sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
|
Universidades do Rio abrem 6.081 vagas para graduação à distância
|
Estão
abertas, até 20 de maio, as inscrições para 6.081 vagas do vestibular do
Consórcio Cederj, que reúne as principais instituições públicas de
ensino superior do Rio de Janeiro: Cefet, Uenf, Uerj, UFF, UFRJ,
UFRRJ-Rural e UniRio. Ao todo, são oferecidos 12 cursos de graduação a
distância e o diploma de graduação é o das instituições de ensino. Este é
o maior número de vagas oferecido desde que o consórcio foi criado.
As inscrições serão feitas somente pela internet, no site www.vestibular.cederj.edu.br. O valor da taxa de inscrição é de R$ 45. As oportunidades são para os cursos de Administração (665 vagas); Administração Pública (438); licenciaturas em Ciências Biológicas(880); em Física (405); em História (250); em Letras (300); em Matemática(783); em Pedagogia (763); em Química (248); em Turismo (286); Tecnologia em Sistemas de Computação (813) e Tecnologia em Gestão de Turismo (250). Nos cursos oferecidos pelo Cederj, o aluno conta com material didático especialmente elaborado para esta modalidade de ensino e necessita comparecer ao seu polo de matrícula, pelo menos, uma vez por mês. Nele, os tutores orientam os estudantes, individualmente ou em grupo, para apoio direto em relação ao conteúdo das matérias. O Consórcio Cederj conta, atualmente, com cerca de 30 mil alunos matriculados nos cursos universitários a distância. Os polos Cederj estão localizados em Angra dos Reis, Barra do Piraí, Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Campo Grande, Cantagalo, Duque de Caxias, Itaguaí, Itaocara, Itaperuna, Macaé, Magé, Miguel Pereira, Natividade, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Piraí, Resende, Rio Bonito, Rio das Flores, Rocinha, Santa Maria Madalena, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Três Rios e Volta Redonda. |
| Fonte: Jornal Extra |
terça-feira, 24 de abril de 2012
|
Cinco universidades dos EUA criam plataforma de cursos online gratuitos
|
Site
terá aulas de Stanford, Princeton, Berkeley, Pensilvânia e Michigan.
Usuário poderá fazer tarefas e participar de fóruns e videoconferências.
Cinco universidades de prestígio dos Estados Unidos (Stanford, Princeton, Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade da Pensilvânia e Universidade de Michigan) vão criar cursos online gratuitos para estudantes em todo o mundo através de uma nova plataforma de ensino interativo, chamada Coursera. O anúncio da criação foi feito nesta quarta-feira (18). Os dois fundadores, professores de ciência da computação da Universidade de Stanford, também anunciaram que receberam US$ 16 milhões em financiamento de duas empresas de investimento do Vale do Silício. O Coursera vai oferecer mais de 30 cursos universitários no ano que vem através do site Coursera.org sobre assuntos que vão desde mitologia grega a neurologia, de cálculo a poesia norte-americana contemporânea. As aulas serão projetadas e ministradas por professores das universidades. O Coursera se junta a uma série de projetos online ambiciosos que têm como objetivo tornar o ensino superior mais acessível e barato. Muitos desses empreendimentos, no entanto, simplesmente publicam palestras inteiras na web, sem nenhum componente interativo. Outros se esforçam para criar novas universidades do zero. Os fundadores Daphne Koller e Andrew Ng afirmam que o Coursera será diferente, pois os professores de escolas de prestígio vão ensinar usando o nome de sua universidade e vão adaptar os seus cursos mais populares para a web, incorporando tarefas e exames a aulas em vídeo, respondendo a perguntas dos alunos em fóruns online -- e até mesmo, talvez, trabalhando por meio de videoconferência. Testes de múltipla escolha e de respostas curtas serão avaliados via computador. O Coursera em breve apresentará um sistema de classificação para avaliar trabalhos mais complexos, tais como ensaios ou algoritmos. Os estudantes não receberão créditos da faculdade. Mas o Coursera pode oferecer "certificados de conclusão" ou transcrições mediante pagamento de uma taxa. Uma empresa também pode tentar lucrar conectano empregadores com alunos que tenham demonstrado aptidão em uma determinada área, disse uma porta-voz. As universidades participantes esperam se beneficiar aumentando a sua reputação no exterior, conectando-se com ex-alunos distantes e, quem sabe, trazendo doações de alunos online agradecidos. |
| Fonte: G1 - Portal Globo |
domingo, 15 de abril de 2012
Benefícios da aplicação da tecnologia na educação
Pouco tempo atrás, a discussão que girava em torno da temática tecnologia e educação tratava do uso ou não de ferramentas a favor da aprendizagem.
