blogando algumas possibilidades pedagógicas http://tecnologiasnaeducacao.pro.br/revista/a1n1/art10.pdf
RIZZI, C.B., COSTA, A C.R., FRANCO, S.R.K. A cooperação presencial ou a distância em uma perspectiva piagetiana. Tecnologia Educacional, ano XXXII, n.163/166, p.125-135, out./2003-set./2004.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ensino a distância com mais investimentos

Ensino a distância tem novo ciclo de investimentos

Após dois anos de desaceleração no ritmo de crescimento no mercado de educação a distância, grandes grupos de ensino como Anhanguera, Kroton, Unopar e Estácio estão promovendo investimentos para expansão ou para entrar nesse segmento, que hoje conta com aproximadamente 1 milhão de alunos.

O novo ciclo de investimentos coincide com a possibilidade de o Ministério da Educação flexibilizar, nas próximas semanas, os decretos de 2005 e 2006, que exigiram uma reestruturação nos polos de ensino a distância, com a criação bibliotecas e laboratórios de informática, por exemplo. Muitas faculdades não conseguiram se enquadrar às exigências e somente em 2008 foram desativados 1.337 polos de educação a distância (EAD) em todo o país. "Não há sentido ter biblioteca ou uma estrutura enorme nos polos de EAD. O acesso à tecnologia avançou e os alunos podem fazer tudo pela web", disse João Vianney, consultor da Hoper.

A Anhanguera está investindo em uma nova plataforma tecnológica que permitirá dobrar sua capacidade de ministrar aulas a distância - segmento em que estão 35% dos seus 308 mil alunos, incluindo os matriculados nos cursos livres. A Anhanguera não revela o montante alocado nesse projeto, mas segundo o Valor apurou, o investimento gira em torno de R$ 40 milhões.

Com a nova plataforma, a Anhanguera passa a ter uma estrutura capaz de transmitir 36 mil horas de aulas por mês, digitalizar todo o conteúdo pedagógico, além de editar e produzir vídeos. "Agora temos 50 canais de satélite, antes eram 27. Podemos transmitir mais aulas simultaneamente", diz Alexandre Dias, CEO da Anhanguera. O novo investimento é o maior da instituição na área de tecnologia. A Anhanguera já aplicou R$ 35 milhões para readequação dos seus polos de ensino a distância às normas do MEC.

Já a Unopar - maior faculdade de ensino a distância do país, com 150 mil alunos - prevê dobrar o número de matrículas até 2015. "Estamos analisando novos cursos e novas ferramentas tecnológicas", afirma Elisabeth Bueno Laffranchi, chanceler da Unopar, cuja sede fica em Londrina (PR). A instituição foi uma das primeiras faculdades fiscalizadas pelo MEC, que exigiu revisão do material didático, contratação de coordenadores, entre outros quesitos. Essas readequações demandaram investimentos de R$ 10 milhões, segundo Elisabeth.

Com faturamento de R$ 420 milhões, a Unopar tem foco totalmente voltado para o ensino a distância. Há apenas 10 mil alunos em seus cursos presenciais. "Entramos no mercado de ensino a distância em 2002. O que nos ajudou muito é que na época tinhamos um canal de TV a cabo em Londrina. As gravações das aulas eram feitas nos estúdios da TV, que fechou e deu lugar aos cursos de EAD", disse a chanceler da Unopar.

A mineira Kroton, cujo principal acionista é o fundo americano Advent, é outro grande competidor da área de ensino que está fincando seu pé no setor. A instituição prevê que no começo de 2012 o MEC conceda aprovação para sua entrada no mercado de aulas a distância. A ideia é usar suas faculdades e também as escolas que usam o sistema de ensino Pitágoras como polos. O Pitágoras pertence à Kroton e 777 escolas privadas de várias regiões do país usam suas apostilas. "Credenciamos junto ao MEC nossos 76 melhores polos para entrar em EAD", afirma Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.

A previsão do executivo é que até 2014 a Kroton tenha 60 mil alunos em cursos de ensino a distância, em 350 polos localizados em várias regiões do país. "Conseguimos sinergia entre nosso "business" de ensino básico e superior. Acreditamos que daqui a dois anos o ensino a distância represente 12% da receita líquida ou 20% do nosso resultado operacional", diz Galindo.

A carioca Estácio também tem planos de expansão nesse mercado. A instituição obteve o registro do MEC para operar em ensino a distância em 2009. Hoje, conta com 36,7 mil alunos em cursos de tecnólogos, gradução e pós-graduação, em 45 polos. A expectativa é que o MEC autorize mais 27 polos da instituição a oferecer cursos a distância.

Segundo o presidente da Estácio, Eduardo Alcalay, o ensino a distância aumenta a capilaridade da universidade e traz mais retorno. Isso porque, apesar do preço da mensalidade ser menor - de R$ 180, em média, enquanto a de um curso presencial gira em torno de R$ 450 - a margem é 30% maior.

Alcalay acrescenta que, para crescer no segmento, o grupo também está buscando parceiros em cidades onde não tem polos. Além disso, nas próximas aquisições, vai considerar instituições já autorizadas a operar no ensino a distância.


Fonte: Jornal Valor Econômico