Tablets podem ser viciantes, principalmente nos momentos de lazer. Quem é dono de um desses equipamentos - seja um iPad ou algum modelo com o sistema Android - sabe bem disso. Navegar na internet, ver fotos, ler revistas, disputar joguinhos, ouvir música, assistir a filmes... A lista é interminável e inclui itens que podem salvar sua sanidade mental, como distrair o filho que não para de chorar com um episódio da "Galinha Pintadinha". Acredite, os videozinhos são hipnotizantes...
Mas e na hora de trabalhar, dá para o usar o tablet? Dá - e bem. É verdade que a maioria das companhias ainda reluta em comprar esses equipamentos para seus funcionários. Com exceção das áreas de vendas, onde os tablets ganham adesão cada vez maior, os notebooks ainda reinam no escritório.
Mas dois fenômenos estão levando o tablet para o ambiente de trabalho. O primeiro atende por uma palavra esquisita - consumerização. Pode esquecer o palavrão, mas guarde o conceito. Trata-se do hábito crescente das pessoas de usar seus equipamentos pessoais, como tablets e smartphones, na hora de trabalhar. Assim como muita gente hoje trabalha em casa, as barreiras entre o que é de uso pessoal e o que é da "firma" também estão caindo.
O segundo ponto é a computação em nuvem. Os dados, que antes ficavam armazenados no seu PC ou notebook, estão migrando para centros de dados remotos, de onde são acessados via internet. Isso é ótimo para guardar as fotos da família ou sua coleção de música digital - dá para ver o que quiser de qualquer computador ou smartphone -, mas por que não aplicar o modelo na hora do batente? Por exemplo, dá para redigir um relatório e deixá-lo na "nuvem", com acesso restrito à sua equipe de trabalho. Todo mundo pode ver, dar sugestões e fazer alterações, sem ter de trocar e-mail, guardar cópia em pen drive etc.
As companhias de aplicativos - os softwares usados nos tablets - perceberam isso e estão investindo em programas para fins profissionais. Até os softwares do popular pacote Office, da Microsoft - Word, Excel, PowerPoint e Internet Explorer - já chegaram ao iPad, da rival Apple. Não, a Microsoft não criou uma versão para iPad. Isso significaria abrir mão de 30% do valor de venda, que é o "pedágio" cobrado pela inventora do iPhone para vender os programas em sua loja virtual.
O que aconteceu foi o lançamento, nos Estados Unidos, de um serviço chamado OnLive Desktop Plus, que usa a computação em nuvem para levar ao tablet o sistema Windows 7, junto com o Office. O pacote, oferecido pela empresa OnLive, custa US$ 5 por mês e inclui um serviço de conexão ultrarrápida à internet. E há uma versão gratuita, com menos recursos.
Antes que você fique muito animado, é bom informar que o serviço, não está disponível no Brasil.
Fonte: Valor Econômico
terça-feira, 6 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Escola não pode ficar à margem da evolução da tecnologia
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira, 9, que a velocidade tecnológica é muito maior do que a capacidade que a escola tem de processá-la. Apesar disso, segundo ele, a escola não pode ficar à margem da evolução tecnológica.
Na semana passada, o ministro anunciou que o Ministério da Educação vai investir, este ano, cerca de R$ 150 milhões na compra de 600 mil tablets para uso dos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. A tecnologia, afirmou, vai ser tão mais eficiente quanto maiores forem os cuidados pedagógicos e quanto maior for o envolvimento dos professores no processo.
Estamos definindo que, na educação, a inclusão digital começa pelo professor, disse Mercadante. Para isso, o MEC já formou mais de 300 mil professores em tecnologias da comunicação e informação, em cursos de 360 horas. Além disso, o serviço de internet banda larga foi instalado em 52 mil escolas públicas urbanas.
Com a entrega de novas tecnologias da informação, professores e escolas públicas terão acesso, por meio dos tablets, a conteúdos educacionais colocados à disposição no Portal do Professor. São aproximadamente 15 mil aulas, criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Além disso, o ministério oferece o Banco de Objetos Educacionais e o Domínio Público, que entre outras obras dispõe da coleção Educadores. Na Fundação Lemann, são traduzidas aulas de matemática, física, biologia e química elaboradas pelo professor indiano Salman Khan, responsável por desenvolver material pedagógico com abordagens inovadoras.
Para o ministro, o mundo evolui em direção a uma sociedade do conhecimento, e a escola tem de acompanhar esse processo. É muito importante que a gente construa uma estratégia sólida para que a escola possa formar e preparar essa nova geração para o uso de tecnologias da informação, disse.
Interativo O MEC também ampliará a distribuição do computador interativo, equipamento que reúne projetor, microfone, DVD, lousa e acesso à internet. Unidades desse computador já foram distribuídas nas escolas de ensino médio. No segundo semestre, chegarão os tablets, em modelos de sete ou dez polegadas, coloridos, com bateria para até seis horas, peso abaixo de 700 gramas, tela multitoque, câmera e microfone para trabalho multimídia, saída de vídeo e conteúdo pré-instalado, entre outras características.