Contudo, ao resgatarmos um pouco da história e o reflexo que sofremos hoje nas relações sociais e no trabalho, percebemos que esse debate torna-se desnecessário.
A Terceira Revolução Industrial que ocorreu após a II Guerra Mundial provocou significativos impactos nos dias atuais, no modo como a sociedade organiza sua atividade econômica por meio das inovações tecnológicas.
Essas inovações suscitaram o surgimento da sociedade da informação, em que as pessoas geram e armazenam suas informações assim como conseguem disseminá-la e ter acesso de outros a todo o momento.
A sociedade da informação estabeleceu uma forma nova de organização da economia, das relações e do mercado. As novas tecnologias tornaram as respostas e decisões mais rápidas, acompanhando o fluxo das resoluções propostas, aumentando a competitividade no mercado.
Dessa forma, as empresas estão eliminando barreiras físicas e reorganizando os funcionários em redes (conectadas). Assim, independente do local que estão alocados em uma empresa, acessam todas as informações geradas na organização a qualquer momento.
Nesse atual contexto, as novas tecnologias são entendidas por educadores e demais profissionais da área como um importante papel na transformação e difusão do conhecimento, assim como na mudança cultural, pois passaram a exercer uma enorme influência na sociedade sendo ferramentas essenciais e indispensáveis à educação que precisa formar cidadãos para a sociedade da informação.
Nas organizações educacionais são muitas as possibilidades existentes e que podem ser utilizadas como elementos facilitadores da aprendizagem, como: computadores, conexão à internet, software de criação de sites e produção de textos colaborativos, salas de bate-papo, televisão a cabo, satélites, sistema de rádio e jogos eletrônicos, os mesmos que hoje são absorvidos nas relações sociais e profissionais sustentadoras da produção.
Entretanto, mesmo com tantos recursos, o que se percebe ainda são discretos e isolados movimentos de uso das novas tecnologias em contextos escolares e em sua grande maioria concentrado no Ensino Superior devido ao avanço da Educação a Distância.
As ferramentas tecnológicas ainda não foram absorvidas de maneira efetiva, certamente por vários motivos que vão desde a dificuldade de investimento financeiro, a limitação de banda em algumas regiões do país, os conflitos culturais até a falta de formação e capacitação de muitos profissionais da área da educação que desconhecem o modo de absorver essas ferramentas de maneira eficaz no processo de ensino, rompendo com metodologias que durante anos foram utilizadas e atendiam às necessidades da sociedade e profissionais daquele momento.
Seguramente, a educação não continuará por muito tempo nessa tendência, pois sofrerá pressão social, cultural e econômica que sinalizarão uma necessidade emergente de mudança no atendimento das demandas das novas gerações.
- Carina Alves é diretora do Núcleo de Produção de Conteúdo e Inovações Tecnológicas da Anhanguera Educacional
Fonte: Jornal Brasil Econômico
Contudo, ao resgatarmos um pouco da história e o reflexo que sofremos hoje nas relações sociais e no trabalho, percebemos que esse debate torna-se desnecessário.
A Terceira Revolução Industrial que ocorreu após a II Guerra Mundial provocou significativos impactos nos dias atuais, no modo como a sociedade organiza sua atividade econômica por meio das inovações tecnológicas.
Essas inovações suscitaram o surgimento da sociedade da informação, em que as pessoas geram e armazenam suas informações assim como conseguem disseminá-la e ter acesso de outros a todo o momento.
A sociedade da informação estabeleceu uma forma nova de organização da economia, das relações e do mercado. As novas tecnologias tornaram as respostas e decisões mais rápidas, acompanhando o fluxo das resoluções propostas, aumentando a competitividade no mercado.
