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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Tecnologia e Educação



Veja 3 aspectos explorados pelos professores em aula que foram completamente adaptados e melhorados após a chegada da tecnologia na educação

As aulas passaram a ser muito mais participativas e colaborativas
A tecnologia parece ter chegado na educação para ficar, e já é possível ver diversas mudanças na sala de aula: o comportamento de professores e alunos mudou, o modo de interagir, a forma de passar tarefas. Confira, além dessas, outras 3 atividades feitas em sala de aula que foram revolucionadas pela tecnologia:

1 -– Pesquisas

Talvez você esteja pensando que pesquisas são tarefas a serem feitas em casa. É justamente isso que mudou: antes os professores costumavam pedir pesquisas como tarefas de casa, mas hoje em dia isso não é mais necessário porque os alunos podem usar dispositivos móveis ou desktops da escola para fazerem pesquisas em grupo e na própria sala de aula. O leque de informações que se tem atualmente é muito mais amplo do que outrora, afinal milhares de livros e notícias estão a apenas um clique de distância.

2 - – Participação

Como o acesso à informação é facilitado pela internet, os alunos conhecem vários assuntos e conseguem colaborar com a aula opinando e mostrando o que viram online. As aulas passaram a ser muito mais participativas e colaborativas.

3 –- Exercícios

A forma de fazer exercícios mudou bastante: os alunos podem fazer atividades online em diversas plataformas de ensino. Além disso, essas atividades deixam rastros que, quando analisados, permitem que o professor compreenda as dificuldades de cada estudante e adapte suas aulas de forma a melhorar o aproveitamento do conteúdo. Isso é o que chamamos de big data e que é uma das tendências da educação para os próximos anos.
Fonte: Universia Brasil

domingo, 17 de novembro de 2013

Tecnologia Educacional 100 inovações digitais que levam a um mundo melhor Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:10 hs. 13/11/2013 - De plataformas adaptativas e Moocs até ensino de programação para crianças e aplicativos de matemática. Lista inédita organizada por especialistas em tecnologia da BBC, do Financial Times e da Universidade de Oxford traz as 100 inovações digitais mais inspiradoras do mundo. São iniciativas capazes de democratizar o acesso a serviços de várias áreas, inclusive educação. Entre elas estão as já renomadas Khan Academy, Coursera, Scratch. Mas nessa lista de peso aparecem iniciativas que atuam no Brasil, como CDI (Comitê para a Democratização da Informática), Catraca Livre e Fora do Eixo. Divulgada no último final de semana, em Londres, a lista é dividida em 8 grandes temas: inclusão social, acesso ao conhecimento, empoderamento cívico, meio ambiente e sustentabilidade, saúde, engajamento comunitário, educação e empoderamento econômico. Para chegar aos 100 nomes finais, os especialistas analisaram mais de 400 iniciativas pré-selecionadas. Todas as iniciativas podem ser conferidas pelo site socialtech.org.uk. As 100 são apresentadas já na página inicial, mas é possível conferir a divisão das iniciativas por categorias. Algumas delas estão em mais de uma. O Catraca Livre, por exemplo, aparece em três categorias: empoderamento cívico, engajamento comunitário e educação. O CDI, que é uma rede latino-americana voltada para a inclusão digital com forte atuação no Brasil, está tanto em inclusão digital quanto em educação. É possível obter mais detalhes sobre as iniciativas clicando nelas. Entre as de educação, várias já passaram por aqui, como os já citados Khan Academy, Coursera e Scratch. Além deles, também marcam presença na lista a Knewton, considerada maior plataforma adaptativa do mundo, e a Historypin, que tenta criar um mural gigante para contar a história da humanidade. Entre as novidades estão o Dr. Math, aplicativo para o aprendizado de matemática, e a Equal Opportunity Schools, iniciativa que faz parcerias com universidades para ajudar alunos de baixa renda a ter sucesso na carreira. A outra brasileira mencionada na lista é a rede de coletivos Fora do Eixo, que atua na área de cultura. Junto dela estão ainda a irlandesa Brige 21, que ajuda as escolas a colocar as inovações tecnológicas em prática por meio de workshops e trabalhos voluntários, e a BookShare, que disponibiliza, para download gratuito, mais de 125 mil livros para pessoas com deficiência visual. Em nota, o Financial Times disse que os principais critérios de escolha dessas tecnologias foram, além da inovação do software e o avanço da programação, também a capacidade que elas têm para ajudar na solução de grandes problemas sociais. E é por conta disso que também fizeram parte da lista a plataforma de crowdfunding KickStarter, a Patients Like Me, espaço em que pessoas com doenças podem compartilhar suas experiências e dúvidas durante o tratamento, e a Mosaic, que conecta investidores e pessoas que buscam recursos para executar seus projetos na área de sustentabilidade. por Vinícius Bopprê Fonte: porvir.org

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação.


Quer aliar o uso da tecnologia com seus métodos de ensino para ampliar a qualidade das suas aulas? Confira 12 maneiras de utilizar o Google Drive para fazer isso de maneira eficiente.


Utilize o Google Calendar como ferramenta de organização para os seus alunos. Faça agendamentos de tarefas, seminários e provas e lembre-os com avisos enviados pelo próprio sistema.

Embora não sejam exclusivamente voltadas para este fim, as ferramentas do Google podem representar um ótimo papel na educação. Basta que elas sejam utilizadas da maneira correta. Se você tem interesse em aliar tecnologia e aprendizado para atrair o interesse dos estudantes, veja como fazer isso usando o Google Drive:

12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 1. Questionários de autoclassificação
Faça com que seus estudantes preencham questionários a respeito do desempenho pessoal e das aulas. Isso gera feedbacks rápidos e permite que você organize o planejamento de aulas de acordo com a necessidade de cada turma.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 2. Templates
O Google já oferece modelos de formulários prontos, de modo que seus estudantes possam reproduzi-los em diversas situações. A vantagem é que eles têm um modelo em que se inspirar quando as atividades exigirem formulários mais detalhados.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 3. Workshop de escrita
Crie um workshop de escrita baseado no modelo de colaboração. Com o Google Docs os estudantes poderão editar textos uns dos outros e, ao fim da atividade, você poderá adicionar comentários.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 4. Aprendizagem baseada em projetos

Utilizar projetos para incentivar a aprendizagem faz com que os padrões sejam mais flexíveis. Além disso, o processo facilita as experiências de aprendizado dirigidas pelos próprios alunos, o que aumenta sua autonomia e segurança dentro da sala de aula.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 5. Rastreamento de tarefas
Permite que você organize automaticamente as tarefas atribuídas aos seus estudantes e elimina a necessidade de contato via e-mail ou redes sociais.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 6. Organização
Utilize o Google Calendar como ferramenta de organização para os seus alunos. Faça agendamentos de tarefas, seminários e provas e lembre-os com avisos enviados pelo próprio sistema.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 7. Notas digitais
Recolher fontes digitais vai fazer com que os alunos criem o hábito de buscar informações confiáveis ao desenvolver trabalhos. Criar um banco de fontes é uma boa estratégia. Além disso, você pode utilizar os comentários para fazer observações em determinados pontos e integrar as ferramentas de escrita.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 8. Mapas mentais
Utilizando as ferramentas do Google Drive você pode incentivar seus estudantes a realizarem brainstorms colaborativos, além de permitir a visualização de ideias e o planejamento de projetos.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 9. Aprendizagem orientada
Crie e publique documentos simples com links para fontes e vídeos ou tutoriais que ajudem seus estudantes durante o desenvolvimento de projetos.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 10. Multimídia
Para que o conteúdo das suas aulas seja mais interessante para os alunos, uma boa ideia é aproveitar recursos multimídia. Com o Google Drive você pode incluir textos em seus documentos, desenhar nos slides, oferecer links de imagens e incluir textos flutuantes dentro da apresentação.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 11. Construção de vocabulário
Use ferramentas de vocabulários como vídeos, imagens e até mesmo dicionários. Uma boa ideia para aproveitar os recursos é criar jogos de perguntas para que seus estudantes revisem as novas palavras aprendidas.


12 maneiras efetivas de usar o Google Drive para a educação: 12. Aprendizagem visual
Crie conteúdo visual e colorido para que seus estudantes desenvolvam técnicas de memorização se baseando nelas.
Fonte: Universia Brasil

domingo, 15 de setembro de 2013

Rede de aprendizagem estimula o consumo consciente



Mesmo estando mais presente na agenda de discussões da sociedade, a sustentabilidade é um tema que as pessoas já entenderam, mas ainda não incorporam completamente ao seu dia a dia. Isso é o que afirma o Instituto Akatu, ONG que está por trás da Edukatu, uma rede de aprendizagem virtual que busca, por meio de atividades educacionais lúdicas e interdisciplinares, estimular práticas de sustentabilidade e o consumo consciente no país entre estudantes de 6 a 14 anos. Considerada a primeira do gênero, a comunidade virtual entrou no ar na quarta-feira (11) e já pode ser acessada gratuitamente por professores e alunos de todo o país.

Tendo como um dos principais objetivos incentivar a troca de conhecimentos e práticas entre os professores e alunos sobre os temas sócio-ambientais, a Edukatu permite que os docentes possam montar projetos e, assim, trabalhar de forma interativa com os seus alunos as temáticas da sustentabilidade e do consumo consciente. É preciso apenas alguns minutos para criar um perfil – o de professor ou o de aluno – e usufruir das funcionalidades da plataforma. “Nossa proposta maior é a inclusão do consumo consciente dentro da educação formal, como tema transversal que pode ser trabalhado em diversas disciplinas do currículo em todas as escolas”, diz a gerente de educação do Akatu, Silvia Sá.