Aos computadores serão integradas as lousas eletrônicas, compostas de caneta e receptor. Acopladas ao computador interativo, elas permitirão ao professor trabalhar o conteúdo disponível em uma parede ou quadro rígido, sem a necessidade de manuseio do teclado ou do computador.
Projeto-piloto A entrega dos equipamentos digitais a professores e escolas integra o projeto Educação Digital Política para Computadores Interativos e Tablets. Ele surgiu para oferecer instrumentos e formação aos professores e gestores das escolas públicas relativos ao uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de ensino e aprendizagem.
Entre 2008 e 2011, o MEC criou o projeto-piloto Um Computador por Aluno (UCA), com a aquisição de computadores portáteis para estudantes da rede pública. Essa compra fez parte do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo Integrado), integrante da política nacional de tecnologia educacional do MEC, destinado a promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio, com a oferta de infraestrutura, capacitação e conteúdos educacionais.
Em 2008, em fase experimental, o projeto foi implementado em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas. Em uma segunda fase, foram adquiridos 150 mil computadores para estudantes de 380 escolas da rede pública. A infraestrutura de acesso à internet sem fio foi instalada à medida que os computadores eram entregues. Posteriormente, professores receberam capacitação para uso do equipamento e da tecnologia no processo pedagógico escolar. Os municípios e estados ficaram responsáveis por dar continuidade ao projeto.
Em 2010, numa terceira etapa, o projetopiloto evoluiu para o Programa Um Computador por Aluno (Prouca), com apoio do Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe). A partir de então, estados e municípios puderam adquirir os equipamentos portáteis de empresa selecionada por edital. Ao todo, foram comprados 375 mil computadores por 372 municípios. A avaliação de equipes de pesquisadores de 27 instituições de ensino superior norteará a continuidade do programa.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Portal Mec - Notícias
Na semana passada, o ministro anunciou que o Ministério da Educação vai investir, este ano, cerca de R$ 150 milhões na compra de 600 mil tablets para uso dos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. A tecnologia, afirmou, vai ser tão mais eficiente quanto maiores forem os cuidados pedagógicos e quanto maior for o envolvimento dos professores no processo.
Estamos definindo que, na educação, a inclusão digital começa pelo professor, disse Mercadante. Para isso, o MEC já formou mais de 300 mil professores em tecnologias da comunicação e informação, em cursos de 360 horas. Além disso, o serviço de internet banda larga foi instalado em 52 mil escolas públicas urbanas.
Com a entrega de novas tecnologias da informação, professores e escolas públicas terão acesso, por meio dos tablets, a conteúdos educacionais colocados à disposição no Portal do Professor. São aproximadamente 15 mil aulas, criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Além disso, o ministério oferece o Banco de Objetos Educacionais e o Domínio Público, que entre outras obras dispõe da coleção Educadores. Na Fundação Lemann, são traduzidas aulas de matemática, física, biologia e química elaboradas pelo professor indiano Salman Khan, responsável por desenvolver material pedagógico com abordagens inovadoras.
Para o ministro, o mundo evolui em direção a uma sociedade do conhecimento, e a escola tem de acompanhar esse processo. É muito importante que a gente construa uma estratégia sólida para que a escola possa formar e preparar essa nova geração para o uso de tecnologias da informação, disse.
Interativo O MEC também ampliará a distribuição do computador interativo, equipamento que reúne projetor, microfone, DVD, lousa e acesso à internet. Unidades desse computador já foram distribuídas nas escolas de ensino médio. No segundo semestre, chegarão os tablets, em modelos de sete ou dez polegadas, coloridos, com bateria para até seis horas, peso abaixo de 700 gramas, tela multitoque, câmera e microfone para trabalho multimídia, saída de vídeo e conteúdo pré-instalado, entre outras características.
Aos computadores serão integradas as lousas eletrônicas, compostas de caneta e receptor. Acopladas ao computador interativo, elas permitirão ao professor trabalhar o conteúdo disponível em uma parede ou quadro rígido, sem a necessidade de manuseio do teclado ou do computador.
Projeto-piloto A entrega dos equipamentos digitais a professores e escolas integra o projeto Educação Digital Política para Computadores Interativos e Tablets. Ele surgiu para oferecer instrumentos e formação aos professores e gestores das escolas públicas relativos ao uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de ensino e aprendizagem.
Entre 2008 e 2011, o MEC criou o projeto-piloto Um Computador por Aluno (UCA), com a aquisição de computadores portáteis para estudantes da rede pública. Essa compra fez parte do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo Integrado), integrante da política nacional de tecnologia educacional do MEC, destinado a promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio, com a oferta de infraestrutura, capacitação e conteúdos educacionais.