Dessa forma, as empresas estão eliminando barreiras físicas e reorganizando os funcionários em redes (conectadas). Assim, independente do local que estão alocados em uma empresa, acessam todas as informações geradas na organização a qualquer momento.
Nesse atual contexto, as novas tecnologias são entendidas por educadores e demais profissionais da área como um importante papel na transformação e difusão do conhecimento, assim como na mudança cultural, pois passaram a exercer uma enorme influência na sociedade sendo ferramentas essenciais e indispensáveis à educação que precisa formar cidadãos para a sociedade da informação.
Nas organizações educacionais são muitas as possibilidades existentes e que podem ser utilizadas como elementos facilitadores da aprendizagem, como: computadores, conexão à internet, software de criação de sites e produção de textos colaborativos, salas de bate-papo, televisão a cabo, satélites, sistema de rádio e jogos eletrônicos, os mesmos que hoje são absorvidos nas relações sociais e profissionais sustentadoras da produção.
Entretanto, mesmo com tantos recursos, o que se percebe ainda são discretos e isolados movimentos de uso das novas tecnologias em contextos escolares e em sua grande maioria concentrado no Ensino Superior devido ao avanço da Educação a Distância.
As ferramentas tecnológicas ainda não foram absorvidas de maneira efetiva, certamente por vários motivos que vão desde a dificuldade de investimento financeiro, a limitação de banda em algumas regiões do país, os conflitos culturais até a falta de formação e capacitação de muitos profissionais da área da educação que desconhecem o modo de absorver essas ferramentas de maneira eficaz no processo de ensino, rompendo com metodologias que durante anos foram utilizadas e atendiam às necessidades da sociedade e profissionais daquele momento.
Seguramente, a educação não continuará por muito tempo nessa tendência, pois sofrerá pressão social, cultural e econômica que sinalizarão uma necessidade emergente de mudança no atendimento das demandas das novas gerações.
- Carina Alves é diretora do Núcleo de Produção de Conteúdo e Inovações Tecnológicas da Anhanguera Educacional
Fonte: Jornal Brasil Econômico
quinta-feira, 29 de março de 2012
Diretor da Capes reforça importância da educação a distância
Diretor da Capes reforça importância da educação a distância em aula na Unirio
O diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini, participou no dia 20 de março, da aula magna do primeiro semestre da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A aula teve como tema a contribuição dos cursos a distância para a expansão do ensino superior, na qual Teatini apresentou o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e refletiu sobre o uso da tecnologia na educação.
Em sua exposição, Teatini ressaltou a importância das novas tecnologias e do acesso facilitado ao conhecimento nas políticas voltadas para a educação, frisando a necessidade de investimentos em tecnologia, atrelado à capacitação de professores e à promoção de infraestrutura nas escolas. "A tecnologia deve ser um instrumento, não um fim. É preciso ter uma boa estrutura, com oferta de banda larga nas escolas, e docentes capacitados", afirma o diretor.
Teatini fala sobre a contribuição dos cursos a distância para a expansão do ensino superior.
Entre as iniciativas mais recentes para qualificar o Sistema UAB, Teatini destacou a aprovação de resolução que autoriza cursos de segunda licenciatura a distância e a preparação de editais de apoio à pesquisa em EaD, para fomento a objetos de aprendizagem virtuais e de incentivo ao compartilhamento de tecnologias das modalidades presencial e compartilhada.
Segundo Teatini, a meta, para 2014, é chegar a 600 mil alunos e a mil polos, o que significa um polo para cada cinco municípios brasileiros índice alcançado somente pela região Norte, além do incentivo ao ingresso de estudantes em cursos de licenciatura. "Não há como aumentar as matrículas nas licenciaturas senão tivermos uma carreira docente atrativa, com respeito ao piso salarial. Essa é uma bandeira do ministro Aloizio Mercadante [da Educação]", disse Teatini.
Teatini destacou ainda que, além de propiciar o acesso de jovens de cidades mais distantes das capitais à universidade, sem que tenham que sair de seus locais de origem, os cursos a distância promovem um crescimento social nos municípios que contam com polos de apoio. Para o Reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca, esse é um fator que aumenta a importância da EaD. "Trata-se de uma ação exitosa, que promove o desenvolvimento sustentável nos municípios e favorece a ascensão social", destacou.