Dessa forma, assuntos como planejamento financeiro, ciclo da água, coleta seletiva ou impactos do homem no meio ambiente podem ser trabalhados de forma complementar ao aprendizado em sala de aula por meio do ambiente virtual da Edukatu. Para tanto, foi criada uma seção especial para que o professor crie seu projeto de aula, de curso ou atividade extra. Trata-se do seção intitulada “Circuito”, um espaço de navegação guiada, onde os alunos aprendem sobre os temas selecionados pelo professor por meio de quizzes, vídeos e jogos educativos, sempre dentro da lógica de fases e de desafios a serem cumpridos até o fim do percurso do circuito montado. Todas as atividades são divididas por nível de ensino ao qual pertencem os estudantes.

“A ideia é não ter um aprendizado unidirecional. Práticas conscientes não podem ser impostas. Por isso, o projeto conta com uma plataforma totalmente interativa”, afirma o diretor-presidente do Akatu, Helio Mattar. E para que a experiência proposta nas atividades montadas pelos professores – sempre a partir das ferramentas disponibilizadas pela plataforma –, a Edukatu ainda possui outros espaços de interlocução. Na aba “Na Mochila”, os participantes podem consultar notícias sobre educação para a sustentabilidade, planos de aulas envolvendo os 4Rs – as práticas de repensar, reduzir, reutilizar e reciclar – e analisar outros projetos que já foram incluídos pela plataforma por outros professores espalhados por todo o Brasil.

E como outros ambientes de aprendizado, a exemplo do popular EdModo, a Edukatu tem no “Rede” um mural eletrônico onde professores e alunos podem fazer contato e compartilhar experiências. Se surgir dúvida, quando requisitado, mediadores do Akatu entrarão na conversa para esclarecer qualquer ponto ou questionamentos sobre a melhor forma de navegação pelo ambiente virtual. É possível também pela página inicial da aba “Rede”, checar o estágio de evolução dos circuitos que o usuário participa. Há ainda um espaço para checar quantas “medalhas” já foram garantidas pelos alunos depois que eles conseguem concluir as atividades propostas pelo professor.

Desenvolvido por meio de um processo colaborativo que envolveu especialistas em educação, em consumo consciente, sustentabilidade e cultura digital, antes do lançamento realizado hoje, a Edukatu teve que passar por uma série de testes. Durante a fase piloto feita no primeiro semestre deste ano, a ferramenta pode ser aperfeiçoada depois que 400 alunos e professores de 16 escolas públicas de todas as regiões do Brasil testaram a ferramenta. A partir do lançamento, a ideia é que mais objetos digitais de aprendizagem, especialmente os jogos, sejam adicionados às atividades que podem ser criadas no ambiente virtual.
Fonte: PORVIR

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Internet do futuro
  Consórcio de universidades brasileiras e europeias começa a testar, no próximo ano, a chamada rede definida por software (SDN). Entre outras vantagens, o sistema transfere o comando da web %u2014 hoje nos roteadores %u2014 para a nuvem, garantindo acesso mais rápido e barato

No primeiro semestre de 2013, mais de 10 universidades e instituições de pesquisa no Brasil e cerca de seis centros da Europa se conectarão a uma rede experimental que abrirá as portas para a internet do futuro. O projeto Fibre (Future Internet Testbeds Experimentation between Brazil and Europe) é um consórcio de cooperação bilateral em que pesquisadores europeus e brasileiros poderão dividir experiências para implementar e validar o revolucionário conceito de rede definida por software (SDN, pela sigla em inglês).

Pelo Fibre, pesquisadores de instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) terão a oportunidade de desenvolver softwares de rede próprios, que podem ser, inclusive, livres (com códigos abertos), em um ambiente de teste repartido. Ou seja, o que uma instituição fizer, não necessariamente vai influenciar na rede em conjunto, já que haverá como reparti-la. Além disso, será possivel também criar uma rede na nuvem, por meio de máquinas virtuais em que o software rode em apenas um computador, mas que os fluxos de dados sejam transmitidos a vários outros. Os testes começam no começo do ano que vem e prometem mudar os paradigmas da internet.

Para tanto, uma das principais tecnologias envolvidas é o OpenFlow, criado em 2008 pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Entender os avanços trazidos por essa interface exige antes uma melhor compreensão de como a web é operada atualmente. Para montar uma rede de internet hoje, é preciso utilizar equipamentos como roteadores e switches. Os primeiros são aparelhos que transmitem a rede de internet e possibilitam a comunicação entre computadores distantes entre si. O switch, por sua vez, foi criado para que um único sinal de internet possa ser dividido por mais computadores de uma LAN (local area network). Para que a internet de um escritório seja dividida entre os vários computadores do local, por exemplo, basta colocar o cabo do modem no switch e, a partir do aparelho, levar vários cabos aos computadores da empresa.

“Os switches e roteadores são caixas-pretas. As pessoas não têm a mínima ideia do que têm dentro. Elas simplesmente os usam. Esses equipamentos, no entanto, são divididos em duas partes. Uma é a parte da inteligência, que toma as decisões sobre o que fazer com os dados que chegam ao aparelho (o software). A outra segue essas decisões e faz com que o tráfego de dados que chega por um lado saia pelo outro (hardware)”, explica Marcos Rogério Salvador, gerente de Evolução de Tecnologia de Redes Convergentes do CPqD, instituição responsável por implantar a tecnologia OpenFlow no Fibre.

Um dos grandes problemas desse sistema é que somente o próprio fabricante tem condições de alterar a inteligência que está no aparelho e, dessa forma, a tecnologia fica concentrada na mão de poucas empresas. O resultado: menos competição, preços mais altos e poucas aplicações de rede. “Quando você compra um equipamento desses, você tem que se adequar ao que ele te oferece”, critica Salvador. O ponto principal do OpenFlow é justamente reverter essa limitação e permitir que o software que define a rede seja retirado dos roteadores e switches para começar a ser gerenciado fora desses equipamentos, nos próprios computadores.

Soluções
“Atualmente, quando você compra um roteador, ele já vem com o software embutido. Você não pode mexer nele, ele foi dado pela empresa que vendeu o equipamento. O OpenFlow permite que as pessoas façam um programa de rede separado da caixa”, explica Cesar Marcondes, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Coordenador regional do projeto Fibre, Marcondes esclarece que uma das grandes vantagens é possibilitar que o próprio usuário possa programar sua rede de acordo com demandas específicas.

Ou seja, na era da rede por software, o usuário continua comprando equipamentos como o roteador, mas eles não vêm com a inteligência embutida. Estima-se que, com isso, o preço desses equipamentos caia cerca de 80%. “O Google, em março deste ano, disse que está rodando OpenFlow na rede de data centers dela. Ela tem data centers espalhados pelo mundo todo. Isso significa que ela pode programar a rede dela para que certas conexões sejam encaminhadas para local em vez de outro e programar melhor seus recursos”, exemplifica.

A rede Fibre, nesse sentido, tem suporte a OpenFlow, mas também a outros mecanismos que permitirão aos pesquisadores experimentarem soluções novas para a internet do futuro. Marcondes acrescenta que por isso, em cada país, existem projetos de pesquisa que desenvolvem uma rede de experimentação, permitindo ao pesquisador testar novas soluções sem prejudicar a conexão dos usuários. “A internet é um bem tão valioso que ninguém quer deixar de fazer testes com ela. Os usuários dependem muito dela, estão sempre conectados, por isso a rede não pode ficar caindo e falhando”, explica.
Fonte: Correio Braziliense - Brasília/DF

domingo, 18 de novembro de 2012

Redes acadêmicas brasileiras se preparam para a internet do futuro

  – No primeiro semestre de 2013, algumas universidades e instituições de pesquisa do Estado de São Paulo começarão a se conectar a uma rede experimental na qual serão testadas aplicações de novas tecnologias que poderão definir a internet do futuro.

Em âmbito nacional, outras dez instituições brasileiras, incluindo três do Estado de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) –, também serão integradas a outra rede experimental que começará a ser criada no início de 2013 com o mesmo objetivo da rede paulista.

As duas redes experimentais acadêmicas brasileiras se somarão a algumas outras estabelecidas nos últimos anos em outros países com o objetivo de preparar universidades e instituições de pesquisa a uma mudança de paradigma na tecnologia de internet, prevista para ocorrer já nos próximos anos.

Baseada atualmente na troca (chaveamento) de pacotes de dados, a tecnologia da internet deverá migrar para o chaveamento de fluxos – conjuntos de pacotes de dados que têm alguma característica em comum.

Em função dessa mudança, as redes deixarão de ser definidas pelos equipamentos de rede (como os switches e roteadores) e pelos softwares contidos neles, como ocorre hoje, e passarão a ser gerenciadas por aplicativos externos que determinarão o comportamento dos fluxos de dados.

Em 2008, um grupo de pesquisadores de redes das universidades Stanford e da Califórnia em Berkeley, ambas nos Estados Unidos, publicou um artigo descrevendo a implementação de um novo protocolo para gerenciamento de tráfego. Chamada “OpenFlow”, a tecnologia abriu as portas para que as “redes definidas por software” se tornem realidade.