Em 2008, em fase experimental, o projeto foi implementado em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas. Em uma segunda fase, foram adquiridos 150 mil computadores para estudantes de 380 escolas da rede pública. A infraestrutura de acesso à internet sem fio foi instalada à medida que os computadores eram entregues. Posteriormente, professores receberam capacitação para uso do equipamento e da tecnologia no processo pedagógico escolar. Os municípios e estados ficaram responsáveis por dar continuidade ao projeto.
Em 2010, numa terceira etapa, o projetopiloto evoluiu para o Programa Um Computador por Aluno (Prouca), com apoio do Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe). A partir de então, estados e municípios puderam adquirir os equipamentos portáteis de empresa selecionada por edital. Ao todo, foram comprados 375 mil computadores por 372 municípios. A avaliação de equipes de pesquisadores de 27 instituições de ensino superior norteará a continuidade do programa.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Portal Mec - Notícias
sábado, 21 de janeiro de 2012
Educação a distância, uma revolução
A EAD é uma modalidade de educação inclusiva e democrática, que deve ser percebida como uma alternativa de acesso ao conhecimento
Imersos que estamos no projeto de transformar o Brasil por meio da educação, devemos sempre desconfiar de antigas ideias e falsos paradigmas. Num país de dimensões continentais, que amarga um atraso histórico no cenário do ensino, os avanços nessa área devem ser avaliados num espectro muito mais amplo que a educação dita convencional. A Educação a Distância (EAD) é um grande processo de inclusão tardia de trabalhadores no ensino superior. Visto com desconfiança por alguns segmentos retrógrados da sociedade, o ensino a distância, de forma relativa, pode ser até mais eficiente do que o presencial.
Seja por causa de longos deslocamentos, pela necessidade de entrar no mercado de trabalho mesmo sem formação precocemente, pelo custo das faculdades particulares, o ingresso no ensino superior sempre foi um degrau alto demais para parte dos brasileiros. A EAD é uma modalidade de educação inclusiva e democrática, que deve ser percebida como uma alternativa de acesso ao conhecimento, principalmente para uma parcela da população cuja formação profissional era um sonho distante.
O ensino a distância é particularmente eficaz para pessoas mais experientes, que têm necessidade de formação e enxergam nele uma oportunidade de alcançar seu intuito. De forma geral, o perfil do aluno EAD o credencia para um estudo comprometido com os resultados: são trabalhadores de baixa renda, que moram com a família e que têm em média 30 anos. São homens e mulheres que não conseguiram fazer curso superior na idade considerada adequada pelo Ministério da Educação (MEC), que é entre 18 a 24 anos, por isso mesmo são comprometidos com seus cursos, dedicando um grande número de horas semanais para os estudos, aulas e leituras necessárias à sua formação.
Um dos mitos é pensar que um curso de EAD é mais fácil que um curso presencial. Em qualquer modalidade, a atitude do aluno é o fator mais importante no processo ensino-aprendizagem. No EAD, o aluno precisa se esforçar mais para acompanhar o ritmo da aprendizagem e isso implica ler mais, resolver mais exercícios e fazer atividades frequentes. Por isso, como mostram os números, os alunos se saem melhor no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em relação aos alunos do presencial.
As resistências estão focadas no preconceito. Os cursos de EAD são supervisionados pelo MEC e o aluno passa pela mesma avaliação de quem cursa a modalidade presencial. Não há como negar que a tecnologia encurtou as distâncias facilitando o acesso à educação. Uma pessoa já não está mais isolada geograficamente do conhecimento. Na graduação a distância, guardando algumas diferenças entre uma instituição e outra, o aluno tem a opção de assistir às aulas no polo ao vivo, via satélite, por meio de DVD ou pela internet. As aulas são transmitidas a partir de estúdios modernos com os mais inovadores recursos e o aluno recebe o suporte de um tutor vinculado à Anated (Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância), uma entidade que congrega os profissionais que atuam diretamente na EAD.
Atualmente, há no Brasil cerca de 1 milhão de alunos matriculados nos cursos autorizados na modalidade a distância. Esse número chega a 2,5 milhões se forem considerados os cursos livres e corporativos na mesma modalidade. Uma pequena revolução que está levando educação de qualidade a todas as regiões do país onde houver um sinal de tevê ou uma conexão de internet. O mercado que absorve os profissionais oriundos da EAD os reconhece como plenamente habilitados. É preciso que olhemos para o futuro, corrigindo eventuais erros de rota, mas reconhecendo que o ensino a distância representa oportunidade e democratização do ensino num país ainda tão carente de educação.
Benhur Gaio, mestre e doutor em Engenharia da Produção, é pós-doutor em Educação a Distância pela Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha (Uned) e coordenador de graduação e pós-graduação EAD do Grupo Educacional Uninter.
Fonte: Gazeta do Povo online
Imersos que estamos no projeto de transformar o Brasil por meio da educação, devemos sempre desconfiar de antigas ideias e falsos paradigmas. Num país de dimensões continentais, que amarga um atraso histórico no cenário do ensino, os avanços nessa área devem ser avaliados num espectro muito mais amplo que a educação dita convencional. A Educação a Distância (EAD) é um grande processo de inclusão tardia de trabalhadores no ensino superior. Visto com desconfiança por alguns segmentos retrógrados da sociedade, o ensino a distância, de forma relativa, pode ser até mais eficiente do que o presencial.