(Com informações da Unirio)
Fonte: CAPES
O diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini, participou no dia 20 de março, da aula magna do primeiro semestre da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A aula teve como tema a contribuição dos cursos a distância para a expansão do ensino superior, na qual Teatini apresentou o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e refletiu sobre o uso da tecnologia na educação.
Em sua exposição, Teatini ressaltou a importância das novas tecnologias e do acesso facilitado ao conhecimento nas políticas voltadas para a educação, frisando a necessidade de investimentos em tecnologia, atrelado à capacitação de professores e à promoção de infraestrutura nas escolas. "A tecnologia deve ser um instrumento, não um fim. É preciso ter uma boa estrutura, com oferta de banda larga nas escolas, e docentes capacitados", afirma o diretor.
Teatini fala sobre a contribuição dos cursos a distância para a expansão do ensino superior.
Entre as iniciativas mais recentes para qualificar o Sistema UAB, Teatini destacou a aprovação de resolução que autoriza cursos de segunda licenciatura a distância e a preparação de editais de apoio à pesquisa em EaD, para fomento a objetos de aprendizagem virtuais e de incentivo ao compartilhamento de tecnologias das modalidades presencial e compartilhada.
Segundo Teatini, a meta, para 2014, é chegar a 600 mil alunos e a mil polos, o que significa um polo para cada cinco municípios brasileiros índice alcançado somente pela região Norte, além do incentivo ao ingresso de estudantes em cursos de licenciatura. "Não há como aumentar as matrículas nas licenciaturas senão tivermos uma carreira docente atrativa, com respeito ao piso salarial. Essa é uma bandeira do ministro Aloizio Mercadante [da Educação]", disse Teatini.
Teatini destacou ainda que, além de propiciar o acesso de jovens de cidades mais distantes das capitais à universidade, sem que tenham que sair de seus locais de origem, os cursos a distância promovem um crescimento social nos municípios que contam com polos de apoio. Para o Reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca, esse é um fator que aumenta a importância da EaD. "Trata-se de uma ação exitosa, que promove o desenvolvimento sustentável nos municípios e favorece a ascensão social", destacou.
(Com informações da Unirio)
Fonte: CAPES
terça-feira, 6 de março de 2012
Redes sociais e aprendizado escolar
Uma pergunta que muitos se fazem é como usar as novas mídias sociais de modo a contribuir para o aprendizado. Redes sociais são associações de pessoas, grupos de interação e convívio característicos de cada ambiente e realidade social. Com a massificação da internet e, em especial, com a explosão do fenômeno Facebook, as redes sociais incorporaram seus elementos sociais e culturais, aliando-se ao contexto de pós-modernidade vivido nos dias atuais. Como bem define Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo, é o mundo líquido.
Diferentemente da sociedade moderna anterior, que chamo de modernidade sólida, que também tratava sempre de desmontar a realidade herdada, a de agora não o faz com uma perspectiva de longa duração, com a intenção de torná-la melhor e novamente sólida. Tudo está agora sendo permanentemente desmontado, mas sem perspectiva de alguma permanência. Tudo é temporário. É por isso que sugeri a metáfora da liquidez para caracterizar o estado da sociedade moderna: como os líquidos, ela se caracteriza pela incapacidade de manter a forma. Nossas instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades autoevidentes. Eles (os jovens) não podem mais contar, como a antiga geração, com a natureza permanente do mundo lá fora, com a durabilidade das instituições que tinham antes toda a probabilidade de sobreviver aos indivíduos, afirmou Bauman em uma entrevista.
Contidas nessa liquidez, as redes sociais espelham o modo como muitos jovens se relacionam atualmente: a banda ou o cantor preferido, o grupo de dança, o time de futebol, os amigos da sala de aula, a turma que vai a festas junta etc. O advento da internet e a massificação das mídias sociais lançam um desafio aos educadores: educar com matrizes sólidas, milenares e científicas alunos imersos em outro mundo. Nós, os educadores, protagonistas da educação, procuramos desenvolver uma estratégia de convertê-las ao projeto pedagógico que preconiza nossa ação docente.