O protocolo permite transferir o controle do tráfego de dados em uma rede, antes realizado por switches e roteadores, para servidores externos. Com isso, se abriu a possibilidade de se desenvolver softwares de controle de tráfego de redes, com código aberto e executados por esses servidores, conforme começaram a fazer algumas startups criadas por pesquisadores da própria Universidade de Stanford e por outras instituições de pesquisa em todo o mundo.

Além disso, muitas empresas de tecnologia de computação começaram a fabricar e a disponibilizar switches e roteadores com OpenFlow para serem testados inicialmente em redes experimentais, dado que seria impossível interromper a word wide web para avaliar a nova tecnologia.

“A internet é uma commodity fundamental na vida das pessoas, e não se pode parar o funcionamento dela para experimentar coisas novas. Por isso, estão sendo desenvolvidos projetos de redes experimentais para suportar a internet do futuro”, disse Cesar Marcondes, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à Agência FAPESP.

De acordo com Marcondes, algumas empresas de tecnologia, como o Google, já desenvolveram códigos e estão operando suas redes de data centers com OpenFlow.
Atentas a esse movimento, universidades e instituições de pesquisa nos Estados Unidos e na Europa, que foram o “berço” da internet, também já montaram redes nacionais para possibilitar que seus pesquisadores possam fazer experimentos com a tecnologia OpenFlow.

Seguindo o mesmo caminho, a Rede Acadêmica do Estado de São Paulo (ANSP), financiada pela FAPESP, também pretende começar a realizar no primeiro semestre de 2013 um teste inicial de implementação de OpenFlow em uma rede experimental.

O teste na rede experimental paulista terá a participação de algumas das mais de 50 universidades e instituições de pesquisa filiadas à ANSP. Entre elas estão a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a UFSCar e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Já em escala nacional, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) – que interconecta as universidades e instituições de pesquisa brasileiras e provê o acesso internacional à internet – também coordena a criação de uma rede experimental em parceria com a União Europeia para realização de experimentos de novas aplicações baseadas em OpenFlow. Denominado Fibre, o projeto é realizado com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do 7th Framework Programme (FP7) da União Europeia.

“As universidades e instituições de pesquisa brasileiras têm que se preparar agora, porque não se sabe quando ocorrerá essa transição de paradigma na tecnologia da internet e quanto antes elas estiverem preparadas será melhor”, disse Luis Fernandez Lopez, coordenador geral da ANSP.

“Seria terrível se os sistemas de tecnologia da informação criados nas universidades e instituições de pesquisa do país para dar suporte aos seus processos educacionais e de pesquisa parassem em um determinado momento porque não acompanharam a evolução das pesquisas em TI”, avaliou Lopez.

Inovações nas redes acadêmicas

Segundo especialistas na área, as redes experimentais brasileiras possibilitarão aos pesquisadores em rede do país desenvolver e testar diversas soluções locais baseadas em OpenFlow que, eventualmente, poderão ser implementadas nas redes acadêmicas para suportar tanto o atual tráfego legado de dados entre elas como também novas funcionalidades.

Como se terá acesso à interface de programação dos switches com protocolo OpenFlow que compõem as redes experimentais, é possível desenvolver e implantar diversas soluções no servidor que os controla. Entre elas estão inovações voltadas para racionalizar a utilização das redes, tornando-as mais seguras e menos sujeitas a falhas.

Hoje, normalmente as redes utilizam os mesmos roteadores – que são equipamentos sofisticados e caros, que funcionam como servidores – tanto nos pontos por onde passa muito tráfego como naqueles onde o tráfego é muito pequeno.

Por outro lado, o OpenFlow permite usar nos pontos de pouco tráfego switches mais simples, que consomem menos energia e com as mesmas funcionalidades dos outros dispositivos por serem controlados por um mesmo servidor externo.

Além disso, soluções de computação em nuvem – caracterizadas pelo compartilhamento, por meio da rede, de computadores e servidores instalados em um data center –, cujo gerenciamento é muito difícil e complicado com a tecnologia utilizada hoje, poderiam ser gerenciadas por múltiplos usuários, de maneira bem mais simples, usando OpenFlow.

“O OpenFlow abre a possibilidade de se programar uma rede, em vez de apenas configurá-la, que é o que só se consegue fazer hoje. Em função disso, deverá surgir uma série de empresas que desenvolvem software para redes, a exemplo do que já está ocorrendo nos Estados Unidos”, estimou Marcondes, que participa do projeto Fibre.

Mais oportunidades para os pesquisadores brasileiros
Na avaliação de Marcondes e outros especialistas, a comunidade científica brasileira tem muito mais condições de participar ativamente e desempenhar um papel mais relevante nessa mudança de paradigma da tecnologia da internet para redes baseadas em software do que quando entrou em cena a web, a versão “moderna” da internet.

Quando a internet começou a se popularizar no Brasil, na década de 1990, sua tecnologia era baseada no desenvolvimento de equipamentos que permitem fazer chaveamento de pacotes de dados, como os switches e roteadores – que exigem grandes investimentos e o envolvimento de muitas pessoas. O desenvolvimento de software demanda menos recursos e menor número de profissionais.

“É muito mais fácil interferir em uma indústria de software que depende, basicamente, de boas ideias trazidas por bons pesquisadores do que na indústria de hardware”, comparou Lopez.

“Temos uma oportunidade de ouro com as redes definidas por software. Ao contrário de 1990, quando não havia pesquisa em hardware nas universidades brasileiras e indústrias preparadas para desenvolver esses equipamentos, hoje temos boa pesquisa na área de software e boa ciência e engenharia de computação”, avaliou.

Para estimular os pesquisadores da área a aproveitar as oportunidades e se preparar para as mudanças que deverão ser apresentadas pela Internet do futuro, a ANSP começou a realizar nos últimos dois anos uma série de ações.

No início de 2012, a ANSP começou a realizar encontros semestrais com os profissionais da área de TI de suas universidades e instituições de pesquisa filiadas.

No último encontro, realizado no fim de outubro e início de novembro no Instituto de Física Teórica da Unesp, em São Paulo, a ANSP realizou um curso de introdução ao OpenFlow, ministrado por Marcondes, e um workshop sobre políticas de roteamento.

“Se existe a perspectiva de que a internet deve caminhar na direção de redes definidas por software – e estamos convencidos de que irá –, é necessário que as universidades e instituições de pesquisa estejam prontas para fazer essa transição a partir de agora”, disse Lopez.
Fonte: Portal Agência Fapesp
5 melhores sites para aprender idiomas online
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  Se você está sem dinheiro para um curso tradicional de idiomas ou deseja aproveitar as comodidades dos cursos online gratuitos, confira a seleção com os cinco melhores sites.

Aproveite as oportunidades oferecidas pelos sites listados a seguir e seja fluente em mais uma língua com cursos online gratuito.

Aprender um novo idioma é uma realização muito positiva, tanto para sua carreira, quanto para a vida pessoal. A falta de tempo ou dinheiro não é desculpa para deixar de cumprir esse objetivo. Aproveite as oportunidades oferecidas pelos sites listados a seguir e seja fluente em mais uma língua com cursos online e de graça.Confira a seguir os cinco melhore sites para aprender idiomas online:

5 melhores sites para aprender idiomas online: 1. Livemocha
A plataforma Livemocha reúne mais de 30 opções de idiomas. Você pode aprender Alemão, Mandarim, Coreano, Persa, Inglês e muito mais.

5 melhores sites para aprender idiomas online: 2. Babbel
Com mais de um milhão de usuários e diversos prêmios por seu método de ensino, o site Babbel oferece gratuitamente cursos em Inglês, Alemão, Espanhol, Italiano, Francês, Sueco, Turco, Holandês, Polonês e Indonésio.

5 melhores sites para aprender idiomas online: 3. SharedTalk
Mais do que aprender um idioma, no SharedTalk você pode fazer um intercâmbio online com pessoas de vários países diferentes.

5 melhores sites para aprender idiomas online: 4. Wikilivros
Russo, Polonês, Inglês e muitos outros idiomas estão disponíveis no Wikilivros. Basta buscar a língua que você deseja aprender na barra de busca e aproveitar.

5 melhores sites para aprender idiomas online: 5. Busuu
O Bussu oferece aplicativos para celular, comunidades, guias gramaticais, exercícios e muito mais em vários idiomas diferentes.
Fonte: Portal Universia

sábado, 10 de novembro de 2012


5 dicas para quem pensa em fazer um curso a distância

  Agora não é mais necessário sair de casa para ter um diploma. Diversas universidades oferecem cursos online – tanto de graduação como pós-graduação – e abrem, assim, oportunidade para alunos que, por diversos motivos, não podem comparecer fisicamente à sala de aula.

Para alguns, essa possibilidade pode parecer ideal – não há preocupações quanto a chegar atrasado às aulas, temor em ser chamado para falar em público ou o incômodo de sentar em uma cadeira pouco confortável por horas a fio.
Porém, tais pensamentos não passam de mera fantasia! Antes de entrar de cabeça em um curso online, é importante conhecer como funciona esse universo para, então, tomar a decisão de seguir ou não em frente.

Foi pensando em ajudar aqueles que estão na dúvida que o site americano Edudemic ouviu pessoas que completaram seus cursos a distância com êxito. Os estudantes deram 5 dicas que consideram fundamentais para aqueles que desejam obter bom desempenho em cursos online. Confira abaixo e veja se você tem perfil para ser um “aluno online”.