Seja por causa de longos deslocamentos, pela necessidade de entrar no mercado de trabalho mesmo sem formação precocemente, pelo custo das faculdades particulares, o ingresso no ensino superior sempre foi um degrau alto demais para parte dos brasileiros. A EAD é uma modalidade de educação inclusiva e democrática, que deve ser percebida como uma alternativa de acesso ao conhecimento, principalmente para uma parcela da população cuja formação profissional era um sonho distante.
O ensino a distância é particularmente eficaz para pessoas mais experientes, que têm necessidade de formação e enxergam nele uma oportunidade de alcançar seu intuito. De forma geral, o perfil do aluno EAD o credencia para um estudo comprometido com os resultados: são trabalhadores de baixa renda, que moram com a família e que têm em média 30 anos. São homens e mulheres que não conseguiram fazer curso superior na idade considerada adequada pelo Ministério da Educação (MEC), que é entre 18 a 24 anos, por isso mesmo são comprometidos com seus cursos, dedicando um grande número de horas semanais para os estudos, aulas e leituras necessárias à sua formação.
Um dos mitos é pensar que um curso de EAD é mais fácil que um curso presencial. Em qualquer modalidade, a atitude do aluno é o fator mais importante no processo ensino-aprendizagem. No EAD, o aluno precisa se esforçar mais para acompanhar o ritmo da aprendizagem e isso implica ler mais, resolver mais exercícios e fazer atividades frequentes. Por isso, como mostram os números, os alunos se saem melhor no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em relação aos alunos do presencial.
As resistências estão focadas no preconceito. Os cursos de EAD são supervisionados pelo MEC e o aluno passa pela mesma avaliação de quem cursa a modalidade presencial. Não há como negar que a tecnologia encurtou as distâncias facilitando o acesso à educação. Uma pessoa já não está mais isolada geograficamente do conhecimento. Na graduação a distância, guardando algumas diferenças entre uma instituição e outra, o aluno tem a opção de assistir às aulas no polo ao vivo, via satélite, por meio de DVD ou pela internet. As aulas são transmitidas a partir de estúdios modernos com os mais inovadores recursos e o aluno recebe o suporte de um tutor vinculado à Anated (Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância), uma entidade que congrega os profissionais que atuam diretamente na EAD.
Atualmente, há no Brasil cerca de 1 milhão de alunos matriculados nos cursos autorizados na modalidade a distância. Esse número chega a 2,5 milhões se forem considerados os cursos livres e corporativos na mesma modalidade. Uma pequena revolução que está levando educação de qualidade a todas as regiões do país onde houver um sinal de tevê ou uma conexão de internet. O mercado que absorve os profissionais oriundos da EAD os reconhece como plenamente habilitados. É preciso que olhemos para o futuro, corrigindo eventuais erros de rota, mas reconhecendo que o ensino a distância representa oportunidade e democratização do ensino num país ainda tão carente de educação.
Benhur Gaio, mestre e doutor em Engenharia da Produção, é pós-doutor em Educação a Distância pela Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha (Uned) e coordenador de graduação e pós-graduação EAD do Grupo Educacional Uninter.
Fonte: Gazeta do Povo online
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Negócio do ensino a distância atrai líderes
Negócio do ensino a distância atrai líderes
O ensino a distancia (EAD), que já responde por 30% dos alunos matriculados no ensino superior privado brasileiro, deverá dobrar em cinco anos, atingindo 2 milhões de alunos. De olho nessa projeção do Ministério da Educação, players do mercado já se empenham em iniciativas para atrair alunos.
Enquanto escolas tradicionais ocupam nichos rentáveis nesse segmento, como a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Kroton Educacional buscou, com a compra da paranaense Unopar por R$ 1,3 bilhão, colocar os dois pés no ensino a distância. "A decisão da Kroton na aquisição foi sábia e ousada. Foi pago um valor alto para ser a maior fornecedora de EAD do Brasil", Suely Ventura Paes, da consultoria Educar.
A FGV optou por ramos de operações para ampliar essa modalidade de ensino. Ela foca em cursos corporativos e especializações como MBA. "A educação a distância é uma das áreas da Fundação que apresentam um forte crescimento, que esperamos que continue em 2012 com mais intensidade", disse Marcos Facó, superintendente de Comunicação e Marketing da FGV.
Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo tem estado atento ao controle desse crescimento para que não sejam repetidos os mesmos erros que ocorreram na graduação particular presencial. "Na década de 90 nós tivemos um crescimento da educação presencial que não estava bem administrado, e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável", disse. As Regiões Norte e Nordeste são as que registraram o maior aumento do número de estudantes no ensino superior entre 2001 e 2010, apesar de a Sudeste ainda liderar com fatia de 48,6% das matrículas. A Região Sul fica com 16,8%, a Centro-Oeste concentra 9% e a Norte e Nordeste, 6,4% e 19,2%, respectivamente.