Será que as redes sociais mais ajudam ou atrapalham o aprendizado? Há autores que apontam um dilema vivido nas escolas atualmente, pois somos a única geração na qual os alunos são proficientes em tecnologia e os professores, não. Assim, surge um conflito no sistema educacional: ele é concebido e implementado pelos chamados imigrantes digitais para ensinar nativos digitais, como define o renomado professor estadunidense Marc Prensky.
O desafio para os educadores é promover um amálgama de saberes tradicionais (legado) com novos saberes (futuro) por meio das novas tecnologias, que devem se inserir em um projeto pedagógico, no sentido de a avalanche de informações colaborar para a construção do conhecimento. Isso com os mesmos passos que se estabelecem nas chamadas mídias tradicionais (papel, lápis, giz, lousa etc.).
Sou um entusiasta do uso da tecnologia em sala de aula e percebo o envolvimento e a animação dos alunos. Creio que o uso do Twitter, Facebook, Tumblr e outras redes sociais proporcionam a oportunidade de desafiar os jovens, criando uma nova matriz líquida do aprendizado, mais condizente com suas necessidades e demandas. Mas o ponto-chave, a meu ver, é o de atingi-los nos sentidos, isto é, promover uma cultura de tolerância, solidariedade, respeito mútuo, cidadania, autonomia e protagonismo social.
Assim, podemos unir os conteúdos ministrados no cotidiano escolar com assuntos e temas da contemporaneidade ao compartilhar vídeos, enigmas, curiosidades e as últimas notícias em tempo real e elucidar fenômenos, por exemplo. O objetivo dessa abordagem é colaborar para que os alunos se tornem cidadãos críticos, capazes de julgar, pensar, filtrar informações e construir argumentos fundados na capacidade de decifrar tudo o que os cerca, compreendendo os diversos eventos que impactam nosso mundo atual.
Sem dúvida, as redes sociais ajudam no cotidiano escolar. Com o advento da internet e das redes sociais, nossas aulas deixam de estar restritas ao horário e tempo físico e acabam se tornando espaços atemporais e virtuais de aprendizado, nos quais há uma construção permanente do conhecimento. Há anos, às vésperas de alguma prova, alguns alunos, invariavelmente os desavisados, distraídos ou relapsos, perguntavam: Magrão, o que vai cair na prova? Hoje, esse perfil de aluno continua a frequentar nossas escolas, mas a pergunta mudou para: Magrão, qual é o horário de sua twitcam? Estou cheio de dúvidas e quero estudar contigo, facilita muito! Passou o tempo, mas as pessoas e as redes sociais só mudaram de estado. Vivemos na fluidez, em períodos desafiadores, num tempo de incertezas e novos desafios.
Por: Claudio Paris, licenciado em ciências, biologia e pós-graduado em educação pela Universidade de São Paulo (USP).
Fonte: Portal Revista Fator
Diferentemente da sociedade moderna anterior, que chamo de modernidade sólida, que também tratava sempre de desmontar a realidade herdada, a de agora não o faz com uma perspectiva de longa duração, com a intenção de torná-la melhor e novamente sólida. Tudo está agora sendo permanentemente desmontado, mas sem perspectiva de alguma permanência. Tudo é temporário. É por isso que sugeri a metáfora da liquidez para caracterizar o estado da sociedade moderna: como os líquidos, ela se caracteriza pela incapacidade de manter a forma. Nossas instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades autoevidentes. Eles (os jovens) não podem mais contar, como a antiga geração, com a natureza permanente do mundo lá fora, com a durabilidade das instituições que tinham antes toda a probabilidade de sobreviver aos indivíduos, afirmou Bauman em uma entrevista.
Contidas nessa liquidez, as redes sociais espelham o modo como muitos jovens se relacionam atualmente: a banda ou o cantor preferido, o grupo de dança, o time de futebol, os amigos da sala de aula, a turma que vai a festas junta etc. O advento da internet e a massificação das mídias sociais lançam um desafio aos educadores: educar com matrizes sólidas, milenares e científicas alunos imersos em outro mundo. Nós, os educadores, protagonistas da educação, procuramos desenvolver uma estratégia de convertê-las ao projeto pedagógico que preconiza nossa ação docente.