1. A tecnologia não pode ser um problema
Pode parecer óbvio, mas para participar de um curso a distância é fundamental que se tenha acesso à tecnologia exigida. Acesso a computadores com boa conexão à internet pode ser uma demanda diária. Muitos cursos exigem de seus alunos uma produção volumosa, assim, computadores lentos podem atrapalhar o rendimento, causando, até mesmo, atrasos significativos em relação aos prazos estabelecidos pelos professores. Se a tecnologia for um “peso” e causar problemas constantes ela se tornará o foco e prejudicará o desenvolvimento do curso.

2. Saiba que tipo de estudante você é
É importante conhecer-se como estudante, pois dessa forma, torna-se possível incentivar o seu gosto pelo estudo. Conhecer os elementos e recursos que acionam sua curiosidade e vontade de estudar é fator-chave para um bom desempenho, não apenas nos cursos presenciais, mas também – e principalmente – nos cursos a distância. Você pode buscar complementos para o conteúdo que lhe foi passado na plataforma online e assim, ampliar o tema debatido em aula. Dividir suas descobertas e métodos com seus colegas também pode ser interessante. Pense em organizar fóruns de discussão com aqueles que compartilham interesses semelhantes aos seus.

3. Seja disciplinado
Um curso online exige ainda mais disciplina do que cursos presenciais. Você estará sozinho, sem professores ou colegas em volta que, ocasionalmente, possam chamar sua atenção para uma questão importante ou caso você esteja distraído. Você é o único responsável por determinar quais serão as “políticas” de aula e estudo. A primeira dica é estabelecer uma hora específica para a aula. A segunda dica é: não se distraia durante a aula. Não levante pra resolver problemas, atender ao telefone ou a campainha. Deixe claro para todos que, de tal a tal hora, você está ocupado.

4. Você deve ser capaz de trabalhar bem sozinho
Se você tem dificuldades para trabalhar sozinho, talvez um curso a distância não seja a melhor opção. Não haverá pessoas em volta para te motivar, a motivação partirá inteiramente de você e sua pró-atividade. Alguns cursos online, porém, propõem atividades em grupo (grupos online), mas não é sempre que ocorre.

5. Saiba administrar “pausas”, elas também são necessárias.
Saiba administrar o tempo. Estudar em casa pode ser perigoso pois a falta de horários pré estabelecidos pode levar ou a uma produtividade escassa ou a um tempo de trabalho sem limites, que se estende muito além do recomendado. Como já foi dito, estabeleça um horário para a aula e cumpra esse horário, sem esquecer das demais atividades, que são fundamentais e podem te ajudar a aproveitar ainda melhor o curso. Pausas são necessárias!
Fonte: Portal Educomunicação

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Na era virtual, o estudo em redes sociais 
  Sites de relacionamentos para universitários estimulam o compartilhamento de materiais acadêmicos.

RIO - Se depender de iniciativas como a dos estudantes Rodrigo Salvador e André Simões, da PUC-Rio, gastar várias horas do dia nas redes sociais poderá ser sinônimo de muito aprendizado para os universitários. Os dois lançaram recentemente o Passei Direto, um site de relacionamento gratuito, com fins educativos, voltado para jovens do ensino superior. Em ação semelhante, o site Ebah, criado por formandos da USP em 2006, já reúne mais de dois milhões de alunos trocando materiais de estudo.

Essas redes sociais acadêmicas têm como diferencial ferramentas que permitem o compartilhamento de arquivos, como textos da bibliografia pedida pelos professores, listas de exercícios ou avaliações. Depois de selecionar no site a graduação e as disciplinas cursadas, os alunos encontram outros colegas na mesma situação e, além de ganhar acesso ao material compartilhado, podem trocar mensagens tirando dúvidas e debatendo assuntos de determinada matéria. Apesar de às vezes até contarem com a participação de professores, as plataformas são totalmente gerenciadas pelos alunos e independentes das instituições de ensino.

Por enquanto, o Passei Direto é restrito a alunos da PUC-Rio, da PUC-Minas, da Unigranrio, da FGV-SP, da UFRJ e da Uerj, mas, nos próximos meses, será aberto a outras universidades. Em cerca de dois meses, a rede, que pode funcionar integrada ao Facebook, já atingiu cem mil cadastros.

— Nossa ideia era criar um espaço na internet para centralizar o conhecimento. Muitos estudantes já vinham criando grupos de estudo no Facebook. Mas essa rede não tem as ferramentas necessárias para uma interação acadêmica — explica Rodrigo Salvador, sócio-fundador do Passei Direto.

Estudante do 4º período de Relações Internacionais na PUC, Pedro Bertachini é um dos mais ativos na rede social e foi o primeiro a receber o status de “Rei da PUC” — título concedido aos alunos que mais colaboram com arquivos. Como prêmio, ganhou um livro didático no início do período. Segundo os fundadores, esse tipo de recompensa vai se estender também a outras universidades, como forma de estimular o compartilhamento de conteúdo.

— Comprei totalmente a ideia. Eu já espalhava arquivos para a minha turma pelo Drop Box, que era a plataforma que usávamos institucionalmente; então, foi fácil passar o material para a rede. Compartilhei cerca de 180 arquivos. Mas o grande diferencial do Passei Direto é que podemos ter acesso a conteúdo de outras graduações. Relações Internacionais, por exemplo, tem disciplinas de Direito, Sociologia, História. É muito útil — afirma Bertachini.

As redes sociais para universitários remontam às origens do Facebook. Criado por Mark Zuckerberg em 2004, o site era destinado inicialmente apenas a alunos de Harvard. A ideia do programador, no princípio, era criar um site que conectasse toda a universidade.

Em 2006, em São Paulo, Renato Freitas e Ariel Lambrecht, então estudantes da Escola Politécnica da USP, lançaram o site Ebah, uma rede social para o compartilhamento de arquivos. Cursando o último período da faculdade de Engenharia, eles estavam incomodados por ter que procurar listas de exercícios e outros materiais de estudo em lojas de xerox.

— Imaginávamos que se existisse todo aquele conteúdo disponível on-line seria mais econômico e organizado. Até que resolvemos nos juntar para tocar esse projeto — lembra Freitas.

O Ebah está disponível em praticamente todas as universidades reconhecidas pelo Ministério da Educação. São Paulo é o estado com maior participação no site, tendo 21% dos dois milhões de usuários. Minas Gerais e Rio vêm empatados em segundo lugar, com 10% dos cadastrados, cada um.

Já com um caráter institucional, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também tem sua própria rede social, a Conexão UFF. Por ser administrada pela universidade, os professores centralizam o conhecimento. Para um aluno compartilhar determinado conteúdo, o arquivo deve ser aprovado pelo titular da disciplina.

O compartilhamento de textos e trabalhos acadêmicos, no entanto, esbarra nos limites da propriedade intelectual. Para o advogado José Carlos Vaz e Dias, professor de Direito da Propriedade Intelectual da Uerj, a reprodução reiterada de materiais pode ser classificada como violação ao direito autoral, mesmo que virtualmente:

— A reprodução de pequenos trechos de um livro pode ser permitida, em um primeiro momento, mas será violadora se for continuamente compartilhada para dar acesso a um número crescente de pessoas, mesmo que pela internet.

O advogado alerta também que quem usar o material compartilhado pelos colegas como de sua autoria cometerá crime de violação do direito moral do autor. Como sugestão aos desenvolvedores, para evitar problemas, o professor recomenda a realização de campanhas dentro das redes sociais para incentivar o respeito aos direitos autoriais, além de políticas punitivas, como a advertência ou expulsão de usuários que infrigirem a propriedade intelectual.
Fonte: O Globo

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tecnologia para o ensino: cinco tendências que estão mudando o ensino superior

  Dez séculos de ensino e aprendizagem universitários formais não mudam de uma hora para outra, ou pelo menos sem uma revolução. Mas já estamos vendo algumas tendências tecnológicas apoiadas pelo envolvimento pessoal dos próprios estudantes e é aí que reside o segredo da mudança!

Aqui estão cinco principais tendências emergentes em todo o mundo, na área de Educação Superior.

1. Mobilidade

À medida que avançamos, o ensino superior vai se tornando cada vez mais móvel, e os alunos acabam carregando sua universidade “no bolso”.

Dispositivos de computação móvel (como smartphones e tablets) estão mais acessíveis e são muito mais fáceis de usar do que os desktops. Em breve as baterias terão muito maior tempo útil, durando dias e sem perda de sua eficiência.

Dispositivos móveis fornecem funcionalidade mais do que suficiente para servir como um dispositivo de computação básico para a aprendizagem e são comprados por bilhões de pessoas em todo o mundo.

Tablets, em particular, são muito populares. Um relatório recente apresentado no jornal The Chronicle mostra que nos últimos 12 meses, o número de estudantes universitários americanos que possuem um tablete, mais que triplicou.

Nos últimos quatro anos, as pequenas extensões de software(os aplicativos) de baixo custo para esses dispositivos (APPs), têm sido foco de desenvolvimento em termos de qualidade, diversidade e volume.

Os aplicativos estão disponíveis para ampla variedade de usos como, por exemplo, o acesso aos conteúdos arquivados em bibliotecas universitárias e materiais de curso.

Em breve teremos novos aplicativos voltados à Educação com inovadoras finalidades e muitos educadores incorporando esses aplicativos em suas práticas pedagógicas cotidianas.

Mesmo algo tão simples como conseguir ler os conteúdos de um curso, mesmo estando em movimento (através de um smartphone ou tablet) tem se mostrado extremamente benéfico.