Em 2010 o EAD movimentou R$ 2,2 bilhões e, de acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) a expectativa é fechar 2011 com crescimento de 8% e manter o mesmo ritmo em 2012. "Esse crescimento representa uma injeção anual de R$ 176 milhões na receita do setor", diz Renato Bulcão, diretor da Abed.
Fonte: DCI - SP
O ensino a distancia (EAD), que já responde por 30% dos alunos matriculados no ensino superior privado brasileiro, deverá dobrar em cinco anos, atingindo 2 milhões de alunos. De olho nessa projeção do Ministério da Educação, players do mercado já se empenham em iniciativas para atrair alunos.
Enquanto escolas tradicionais ocupam nichos rentáveis nesse segmento, como a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Kroton Educacional buscou, com a compra da paranaense Unopar por R$ 1,3 bilhão, colocar os dois pés no ensino a distância. "A decisão da Kroton na aquisição foi sábia e ousada. Foi pago um valor alto para ser a maior fornecedora de EAD do Brasil", Suely Ventura Paes, da consultoria Educar.
A FGV optou por ramos de operações para ampliar essa modalidade de ensino. Ela foca em cursos corporativos e especializações como MBA. "A educação a distância é uma das áreas da Fundação que apresentam um forte crescimento, que esperamos que continue em 2012 com mais intensidade", disse Marcos Facó, superintendente de Comunicação e Marketing da FGV.
Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo tem estado atento ao controle desse crescimento para que não sejam repetidos os mesmos erros que ocorreram na graduação particular presencial. "Na década de 90 nós tivemos um crescimento da educação presencial que não estava bem administrado, e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável", disse. As Regiões Norte e Nordeste são as que registraram o maior aumento do número de estudantes no ensino superior entre 2001 e 2010, apesar de a Sudeste ainda liderar com fatia de 48,6% das matrículas. A Região Sul fica com 16,8%, a Centro-Oeste concentra 9% e a Norte e Nordeste, 6,4% e 19,2%, respectivamente.
Em 2010 o EAD movimentou R$ 2,2 bilhões e, de acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) a expectativa é fechar 2011 com crescimento de 8% e manter o mesmo ritmo em 2012. "Esse crescimento representa uma injeção anual de R$ 176 milhões na receita do setor", diz Renato Bulcão, diretor da Abed.
Fonte: DCI - SP
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Matrículas de licenciatura a distância estão consolidadas
As matrículas em cursos de licenciatura a distância cresceram e se consolidaram na década 2000-2010, segundo mostram os dados do censo da educação superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No período, passaram de 1.682 (em 2000) para 426,2 mil em 2010.
De acordo com o censo, a ampliação ocorre tanto na quantidade de matrículas como na abrangência geográfica. Se em 2000, apenas quatro estados ofereciam cursos de licenciatura a distância Mato Grosso com 813 matrículas, seguido de Alagoas (300), Ceará (299) e Santa Catarina (270), em 2010, as 27 unidades da Federação registraram mais de 420 mil matrículas.
O mapa do censo também mostra que a evolução do ingresso de estudantes em licenciaturas a distância se deu de forma diversa entre as cinco regiões e entre os estados. Na região Norte, por exemplo, o Pará é o primeiro estado a fazer matrículas e isso só ocorre em 2004, enquanto Tocantins ingressa em 2005. Na região, o Acre só faz matrículas em 2009.
Embora o Norte tenha entrado mais tarde com oferta de matrículas nas licenciaturas a distância, a região fechou 2010 com 38,5 mil universitários em cursos distribuídos entre os sete estados.
O Sudeste, que hoje ocupa o primeiro lugar entre as regiões na oferta de matrículas nessa modalidade com 167,1 mil , começou a década sem oferta. São Paulo, por exemplo, abriu matrículas apenas em 2005 e em 2010 passou a ocupar a primeira posição entre as 27 unidades da Federação, com 74,6 mil universitários cursando licenciaturas a distância.
Assessoria de Comunicação Social
Confira as matrículas em licenciatura a distância
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=9389&Itemid=
Fonte: Portal MEC - Notícias
De acordo com o censo, a ampliação ocorre tanto na quantidade de matrículas como na abrangência geográfica. Se em 2000, apenas quatro estados ofereciam cursos de licenciatura a distância Mato Grosso com 813 matrículas, seguido de Alagoas (300), Ceará (299) e Santa Catarina (270), em 2010, as 27 unidades da Federação registraram mais de 420 mil matrículas.
O mapa do censo também mostra que a evolução do ingresso de estudantes em licenciaturas a distância se deu de forma diversa entre as cinco regiões e entre os estados. Na região Norte, por exemplo, o Pará é o primeiro estado a fazer matrículas e isso só ocorre em 2004, enquanto Tocantins ingressa em 2005. Na região, o Acre só faz matrículas em 2009.