Será que as redes sociais mais ajudam ou atrapalham o aprendizado? Há autores que apontam um dilema vivido nas escolas atualmente, pois somos a única geração na qual os alunos são proficientes em tecnologia e os professores, não. Assim, surge um conflito no sistema educacional: ele é concebido e implementado pelos chamados imigrantes digitais para ensinar nativos digitais, como define o renomado professor estadunidense Marc Prensky.
O desafio para os educadores é promover um amálgama de saberes tradicionais (legado) com novos saberes (futuro) por meio das novas tecnologias, que devem se inserir em um projeto pedagógico, no sentido de a avalanche de informações colaborar para a construção do conhecimento. Isso com os mesmos passos que se estabelecem nas chamadas mídias tradicionais (papel, lápis, giz, lousa etc.).
Sou um entusiasta do uso da tecnologia em sala de aula e percebo o envolvimento e a animação dos alunos. Creio que o uso do Twitter, Facebook, Tumblr e outras redes sociais proporcionam a oportunidade de desafiar os jovens, criando uma nova matriz líquida do aprendizado, mais condizente com suas necessidades e demandas. Mas o ponto-chave, a meu ver, é o de atingi-los nos sentidos, isto é, promover uma cultura de tolerância, solidariedade, respeito mútuo, cidadania, autonomia e protagonismo social.
Assim, podemos unir os conteúdos ministrados no cotidiano escolar com assuntos e temas da contemporaneidade ao compartilhar vídeos, enigmas, curiosidades e as últimas notícias em tempo real e elucidar fenômenos, por exemplo. O objetivo dessa abordagem é colaborar para que os alunos se tornem cidadãos críticos, capazes de julgar, pensar, filtrar informações e construir argumentos fundados na capacidade de decifrar tudo o que os cerca, compreendendo os diversos eventos que impactam nosso mundo atual.
Sem dúvida, as redes sociais ajudam no cotidiano escolar. Com o advento da internet e das redes sociais, nossas aulas deixam de estar restritas ao horário e tempo físico e acabam se tornando espaços atemporais e virtuais de aprendizado, nos quais há uma construção permanente do conhecimento. Há anos, às vésperas de alguma prova, alguns alunos, invariavelmente os desavisados, distraídos ou relapsos, perguntavam: Magrão, o que vai cair na prova? Hoje, esse perfil de aluno continua a frequentar nossas escolas, mas a pergunta mudou para: Magrão, qual é o horário de sua twitcam? Estou cheio de dúvidas e quero estudar contigo, facilita muito! Passou o tempo, mas as pessoas e as redes sociais só mudaram de estado. Vivemos na fluidez, em períodos desafiadores, num tempo de incertezas e novos desafios.
Por: Claudio Paris, licenciado em ciências, biologia e pós-graduado em educação pela Universidade de São Paulo (USP).
Fonte: Portal Revista Fator
Como usar seu tablet para trabalhar?
Tablets podem ser viciantes, principalmente nos momentos de lazer. Quem é dono de um desses equipamentos - seja um iPad ou algum modelo com o sistema Android - sabe bem disso. Navegar na internet, ver fotos, ler revistas, disputar joguinhos, ouvir música, assistir a filmes... A lista é interminável e inclui itens que podem salvar sua sanidade mental, como distrair o filho que não para de chorar com um episódio da "Galinha Pintadinha". Acredite, os videozinhos são hipnotizantes...
Mas e na hora de trabalhar, dá para o usar o tablet? Dá - e bem. É verdade que a maioria das companhias ainda reluta em comprar esses equipamentos para seus funcionários. Com exceção das áreas de vendas, onde os tablets ganham adesão cada vez maior, os notebooks ainda reinam no escritório.
Mas dois fenômenos estão levando o tablet para o ambiente de trabalho. O primeiro atende por uma palavra esquisita - consumerização. Pode esquecer o palavrão, mas guarde o conceito. Trata-se do hábito crescente das pessoas de usar seus equipamentos pessoais, como tablets e smartphones, na hora de trabalhar. Assim como muita gente hoje trabalha em casa, as barreiras entre o que é de uso pessoal e o que é da "firma" também estão caindo.