2. Conectividade

Utilizar a “nuvem de computação como arquivo é unificar tranquilamente conteúdos e atividades disponibilizando-os em muitos dispositivos que as pessoas usam na vida cotidiana. Se precisar conectar de casa, no trabalho, da escola, na estrada ou em qualquer situação social, as pessoas buscam e dependem, cada vez mais, do acesso em “nuvem” para obterem suas informações e dados sobre sua comunidade.

A conectividade também se tornou muito mais “transparente”. O smartphone no bolso indica sua localização e, portanto, onde estamos. Estes dispositivos gravam nossas coordenadas de localização, bem como tiram fotos, possibilitam a conversa entre amigos e até mensagens de atualização para redes sociais.

O sistema de arquivamento em “nuvem” incorpora uma parte importante de nossa vida que são todos os dispositivos de computação que utilizamos. Gradativamente, muitos dos aplicativos educacionais também vão contar com o sistema de “nuvem”.

O processo ensino-aprendizagem cada vez mais contará com o potencial de “locais de aprendizagem” – neste sentido, o próprio mundo vai se tornar o campus da universidade.

Cada vez mais vamos poder ver os serviços e as práticas que realizamos “in loco” e ao mesmo tempo sendo utilizados como uma ferramenta-chave do processo de aprendizagem do ensino superior. Vamos ver o estudante de administração aplicando um de estudo de caso, o assistente social no meio da comunidade, a enfermeira no hospital, o arqueólogo em campo, e todos imediatamente conectados com os recursos da universidade e com uma comunidade acadêmica de mesmo nível.


3. Abertura

Nos últimos anos temos visto uma explosão de recursos educativos on-line, gratuitos, que começaram no mercado cerca de dez anos atrás com a iniciativa de open courseware do MIT.

Informação está em toda parte; o desafio é fazer uso eficaz dela na busca do aprendizado e do conhecimento.

Acadêmicos estão começando a explorar novos modelos para abrir mais o leque de recursos, porém protegendo o valor acadêmico e reconhecendo a autoria.

Uma das possibilidades é a tomada pela Creative Commons, simples e que garante a licença com “alguns direitos reservados” – que é a Conversação, entre outros.

Em essência, o conteúdo fornecido sob essa licença permite que qualquer pessoa use o material como quiser desde que siga as diretrizes criadas pelo provedor de conteúdo.

Estudantes universitários são em geral muito produtivos. Eles criam o tempo todo e “muito além de suas tarefas”, muitas vezes não percebendo que, com isso, eles estão aprendendo.

Na verdade, eles estão simplesmente desfrutando o relacionamento, e se divertindo. Eles sabem com facilidade como fazer uploads de fotografias, de áudio e de vídeo direto para a “nuvem”.

A produção, avaliação e a interação com estes meios de comunicação tornou-se tão importante quanto as tarefas mais básicas como pesquisar, ler, assistir e ouvir.

As universidades estão começando a entender como elas podem adicionar valor real ao processo de aprendizagem, usando mídias sociais para conseguir um diálogo rico, envolvente e bidirecional entre seus alunos e funcionários.

Nos próximos anos teremos a colaboração e a contribuição tornando-se cada vez mais franqueada e totalmente engajada como um processo de aprendizagem totalmente válido.

4. A inteligência coletiva

Crowdsourcing (recursos de multidão) é uma atividade de trocas entre comunidades, geralmente temporárias, para contribuir com intercambio de ideias, links ou materiais que de outra forma permaneceriam desconhecidos.

Crowdsourcing muitas vezes é a solução para muitas questões que não podem ser superadas por outros meios. Atualmente, nas universidades, este é o recurso experimental que está sendo usado para os cursos on-line gratuitos, ou MOOCs.

Nos próximos anos veremos muitas universidades utilizando, cada vez mais, plataformas de redes sociais para compartilhar informações de interesse comum.

O grande desafio é tornar ideias de “inteligência coletiva” como conhecimento válido e aceito nas universidades como uma das formas tradicionais de ensino.

Mas cada vez mais a comunidade acadêmica está percebendo o valor de explorar ideias de crowdsourcing para o futuro. Os alunos já fazem.

5. Os mundos virtuais

Embora tenha causado furor, os avatares em mundos virtuais morreram. Houve um tempo, poucos anos atrás, quando as empresas pensaram que os mundos virtuais seriam bons lugares para promover e vender seus produtos, como carros ou casas. Na prática, essa tendência não deu certo e acabou. Mas muitas instituições de ensino hoje, ainda estão desenvolvendo avatares para novas formas de aprendizagem.

Plataformas de mundos virtuais que fornecem avatares com espaço para interagir já estão disponíveis – incluindo o bem conhecido Second Life, hoje bem mais desenvolvido.

A maioria das instituições de ensino superior estão realizando projetos em espaços virtuais. No Second Life, existem milhares de experimentos educacionais disponíveis, ativos e em andamento.

Os projetos iniciais foram fortemente baseados em cópia do mundo real, especialmente reproduzindo campi físicos, mas as práticas têm gradualmente dado lugar a empreendimentos mais experimentais.

Eles aproveitam oportunidades únicas oferecidas por mundos virtuais e outros ambientes de imersão digital.

Por exemplo, o Midia Jardim Zoológico, em Leicester, no Reino Unido, criou mundos antigos para estudantes de Arqueologia o visitarem. Iniciativa similar permite que estudantes de Psicologia pratiquem os exercícios de retirada de uma plataforma de petróleo no caso de um incêndio e, ainda oferece laboratórios virtuais de genética como opção para aliviar o custo da construção de caros laboratórios físicos.

À medida que o tempo passa vamos ver universidades usando, cada vez, mais espaços virtuais com avatares de alunos e professores colaborando para um ensino inovador, para o processo de aprendizagem e projetos de pesquisa.

O mundo virtual vai continuar nos permitindo fazer o que não pode ser feito no mundo real, fornecendo plataformas para melhor atender a necessidade do processo ensino-aprendizagem.

- Professor Gilly Salmon era um membro do painel para NMC Technology Outlook Australian Ensino Superior 2012-2017, que foi lançado em 10 de maio de 2012.
Fonte: Portal ABMES Educa
Projeto abre 10 mil vagas em cursos on-line gratuitos de TI

  Uma parceria entre a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) e o governo federal vai oferecer 10 mil vagas em cursos gratuitos à distância na área da tecnologia da informação. O projeto vai abrir 10 mil vagas todos os anos. Além de apoio do MEC, o projeto conta com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O projeto Brasil Mais TI abre as inscrições para cursos nas linguagens de programação Cobol, Java e .net. Para concorrer, é preciso ter mais de 16 anos e passar por uma seleção de perfil profissional e de conhecimentos em tecnologia.

O site também vai lançar um portal de vagas gratuito, onde empresas de TI e candidatos com formação na área podem divulgar vagas e currículos. O lançamento do site, onde é possível se inscrever para os cursos, está previsto para hoje.
Fonte: Uol - Educação

sábado, 30 de junho de 2012

Ferramentas do Google para a educação

O Google possui diversas ferramentas úteis tanto para estudantes, quanto para professores. Veja oito dicas que podem ajudar você a utilizá-lo.
Aplicações como o Google Earth, Google Acadêmico, Notícias e iGoogle podem ajudar você a ensinar e a aprender.

O Google vai muito além da simples busca na internet. Ele disponibiliza diversas ferramentas que podem ser úteis tanto para estudantes, quanto para professores e profissionais da educação. Aplicações como o Google Earth, Google Acadêmico, Notícias e iGoogle podem ajudar você a ensinar e a aprender. Para aproveitar ainda mais essas ferramentas, confira as dicas a seguir.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Acadêmico
Você pode usar o Google Acadêmico para pesquisas e estudos mais aprofundados em diversas áreas como biologia, literatura, comunicação, psicologia, etc. Use essa fonte como consulta para trabalhos e outras tarefas.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Sky
Uma verdadeira aula de meteorologia e astronomia por ser feita a partir da ferramenta Google Sky, do Google Earth.

8 ferramentas do Google para a educação: iGoogle
O iGoogle permite que você e seus alunos mantenham todas as informações mais importantes ao alcance de um clique. Caixa de entrada dos e-mails, temperatura, notícias, agenda, entre outras ferramentas ficam disponíveis em uma única página pessoal.

8 ferramentas do Google para a educação: Notícias
O Google Notícias possibilita que você encontre diferentes fontes de notícias de vários lugares diferentes do planeta em uma única página.

8 ferramentas do Google para a educação: Busca personalizada
Com a ferramenta de busca personalizada você pode criar um motor de buscar especialmente feito para suas necessidades.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Earth
As possibilidades nessa aplicação são inúmeras. Com o Google Earth você pode estudar os oceanos e outros locais em 3D, por exemplo.

8 ferramentas do Google para a educação: Grupo de estudos
Em um grupo de estudos do Google você pode colaborar e interagir com seus colegas de classe.

8 ferramentas do Google para a educação: Google Code University
Com o Google Code University você pode aprender mais sobre ciências da computação por meio de conteúdos em licença Creative Commons.
Fonte: Portal Universia

sábado, 12 de maio de 2012

  Opções para estudar na web nas melhores universidades

  Conheça cursos gratuitos oferecidos pelas principais universidades na internet.

São Paulo – Que tal assistir a aulas do MIT e de Harvard sem sair do Brasil e, melhor, sem pagar um centavo por isso? Pois as duas universidades americanas anunciaram, na semana passada, que irão oferecer aulas gratuitas através de plataforma online EdX, que deve ser lançada ainda este ano.