Embora o Norte tenha entrado mais tarde com oferta de matrículas nas licenciaturas a distância, a região fechou 2010 com 38,5 mil universitários em cursos distribuídos entre os sete estados.
O Sudeste, que hoje ocupa o primeiro lugar entre as regiões na oferta de matrículas nessa modalidade com 167,1 mil , começou a década sem oferta. São Paulo, por exemplo, abriu matrículas apenas em 2005 e em 2010 passou a ocupar a primeira posição entre as 27 unidades da Federação, com 74,6 mil universitários cursando licenciaturas a distância.
Assessoria de Comunicação Social
Confira as matrículas em licenciatura a distância
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=9389&Itemid=
Fonte: Portal MEC - Notícias
Redes sociais ajudam no aprendizado
Professores aproveitam o interesse dos estudantes e usam a criatividade para colocar seus perfis no Facebook, Twitter e Orkut a serviço da aprendizagem. Estar atento aos hábitos dos jovens é essencial para a atividade.
As redes sociais têm chamado a atenção de um número cada vez maior de educadores. Eventos que discutem o uso do Facebook, Twitter, Orkut e outros meios no processo de ensino multiplicam-se pelo país, assim como sites e fóruns virtuais que tentam ajudar educadores que querem entender e usar os novos meios. Ainda assim, fazer com que alunos obtenham uma efetiva experiência de aprendizagem dessa forma é um desafio que exige habilidade e estratégia.
O difícil controle da turma em atividades com essas ferramentas afasta alguns profissionais dessa prática e frustra as tentativas de outros. Ao contrário da realidade em sala de aula, onde a presença do professor já impõe certa ordem, nas redes sociais é a colaboração voluntária que faz uma tarefa funcionar. Nesses ambientes, todos podem falar, criticar, visitar os perfis e compartilhar informações sem um mediador. Estar atento aos hábitos dos alunos e agir com criatividade é essencial para tirar o melhor dessas circunstâncias.
O álbum de fotos de Bilek está dividido em mapas, bandeiras e imagens de países que ele visitou.
É o que fez o professor de Geografia Jorge Bilek, do Colégio Positivo. Acostumado a lidar com novidades na internet e ciente de que seus alunos o encontrariam de qualquer forma no Facebook, ele incluiu em seu perfil várias possibilidades de aprendizado. A seção de fotos, por exemplo, é dividida em álbuns com bandeiras, imagens e mapas dos estados brasileiros e países por onde já passou. Assim, o aluno acaba conhecendo um pouco mais das culturas de que falam em sala de aula.
As fotos são sempre muito comentadas entre os alunos, mas é o álbum intitulado Aulas e Atividades o mais visitado. Eu tiro foto do que passo no quadro e depois posto lá no Facebook, explica Bilek. Assim, aqueles que optam por apenas ouvir a explicação, sem copiar [o que está no quadro], ou os que faltam à aula podem ter acesso àquilo que a turma viu em sala.
Outro perfil muito movimentado na rede é o da professora de Língua Portuguesa Rita Guimarães, de Franca (SP). Atuando no Facebook, no Twitter e no Orkut, ela usa as redes sociais para tudo, desde distribuição de tarefas até discussões sobre textos. Rita é uma defensora convicta do benefício das redes sociais na educação. A facilidade e a velocidade da informação são impressionantes. Conseguimos mobilizar muito mais gente e muito mais rápido, diz.
Construção coletiva
Entre os pesquisadores da área, há o consenso de que, para as redes sociais contribuírem de fato no aprendizado dos alunos, é essencial não tentar reproduzir nelas as mesmas práticas da sala de aula. Infelizmente, é comum usarem uma tecnologia nova de um jeito velho, diz o professor Luis Fernando Gomes, da Universidade de Sorocaba e presidente da Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (Abehte).
Segundo Gomes, a relação em rede e o compartilhamento rápido são o que há de melhor nos novos meios para renovar as atividades em sala de aula. As redes permitem que os alunos não se limitem a atitudes passivas, mas colaborem numa construção coletiva. Isso tem que ser valorizado, afirma.
Serviço:
O Facebook tem uma página (www.facebook.com/education) para mostrar e debater como os educadores podem usar a rede social com seus alunos. O mesmo tema é abordado na apostila Facebook for Educators, acessível em http://facebookforeducators.org. Ambos os conteúdos estão em inglês.
Fonte: Gazeta do Povo Online
As redes sociais têm chamado a atenção de um número cada vez maior de educadores. Eventos que discutem o uso do Facebook, Twitter, Orkut e outros meios no processo de ensino multiplicam-se pelo país, assim como sites e fóruns virtuais que tentam ajudar educadores que querem entender e usar os novos meios. Ainda assim, fazer com que alunos obtenham uma efetiva experiência de aprendizagem dessa forma é um desafio que exige habilidade e estratégia.