O segundo ponto é a computação em nuvem. Os dados, que antes ficavam armazenados no seu PC ou notebook, estão migrando para centros de dados remotos, de onde são acessados via internet. Isso é ótimo para guardar as fotos da família ou sua coleção de música digital - dá para ver o que quiser de qualquer computador ou smartphone -, mas por que não aplicar o modelo na hora do batente? Por exemplo, dá para redigir um relatório e deixá-lo na "nuvem", com acesso restrito à sua equipe de trabalho. Todo mundo pode ver, dar sugestões e fazer alterações, sem ter de trocar e-mail, guardar cópia em pen drive etc.
As companhias de aplicativos - os softwares usados nos tablets - perceberam isso e estão investindo em programas para fins profissionais. Até os softwares do popular pacote Office, da Microsoft - Word, Excel, PowerPoint e Internet Explorer - já chegaram ao iPad, da rival Apple. Não, a Microsoft não criou uma versão para iPad. Isso significaria abrir mão de 30% do valor de venda, que é o "pedágio" cobrado pela inventora do iPhone para vender os programas em sua loja virtual.
O que aconteceu foi o lançamento, nos Estados Unidos, de um serviço chamado OnLive Desktop Plus, que usa a computação em nuvem para levar ao tablet o sistema Windows 7, junto com o Office. O pacote, oferecido pela empresa OnLive, custa US$ 5 por mês e inclui um serviço de conexão ultrarrápida à internet. E há uma versão gratuita, com menos recursos.
Antes que você fique muito animado, é bom informar que o serviço, não está disponível no Brasil.
Fonte: Valor Econômico
Mas e na hora de trabalhar, dá para o usar o tablet? Dá - e bem. É verdade que a maioria das companhias ainda reluta em comprar esses equipamentos para seus funcionários. Com exceção das áreas de vendas, onde os tablets ganham adesão cada vez maior, os notebooks ainda reinam no escritório.
Mas dois fenômenos estão levando o tablet para o ambiente de trabalho. O primeiro atende por uma palavra esquisita - consumerização. Pode esquecer o palavrão, mas guarde o conceito. Trata-se do hábito crescente das pessoas de usar seus equipamentos pessoais, como tablets e smartphones, na hora de trabalhar. Assim como muita gente hoje trabalha em casa, as barreiras entre o que é de uso pessoal e o que é da "firma" também estão caindo.
O segundo ponto é a computação em nuvem. Os dados, que antes ficavam armazenados no seu PC ou notebook, estão migrando para centros de dados remotos, de onde são acessados via internet. Isso é ótimo para guardar as fotos da família ou sua coleção de música digital - dá para ver o que quiser de qualquer computador ou smartphone -, mas por que não aplicar o modelo na hora do batente? Por exemplo, dá para redigir um relatório e deixá-lo na "nuvem", com acesso restrito à sua equipe de trabalho. Todo mundo pode ver, dar sugestões e fazer alterações, sem ter de trocar e-mail, guardar cópia em pen drive etc.
As companhias de aplicativos - os softwares usados nos tablets - perceberam isso e estão investindo em programas para fins profissionais. Até os softwares do popular pacote Office, da Microsoft - Word, Excel, PowerPoint e Internet Explorer - já chegaram ao iPad, da rival Apple. Não, a Microsoft não criou uma versão para iPad. Isso significaria abrir mão de 30% do valor de venda, que é o "pedágio" cobrado pela inventora do iPhone para vender os programas em sua loja virtual.
O que aconteceu foi o lançamento, nos Estados Unidos, de um serviço chamado OnLive Desktop Plus, que usa a computação em nuvem para levar ao tablet o sistema Windows 7, junto com o Office. O pacote, oferecido pela empresa OnLive, custa US$ 5 por mês e inclui um serviço de conexão ultrarrápida à internet. E há uma versão gratuita, com menos recursos.
Antes que você fique muito animado, é bom informar que o serviço, não está disponível no Brasil.
Fonte: Valor Econômico
Assinar:
Postagens (Atom)