A iniciativa, contudo, não é única. Diversas universidades ao redor do mundo já estrearam seus conhecimentos na web. . Em 2001, por exemplo, a Universidade de Columbia, junto com a Universidade de Chicago e a Universidade de Michigan, lançou uma iniciativa conhecida como Fathom.

A empresa perdeu dinheiro e foi fechada em 2003, mas isso não significa que esse será o destino da nova geração de cursos online. A tecnologia na área avançou muito. Agora, os alunos assistem a vídeos produzidos por especialistas, há uma interface intuitiva, provas, maior interatividade, feedback imediato e interação entre os alunos. As aulas estão mais parecidas com as presenciais – e, em alguns pontos, podem ser até melhores.

- Stanford, Princeton, University of Pennsylvania e University of Michigan

Quatro das universidades de maior prestígio nos Estados Unidos firmaram uma parceria para lançar a empresa Coursera, que oferece cursos gratuitos ministrados por professores voluntários.

Os cursos são como disciplinas das faculdades e, além das vídeo-aulas, os alunos participam de exercícios práticos e são avaliados no seu desempenho – inclusive podendo reprovar na matéria.

Há cerca de 40 disciplinas nas áreas de Biologia e Medicina, Matemática, Economia, Sociedade e Informação, Humanidades e Ciências da Computação. Em geral, eles duram de 4 a 12 semanas.

- Udacity

Em 2011, o professor de Stanford Sebastian Thrun abriu o curso online e gratuito “Introdução à Inteligência Artificial”. As aulas atraíram cerca de 160 mil alunos do mundo inteiro e incentivaram o professor a fundar a Udacity. A empresa oferece atualmente seis cursos na área de tecnologia, todos gratuitos.

No site da Udacity, o aluno pode se inscrever nas aulas que quiser. Se a matéria for recém-lançada, ele consegue seguir as aulas no ritmo do professor. Os cursos têm duração de sete semanas, com vídeos novos lançados a cada sete dias. Na oitava semana, há exames online.

- FGV Online

A Fundação Getúlio Vargas também oferece cursos gratuitos pela internet. As aulas da FGV Online funcionam em módulos de cinco a até 30 horas nas áreas de Finanças Pessoais, Sustentabilidade, Empreendedorismo e Direito, entre outras.

Para fazer os cursos, basta entrar no site e se cadastrar na matéria escolhida usando seu CPF e endereço de e-mail.

Uma vez concluídos os diferentes módulos, o aluno faz uma prova e, se tirar uma nota maior que sete, pode imprimir um atestado de conclusão.

A plataforma brasileira ainda peca pela falta de interatividade e recursos que podem ser encontrados nos sites estrangeiros, mas a FGV Online oferece boas opções para quem quer se atualizar ou aprender sobre novos temas.

- Univesp TV

O portal da Univesp TV reúne vídeos de aulas da USP, Unicamp e Unesp que também são transmitidos pela televisão no canal da TV Cultura. Os cursos são, em sua maioria, disciplinas regulares dessas universidades, e as aulas são gravadas conforme elas acontecem – dá até para ver os alunos nas salas e ouvir as perguntas feitas por eles. Há aulas que envolvem linguagem, história, economia e física.

Apesar de as gravações serem profissionais, inclusive com o uso de mais de uma câmera e edição do material final, falta a interatividade que existe em outras opções cursos online. A Univesp TV também não aplica provas aos alunos virtuais e não oferece certificados de conclusão de curso.

- VEduca

O site VEduca oferece mais de 4.700 vídeos das melhores universidades dos Estados Unidos com o diferencial: muitos dos vídeos têm legendas em português, que foram feitas de maneira colaborativa por voluntários. Sem pagar nada, o aluno pode assistir às aulas que foram gravadas nas salas de Harvard, MIT, Yale e diversas outras universidades.

O sistema de busca do site é bastante avançado e é possível procurar por vídeos de assuntos diferentes, ou através de universidades e professores específicos. Há cursos em 21 áreas distintas, inclusive artes, astronomia, jornalismo, engenharia, economia e política, por exemplo. Como as aulas são gravações de cursos já dados, não há uma interatividade ao vivo com o professor ou com outros alunos. Tampouco há certificados e provas.

- Unicamp

A Universidade Estadual de Campinas também participa da iniciativa de oferecer aulas online. A Unicamp, porém, não grava um curso inteiro, mas disponibiliza “aulas magistrais” sobre temas específicos de física, literatura, saúde e biologia, por exemplo. O projeto foi lançado em 2011.

Com duração de cerca de uma hora, não é possível mandar perguntas para os professores. Entretanto, os alunos podem sugerir temas para as próximas aulas e comentar nos vídeos para debater o assunto ou receber respostas da Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp.

- YouTube EDU

Já há algum tempo o site de vídeos do Google oferece mais do que filmes de gatos ou clipes musicais. No canal de educação do YouTube é possível encontrar aulas de universidades como a Universidade de Harvard (Estados Unidos), Cambridge University (Reino Unido) e Università Bocconi (Itália). A busca pode ser feita por área de conhecimento, universidades e canais diferentes.

Além dos cursos, há também vídeos educativos oferecidos por outros canais, que mostram programas sobre história, ciências e humanidades. O aluno pode, por exemplo, assistir a documentários da BBC ou gravações da Nasa. Muitos dos vídeos possuem legenda.
Fonte: Portal Exame

domingo, 15 de abril de 2012

Benefícios da aplicação da tecnologia na educação

Pouco tempo atrás, a discussão que girava em torno da temática tecnologia e educação tratava do uso ou não de ferramentas a favor da aprendizagem.

Contudo, ao resgatarmos um pouco da história e o reflexo que sofremos hoje nas relações sociais e no trabalho, percebemos que esse debate torna-se desnecessário.

A Terceira Revolução Industrial que ocorreu após a II Guerra Mundial provocou significativos impactos nos dias atuais, no modo como a sociedade organiza sua atividade econômica por meio das inovações tecnológicas.

Essas inovações suscitaram o surgimento da sociedade da informação, em que as pessoas geram e armazenam suas informações assim como conseguem disseminá-la e ter acesso de outros a todo o momento.

A sociedade da informação estabeleceu uma forma nova de organização da economia, das relações e do mercado. As novas tecnologias tornaram as respostas e decisões mais rápidas, acompanhando o fluxo das resoluções propostas, aumentando a competitividade no mercado.

Dessa forma, as empresas estão eliminando barreiras físicas e reorganizando os funcionários em redes (conectadas). Assim, independente do local que estão alocados em uma empresa, acessam todas as informações geradas na organização a qualquer momento.

Nesse atual contexto, as novas tecnologias são entendidas por educadores e demais profissionais da área como um importante papel na transformação e difusão do conhecimento, assim como na mudança cultural, pois passaram a exercer uma enorme influência na sociedade sendo ferramentas essenciais e indispensáveis à educação que precisa formar cidadãos para a sociedade da informação.

Nas organizações educacionais são muitas as possibilidades existentes e que podem ser utilizadas como elementos facilitadores da aprendizagem, como: computadores, conexão à internet, software de criação de sites e produção de textos colaborativos, salas de bate-papo, televisão a cabo, satélites, sistema de rádio e jogos eletrônicos, os mesmos que hoje são absorvidos nas relações sociais e profissionais sustentadoras da produção.

Entretanto, mesmo com tantos recursos, o que se percebe ainda são discretos e isolados movimentos de uso das novas tecnologias em contextos escolares e em sua grande maioria concentrado no Ensino Superior devido ao avanço da Educação a Distância.

As ferramentas tecnológicas ainda não foram absorvidas de maneira efetiva, certamente por vários motivos que vão desde a dificuldade de investimento financeiro, a limitação de banda em algumas regiões do país, os conflitos culturais até a falta de formação e capacitação de muitos profissionais da área da educação que desconhecem o modo de absorver essas ferramentas de maneira eficaz no processo de ensino, rompendo com metodologias que durante anos foram utilizadas e atendiam às necessidades da sociedade e profissionais daquele momento.

Seguramente, a educação não continuará por muito tempo nessa tendência, pois sofrerá pressão social, cultural e econômica que sinalizarão uma necessidade emergente de mudança no atendimento das demandas das novas gerações.

- Carina Alves é diretora do Núcleo de Produção de Conteúdo e Inovações Tecnológicas da Anhanguera Educacional

Fonte: Jornal Brasil Econômico

terça-feira, 6 de março de 2012

Redes sociais e aprendizado escolar

Uma pergunta que muitos se fazem é como usar as novas mídias sociais de modo a contribuir para o aprendizado. Redes sociais são associações de pessoas, grupos de interação e convívio característicos de cada ambiente e realidade social. Com a massificação da internet e, em especial, com a explosão do fenômeno Facebook, as redes sociais incorporaram seus elementos sociais e culturais, aliando-se ao contexto de pós-modernidade vivido nos dias atuais. Como bem define Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo, é o mundo líquido.

Diferentemente da sociedade moderna anterior, que chamo de modernidade sólida, que também tratava sempre de desmontar a realidade herdada, a de agora não o faz com uma perspectiva de longa duração, com a intenção de torná-la melhor e novamente sólida. Tudo está agora sendo permanentemente desmontado, mas sem perspectiva de alguma permanência. Tudo é temporário. É por isso que sugeri a metáfora da liquidez para caracterizar o estado da sociedade moderna: como os líquidos, ela se caracteriza pela incapacidade de manter a forma. Nossas instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades autoevidentes. Eles (os jovens) não podem mais contar, como a antiga geração, com a natureza permanente do mundo lá fora, com a durabilidade das instituições que tinham antes toda a probabilidade de sobreviver aos indivíduos, afirmou Bauman em uma entrevista.