O difícil controle da turma em atividades com essas ferramentas afasta alguns profissionais dessa prática e frustra as tentativas de outros. Ao contrário da realidade em sala de aula, onde a presença do professor já impõe certa ordem, nas redes sociais é a colaboração voluntária que faz uma tarefa funcionar. Nesses ambientes, todos podem falar, criticar, visitar os perfis e compartilhar informações sem um mediador. Estar atento aos hábitos dos alunos e agir com criatividade é essencial para tirar o melhor dessas circunstâncias.
O álbum de fotos de Bilek está dividido em mapas, bandeiras e imagens de países que ele visitou.
É o que fez o professor de Geografia Jorge Bilek, do Colégio Positivo. Acostumado a lidar com novidades na internet e ciente de que seus alunos o encontrariam de qualquer forma no Facebook, ele incluiu em seu perfil várias possibilidades de aprendizado. A seção de fotos, por exemplo, é dividida em álbuns com bandeiras, imagens e mapas dos estados brasileiros e países por onde já passou. Assim, o aluno acaba conhecendo um pouco mais das culturas de que falam em sala de aula.
As fotos são sempre muito comentadas entre os alunos, mas é o álbum intitulado Aulas e Atividades o mais visitado. Eu tiro foto do que passo no quadro e depois posto lá no Facebook, explica Bilek. Assim, aqueles que optam por apenas ouvir a explicação, sem copiar [o que está no quadro], ou os que faltam à aula podem ter acesso àquilo que a turma viu em sala.
Outro perfil muito movimentado na rede é o da professora de Língua Portuguesa Rita Guimarães, de Franca (SP). Atuando no Facebook, no Twitter e no Orkut, ela usa as redes sociais para tudo, desde distribuição de tarefas até discussões sobre textos. Rita é uma defensora convicta do benefício das redes sociais na educação. A facilidade e a velocidade da informação são impressionantes. Conseguimos mobilizar muito mais gente e muito mais rápido, diz.
Construção coletiva
Entre os pesquisadores da área, há o consenso de que, para as redes sociais contribuírem de fato no aprendizado dos alunos, é essencial não tentar reproduzir nelas as mesmas práticas da sala de aula. Infelizmente, é comum usarem uma tecnologia nova de um jeito velho, diz o professor Luis Fernando Gomes, da Universidade de Sorocaba e presidente da Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (Abehte).
Segundo Gomes, a relação em rede e o compartilhamento rápido são o que há de melhor nos novos meios para renovar as atividades em sala de aula. As redes permitem que os alunos não se limitem a atitudes passivas, mas colaborem numa construção coletiva. Isso tem que ser valorizado, afirma.
Serviço:
O Facebook tem uma página (www.facebook.com/education) para mostrar e debater como os educadores podem usar a rede social com seus alunos. O mesmo tema é abordado na apostila Facebook for Educators, acessível em http://facebookforeducators.org. Ambos os conteúdos estão em inglês.
Fonte: Gazeta do Povo Online
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
As novas necessidades do mercado de trabalho
As novas necessidades do mercado de trabalho
mercado aquecido, com dificuldades de reter talentos, por outro, a falta de mão de obra qualificada para atender o perfil desejado preocupa as companhias.
Diante deste contexto, podemos questionar alternativas para equilibrar estas duas necessidades, ou seja: o que os profissionais podem fazer para se preparar e atender à demanda do mercado, desenvolvendo as competências desejadas pelas companhias, e como as empresas podem contribuir para a preparação destes profissionais.
Por parte dos empregadores, a melhor opção, sem dúvida, é investir em ações de treinamento e desenvolvimento. Cada vez mais, as empresas desejam profissionais que reúnam três aspectos que, hoje, tornaram-se fundamentais para formar uma equipe multidisciplinar e integrada: a capacidade de inovação, a habilidade para trabalhar sob pressão e a resiliência, ou seja, a desenvoltura para lidar com momentos de crise.
No mercado de trabalho, um profissional que pretende ser valorizado pelas empresas precisa ter capacidade de inovação. As corporações visam colaboradores com atitude e percepção apurada, capazes de indicar alternativas para uma situação ou processo dentro da empresa, com visão global de negócios.
Além de treinar, é fundamental investir em ações de retenção. Em um cenário de grande concorrência e falta de profissionais qualificados disponíveis no mercado, criar programas de valorização e reconhecimento ajuda a manter o funcionário motivado e confiante.
Porém, não basta a iniciativa e a disponibilidade da empresa. É preciso que os profissionais também busquem alternativas para se reinventarem e acompanharem as mudanças e evoluções necessárias à função exercida, assumindo a sua parcela de responsabilidade por seu aprimoramento profissional. Alternativas não faltam.
Cursos de MBA no exterior em faculdades conceituadas, ainda que em sistema de ensino à distância, são muito bem aceitos pelo mercado. A vivência internacional é muito bem avaliada pelas companhias. O enriquecimento cultural, pessoal e profissional proporcionado pelas experiências de intercâmbio torna-se um grande diferencial. De modo geral, as empresas entendem a iniciativa como um grande desafio na busca pelo aprendizado e atualização constante.