Contidas nessa liquidez, as redes sociais espelham o modo como muitos jovens se relacionam atualmente: a banda ou o cantor preferido, o grupo de dança, o time de futebol, os amigos da sala de aula, a turma que vai a festas junta etc. O advento da internet e a massificação das mídias sociais lançam um desafio aos educadores: educar com matrizes sólidas, milenares e científicas alunos imersos em outro mundo. Nós, os educadores, protagonistas da educação, procuramos desenvolver uma estratégia de convertê-las ao projeto pedagógico que preconiza nossa ação docente.

Será que as redes sociais mais ajudam ou atrapalham o aprendizado? Há autores que apontam um dilema vivido nas escolas atualmente, pois somos a única geração na qual os alunos são proficientes em tecnologia e os professores, não. Assim, surge um conflito no sistema educacional: ele é concebido e implementado pelos chamados imigrantes digitais para ensinar nativos digitais, como define o renomado professor estadunidense Marc Prensky.

O desafio para os educadores é promover um amálgama de saberes tradicionais (legado) com novos saberes (futuro) por meio das novas tecnologias, que devem se inserir em um projeto pedagógico, no sentido de a avalanche de informações colaborar para a construção do conhecimento. Isso com os mesmos passos que se estabelecem nas chamadas mídias tradicionais (papel, lápis, giz, lousa etc.).

Sou um entusiasta do uso da tecnologia em sala de aula e percebo o envolvimento e a animação dos alunos. Creio que o uso do Twitter, Facebook, Tumblr e outras redes sociais proporcionam a oportunidade de desafiar os jovens, criando uma nova matriz líquida do aprendizado, mais condizente com suas necessidades e demandas. Mas o ponto-chave, a meu ver, é o de atingi-los nos sentidos, isto é, promover uma cultura de tolerância, solidariedade, respeito mútuo, cidadania, autonomia e protagonismo social.

Assim, podemos unir os conteúdos ministrados no cotidiano escolar com assuntos e temas da contemporaneidade ao compartilhar vídeos, enigmas, curiosidades e as últimas notícias em tempo real e elucidar fenômenos, por exemplo. O objetivo dessa abordagem é colaborar para que os alunos se tornem cidadãos críticos, capazes de julgar, pensar, filtrar informações e construir argumentos fundados na capacidade de decifrar tudo o que os cerca, compreendendo os diversos eventos que impactam nosso mundo atual.

Sem dúvida, as redes sociais ajudam no cotidiano escolar. Com o advento da internet e das redes sociais, nossas aulas deixam de estar restritas ao horário e tempo físico e acabam se tornando espaços atemporais e virtuais de aprendizado, nos quais há uma construção permanente do conhecimento. Há anos, às vésperas de alguma prova, alguns alunos, invariavelmente os desavisados, distraídos ou relapsos, perguntavam: Magrão, o que vai cair na prova? Hoje, esse perfil de aluno continua a frequentar nossas escolas, mas a pergunta mudou para: Magrão, qual é o horário de sua twitcam? Estou cheio de dúvidas e quero estudar contigo, facilita muito! Passou o tempo, mas as pessoas e as redes sociais só mudaram de estado. Vivemos na fluidez, em períodos desafiadores, num tempo de incertezas e novos desafios.

Por: Claudio Paris, licenciado em ciências, biologia e pós-graduado em educação pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Portal Revista Fator

Como usar seu tablet para trabalhar?

Tablets podem ser viciantes, principalmente nos momentos de lazer. Quem é dono de um desses equipamentos - seja um iPad ou algum modelo com o sistema Android - sabe bem disso. Navegar na internet, ver fotos, ler revistas, disputar joguinhos, ouvir música, assistir a filmes... A lista é interminável e inclui itens que podem salvar sua sanidade mental, como distrair o filho que não para de chorar com um episódio da "Galinha Pintadinha". Acredite, os videozinhos são hipnotizantes...

Mas e na hora de trabalhar, dá para o usar o tablet? Dá - e bem. É verdade que a maioria das companhias ainda reluta em comprar esses equipamentos para seus funcionários. Com exceção das áreas de vendas, onde os tablets ganham adesão cada vez maior, os notebooks ainda reinam no escritório.

Mas dois fenômenos estão levando o tablet para o ambiente de trabalho. O primeiro atende por uma palavra esquisita - consumerização. Pode esquecer o palavrão, mas guarde o conceito. Trata-se do hábito crescente das pessoas de usar seus equipamentos pessoais, como tablets e smartphones, na hora de trabalhar. Assim como muita gente hoje trabalha em casa, as barreiras entre o que é de uso pessoal e o que é da "firma" também estão caindo.

O segundo ponto é a computação em nuvem. Os dados, que antes ficavam armazenados no seu PC ou notebook, estão migrando para centros de dados remotos, de onde são acessados via internet. Isso é ótimo para guardar as fotos da família ou sua coleção de música digital - dá para ver o que quiser de qualquer computador ou smartphone -, mas por que não aplicar o modelo na hora do batente? Por exemplo, dá para redigir um relatório e deixá-lo na "nuvem", com acesso restrito à sua equipe de trabalho. Todo mundo pode ver, dar sugestões e fazer alterações, sem ter de trocar e-mail, guardar cópia em pen drive etc.

As companhias de aplicativos - os softwares usados nos tablets - perceberam isso e estão investindo em programas para fins profissionais. Até os softwares do popular pacote Office, da Microsoft - Word, Excel, PowerPoint e Internet Explorer - já chegaram ao iPad, da rival Apple. Não, a Microsoft não criou uma versão para iPad. Isso significaria abrir mão de 30% do valor de venda, que é o "pedágio" cobrado pela inventora do iPhone para vender os programas em sua loja virtual.

O que aconteceu foi o lançamento, nos Estados Unidos, de um serviço chamado OnLive Desktop Plus, que usa a computação em nuvem para levar ao tablet o sistema Windows 7, junto com o Office. O pacote, oferecido pela empresa OnLive, custa US$ 5 por mês e inclui um serviço de conexão ultrarrápida à internet. E há uma versão gratuita, com menos recursos.

Antes que você fique muito animado, é bom informar que o serviço, não está disponível no Brasil.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Escola não pode ficar à margem da evolução da tecnologia

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira, 9, que a velocidade tecnológica é muito maior do que a capacidade que a escola tem de processá-la. Apesar disso, segundo ele, a escola não pode ficar à margem da evolução tecnológica.

Na semana passada, o ministro anunciou que o Ministério da Educação vai investir, este ano, cerca de R$ 150 milhões na compra de 600 mil tablets para uso dos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. A tecnologia, afirmou, vai ser tão mais eficiente quanto maiores forem os cuidados pedagógicos e quanto maior for o envolvimento dos professores no processo.

Estamos definindo que, na educação, a inclusão digital começa pelo professor, disse Mercadante. Para isso, o MEC já formou mais de 300 mil professores em tecnologias da comunicação e informação, em cursos de 360 horas. Além disso, o serviço de internet banda larga foi instalado em 52 mil escolas públicas urbanas.

Com a entrega de novas tecnologias da informação, professores e escolas públicas terão acesso, por meio dos tablets, a conteúdos educacionais colocados à disposição no Portal do Professor. São aproximadamente 15 mil aulas, criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Além disso, o ministério oferece o Banco de Objetos Educacionais e o Domínio Público, que entre outras obras dispõe da coleção Educadores. Na Fundação Lemann, são traduzidas aulas de matemática, física, biologia e química elaboradas pelo professor indiano Salman Khan, responsável por desenvolver material pedagógico com abordagens inovadoras.

Para o ministro, o mundo evolui em direção a uma sociedade do conhecimento, e a escola tem de acompanhar esse processo. É muito importante que a gente construa uma estratégia sólida para que a escola possa formar e preparar essa nova geração para o uso de tecnologias da informação, disse.

Interativo O MEC também ampliará a distribuição do computador interativo, equipamento que reúne projetor, microfone, DVD, lousa e acesso à internet. Unidades desse computador já foram distribuídas nas escolas de ensino médio. No segundo semestre, chegarão os tablets, em modelos de sete ou dez polegadas, coloridos, com bateria para até seis horas, peso abaixo de 700 gramas, tela multitoque, câmera e microfone para trabalho multimídia, saída de vídeo e conteúdo pré-instalado, entre outras características.

Aos computadores serão integradas as lousas eletrônicas, compostas de caneta e receptor. Acopladas ao computador interativo, elas permitirão ao professor trabalhar o conteúdo disponível em uma parede ou quadro rígido, sem a necessidade de manuseio do teclado ou do computador.

Projeto-piloto A entrega dos equipamentos digitais a professores e escolas integra o projeto Educação Digital Política para Computadores Interativos e Tablets. Ele surgiu para oferecer instrumentos e formação aos professores e gestores das escolas públicas relativos ao uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de ensino e aprendizagem.

Entre 2008 e 2011, o MEC criou o projeto-piloto Um Computador por Aluno (UCA), com a aquisição de computadores portáteis para estudantes da rede pública. Essa compra fez parte do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo Integrado), integrante da política nacional de tecnologia educacional do MEC, destinado a promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio, com a oferta de infraestrutura, capacitação e conteúdos educacionais.

Em 2008, em fase experimental, o projeto foi implementado em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas. Em uma segunda fase, foram adquiridos 150 mil computadores para estudantes de 380 escolas da rede pública. A infraestrutura de acesso à internet sem fio foi instalada à medida que os computadores eram entregues. Posteriormente, professores receberam capacitação para uso do equipamento e da tecnologia no processo pedagógico escolar. Os municípios e estados ficaram responsáveis por dar continuidade ao projeto.

Em 2010, numa terceira etapa, o projetopiloto evoluiu para o Programa Um Computador por Aluno (Prouca), com apoio do Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe). A partir de então, estados e municípios puderam adquirir os equipamentos portáteis de empresa selecionada por edital. Ao todo, foram comprados 375 mil computadores por 372 municípios. A avaliação de equipes de pesquisadores de 27 instituições de ensino superior norteará a continuidade do programa.

Assessoria de Comunicação Social

Fonte: Portal Mec - Notícias

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Matrículas de licenciatura a distância estão consolidadas

As matrículas em cursos de licenciatura a distância cresceram e se consolidaram na década 2000-2010, segundo mostram os dados do censo da educação superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No período, passaram de 1.682 (em 2000) para 426,2 mil em 2010.

De acordo com o censo, a ampliação ocorre tanto na quantidade de matrículas como na abrangência geográfica. Se em 2000, apenas quatro estados ofereciam cursos de licenciatura a distância Mato Grosso com 813 matrículas, seguido de Alagoas (300), Ceará (299) e Santa Catarina (270), em 2010, as 27 unidades da Federação registraram mais de 420 mil matrículas.

O mapa do censo também mostra que a evolução do ingresso de estudantes em licenciaturas a distância se deu de forma diversa entre as cinco regiões e entre os estados. Na região Norte, por exemplo, o Pará é o primeiro estado a fazer matrículas e isso só ocorre em 2004, enquanto Tocantins ingressa em 2005. Na região, o Acre só faz matrículas em 2009.

Embora o Norte tenha entrado mais tarde com oferta de matrículas nas licenciaturas a distância, a região fechou 2010 com 38,5 mil universitários em cursos distribuídos entre os sete estados.

O Sudeste, que hoje ocupa o primeiro lugar entre as regiões na oferta de matrículas nessa modalidade com 167,1 mil , começou a década sem oferta. São Paulo, por exemplo, abriu matrículas apenas em 2005 e em 2010 passou a ocupar a primeira posição entre as 27 unidades da Federação, com 74,6 mil universitários cursando licenciaturas a distância.

Assessoria de Comunicação Social

Confira as matrículas em licenciatura a distância
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=9389&Itemid=

Fonte: Portal MEC - Notícias

sábado, 5 de novembro de 2011

Mídias sociais facilitam interação com alunos

Mídias sociais facilitam interação com alunos e podem ser instrumento pedagógico, defendem especialistas

Agência Brasil

Escolas precisam experimentar o uso das mídias sociais para aproximar o conteúdo pedagógico da realidade dos alunos, apontaram especialistas em educação que participaram hoje (3) de seminário sobre o tema, no Rio. Segundo eles, o ideal é testar várias tecnologias e ver qual se adapta às regras da escola e os recursos disponíveis aos alunos, aos professores e aos pais.

Ao apresentar casos bem sucedidos e problemas gerados pelo mau uso de redes sociais, o autor do livro Socialnomics: Como as Mídias Sociais Transformam o Jeito que Vivemos e Fazemos Negócios (na tradução livre), o norte-americano Erik Qualmn, disse que é preciso ousar na educação e não restringir as aulas ao método tradicional que se resume a palestras, sem interatividade.

"Precisamos prestar atenção nos alunos, ver com qual ferramenta ou equipamento eles estão mais familiarizados e dar o primeiro passo", disse Qualmn no seminário Conecta, organizado pelo Sesi/Senai. Ele sugeriu, por exemplo, que escolas passem deveres de casa que possam ser apresentados pelo Youtube e substituam livros pelos ipads aparelhos que reúnem computador, video game, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital.

"Em muitos lugares, existe o debate sobre o uso, pelas crianças, de telefones celulares", disse sobre a disseminação dos smartphones celulares conectados à internet. "As escolas precisam checar ao que é melhor para si. Na [Universidade de] Harvard, o ipad é permitido em algumas aulas. Outras aulas são dadas da mesma forma há cem anos", acrescentou Qualmn, que também é professor de MBS da Hult International Bussiness, nos Estados Unidos .

Em uma escola pública do município de Hortolândia (SP), Edson Nascimento, professor de educação física, deu o primeiro passo na adoção de novas tecnologias como instrumento pedagógico. Ele criou um blog para divulgar o conteúdo das aulas e conquistou alunos até de outras escolas. Nascimento diz que o principal desafio para difundir a tecnologia na escola é convencer os demais professores a aceitá-la como um recurso educativo.

"Isso não é uma coisa tranquila, não temos adesão de 100% dos professores. Pessoas entendem que se migrarem para a tecnologia não vão mais saber dar aula. Apegam-se ao giz e à lousa como se isso lhes desse controle da turma. Mas os alunos acabam prestando atenção em outras mil coisas", disse Nascimento, que dá aulas para uma escola de 500 alunos de ensino médio e fundamental.

O professor americano Qualmn acrescentou que o próprio uso da internet pode estimular debates sobre a veracidade de conteúdos disponíveis na rede, além de incentivar a produção de conhecimento de forma colaborativa, como o que está disponível no Wikipedia, uma espécie de enciclopédia online aberta, que aceita contribuições de qualquer usuário.

Pedagoga de uma escola particular do Rio, que criou sua própria rede social, Patrícia Lins e Silva relatou que a ferramenta ofereceu "ganchos" para que a escola discutisse tópicos como o uso de "palavrões" e a superexposição de ídolos de adolescentes na rede.

Fonte: Correio Braziliense - DF

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aula online

Aula online é opção de estudo para quem não frequenta cursinhos

Criada em 2009, a rede social já conta com 22 mil usuários que criam perfis somente para estudar para o Enem.

Falta de tempo, de renda ou até mesmo de opção. Esses são alguns dos motivos que levam parte dos candidatos a estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir do conforto de suas casas. A diferença é que não são apenas as páginas de livros que eles folheiam, mas também páginas virtuais de sites que oferecem aulas preparatórias.

Aline Alves Ferreira, 22 anos, passa o dia ocupada com o trabalho na distribuidora de água da família. Apesar da falta de tempo, não desistiu de tentar uma vaga na faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que pretende conquistar neste ano por meio do Enem. Para estudar para a prova no pouco tempo livre que dispõe, a jovem natural de Caraguatatuba (SP) encontrou na rede social Eu no Enem o maior aliado.

"Gosto bastante, pois posso ler inúmeras vezes a mesma coisa até me sentir confiante, sem me preocupar com o tempo ou com o fato de ter outro aluno querendo atenção. É quase uma aula particular. E ainda faço amizade com quem já passou no vestibular. Gosto das dicas que eles dão sobre como lidar com tempo, leituras, etc.", conta a estudante.

Criada em 2009, a rede social utilizada por Aline já conta com 22 mil usuários. Videoaulas e diversos aplicativos mantêm os participantes integrados nos debates que surgem sobre determinados assuntos. Até mesmo no espaço limitado a 140 caracteres do status pessoal a pergunta que mais aparece é "o que você está estudando?".

Além disso, professores também podem criar perfis na rede para tirar dúvidas dos estudantes. Foi o que fez Carlos Eduardo Deodoro Rodrigues. Professor de física da rede estadual do Rio de Janeiro, ele passa as tardes na frente do computador. Segundo ele, são mais de 1,8 mil usuários inscritos no grupo de estudos de Física. "Como moderador do grupo, costumo publicar questões de vestibular como tópico de discussão. O interessante neste processo é que os alunos costumam tirar dúvidas uns com os outros, tornando o processo de resolução de uma simples questão em uma troca de conhecimento", afirma.

Para Aline, estudar pela internet é melhor do que com o auxílio dos livros. "Às vezes, eu estou assistindo a uma videoaula, por exemplo, e não entendo uma expressão ou conteúdo. Na mesma hora já abro outra janela e busco esclarecimentos sobre o assunto. Acho ótimo, pois nunca me perco na matéria por causa de alguma coisa que não saiba o que é", diz.

Mas apesar de apostar nas redes como ferramenta de estudo, Rodrigues aponta que o estudo somente isso não é o bastante. "Acho que é um grande e poderoso reforço nos estudos, mas lógico que não é uma ferramenta autossuficiente na preparação para o Enem", diz o também editor de conteúdo de Física do site Escol@24horas, que disponibiliza material para pais e alunos desde o ensino infantil até o vestibular.

A pedagoga da organização Projetos Pedagógicos Dinâmicos, Cíntia Borher, também chama a atenção para outro aspecto: as fontes de estudos precisam ser confiáveis. "A maior desvantagem nesse sistema é acreditar que aprendeu e na verdade ter absorvido o conhecimento de forma errada ou parcial", destaca.

Cíntia, contudo, acredita que o aprendizado via internet é extremamente eficaz. "O fato de o próprio aluno buscar o conhecimento já demonstra motivação e desejo de aprender. Isso facilita o processo de absorção do conteúdo", diz. Mas não basta sentar na frente do computador e passar os olhos pelas tarefas: é preciso dedicação. "Tire ao menos uma hora por dia para estudar. Em segundo lugar, pesquise bastante e escolha o site que mais o agrada e transmita segurança. Se possível, convide um ou dois amigos para estudar junto, no mesmo esquema, isso pode ser bastante motivador", conclui a pedagoga.

Fonte: Terra - Educação