Nesse sentido, a geração Y, conectada às redes sociais e às principais novidades tecnológicas, abre uma ampla vantagem, desenvolvendo habilidades de criação e inovação. Contudo, o excesso de impulsividade e a falta de tolerância para enfrentar adversidades e processos com início, meio e fim, são o contraponto desses jovens. Com mais maturidade e expertise, as gerações anteriores têm a vantagem de se mostrar mais aptas para trabalhar com prazos e gerenciamento de crise.
Ao contrário do que se imagina, o choque de gerações pode ser muito produtivo para a gestão de uma empresa. Embora possa haver conflitos, aliar a capacidade criativa e de inovação da geração Y à maturidade das gerações anteriores promove o equilíbrio necessário para o desenvolvimento de uma equipe diversificada e focada em resultados.
Ao líder, é designado o papel de "reger" a equipe. No centro de todas as ações, é preciso flexibilidade para gerenciar profissionais com perfis diferentes e estimular o desenvolvimento de competências necessárias para colocar em prática uma gestão participativa e democrática.
Em um mercado em desenvolvimento e ascensão, qualificação e estímulos são essenciais para acompanhar o ritmo de evolução. Habilidades individuais e a sinergia da equipe são a receita de sucesso para uma gestão produtiva.
- Eliane Figueiredo é sócia-diretora da Projeto RH, consultoria especializada em gestão de pessoas
Fonte: Portal Comunique-se
mercado aquecido, com dificuldades de reter talentos, por outro, a falta de mão de obra qualificada para atender o perfil desejado preocupa as companhias.
Diante deste contexto, podemos questionar alternativas para equilibrar estas duas necessidades, ou seja: o que os profissionais podem fazer para se preparar e atender à demanda do mercado, desenvolvendo as competências desejadas pelas companhias, e como as empresas podem contribuir para a preparação destes profissionais.
Por parte dos empregadores, a melhor opção, sem dúvida, é investir em ações de treinamento e desenvolvimento. Cada vez mais, as empresas desejam profissionais que reúnam três aspectos que, hoje, tornaram-se fundamentais para formar uma equipe multidisciplinar e integrada: a capacidade de inovação, a habilidade para trabalhar sob pressão e a resiliência, ou seja, a desenvoltura para lidar com momentos de crise.
No mercado de trabalho, um profissional que pretende ser valorizado pelas empresas precisa ter capacidade de inovação. As corporações visam colaboradores com atitude e percepção apurada, capazes de indicar alternativas para uma situação ou processo dentro da empresa, com visão global de negócios.
Além de treinar, é fundamental investir em ações de retenção. Em um cenário de grande concorrência e falta de profissionais qualificados disponíveis no mercado, criar programas de valorização e reconhecimento ajuda a manter o funcionário motivado e confiante.
Porém, não basta a iniciativa e a disponibilidade da empresa. É preciso que os profissionais também busquem alternativas para se reinventarem e acompanharem as mudanças e evoluções necessárias à função exercida, assumindo a sua parcela de responsabilidade por seu aprimoramento profissional. Alternativas não faltam.
Cursos de MBA no exterior em faculdades conceituadas, ainda que em sistema de ensino à distância, são muito bem aceitos pelo mercado. A vivência internacional é muito bem avaliada pelas companhias. O enriquecimento cultural, pessoal e profissional proporcionado pelas experiências de intercâmbio torna-se um grande diferencial. De modo geral, as empresas entendem a iniciativa como um grande desafio na busca pelo aprendizado e atualização constante.
Nesse sentido, a geração Y, conectada às redes sociais e às principais novidades tecnológicas, abre uma ampla vantagem, desenvolvendo habilidades de criação e inovação. Contudo, o excesso de impulsividade e a falta de tolerância para enfrentar adversidades e processos com início, meio e fim, são o contraponto desses jovens. Com mais maturidade e expertise, as gerações anteriores têm a vantagem de se mostrar mais aptas para trabalhar com prazos e gerenciamento de crise.
Ao contrário do que se imagina, o choque de gerações pode ser muito produtivo para a gestão de uma empresa. Embora possa haver conflitos, aliar a capacidade criativa e de inovação da geração Y à maturidade das gerações anteriores promove o equilíbrio necessário para o desenvolvimento de uma equipe diversificada e focada em resultados.
Ao líder, é designado o papel de "reger" a equipe. No centro de todas as ações, é preciso flexibilidade para gerenciar profissionais com perfis diferentes e estimular o desenvolvimento de competências necessárias para colocar em prática uma gestão participativa e democrática.
Em um mercado em desenvolvimento e ascensão, qualificação e estímulos são essenciais para acompanhar o ritmo de evolução. Habilidades individuais e a sinergia da equipe são a receita de sucesso para uma gestão produtiva.
- Eliane Figueiredo é sócia-diretora da Projeto RH, consultoria especializada em gestão de pessoas
Fonte: Portal Comunique-se
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